sexta-feira, 7 de março de 2008

Os espanhóis e Ivo Noal...

O articulista de assuntos de segurança da Carta Capital, ex-Secretário Nacional Anti-Drogas, Walter Fagniello Maierovitch, em um artigo, há certo tempo atrás, relatou com minúcias o relacionamento de criminosos espanhóis, que vinculados a máfia italiana, implantaram, no fim da década de 90 (Séc.XX) o negócio dos caça-níqueis e vídeo-pôquer, associados com brasileiros expoentes do jogo do bicho, em SP, Ivo Noal e no RJ, Castor de Andrade...
O novo negócio revigorou o decadente jogo do bicho, que perdia espaço entre a população, uma vez que o hábito do "fazer uma fezinha" estava associado a cultura de gerações passadas, e não se renovara...
Com as maquininhas teve lugar uma nova disputa entre os "capos" que, no jogo do bicho, já havia sido "pacificada" pela divisão de territórios e lucros...Negócio novo, guerra nova, acordo novo...
Esta passagem é só para lembrar que criminalidade não obedece uma lógica de nacionalidade, embora alguns países tenham se "especializado" em ramos do crime organizado (Rússia:armas e extorsão; Colômbia, México e Bolívia:produção, refino e tráfico de cocaína;China:tráfico de pessoas e extorsão, etc, etc.)
Mas nesses países, os operadores nem sempre são "gente da terra"...
Há uma crescente procura pelos países europeus pelos traficantes de mulheres e homossexuais brasileiros...
No entanto, preconceito imbutido na rotulagem de nacionalidades com modalidades criminosas quase sempre desemboca em situações graves, como os crimes de gênero e ódio racial...Esse não é um bom legado para as gerações futuras...

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