quinta-feira, 24 de abril de 2008

Delírios e conjecturas...

Imaginemos o eleitorado de Campos dos G. com um universo de 300 mil eleitores, aproximadamente...
A escolha desse número é arbitrária, para permitir uma conta mais redonda em nossa "análise"....

Vejamos:
Desse número a TRolha acredita que alguns índices estão sedimentados em nossa comunidade, com poucas chances de movimentação...
1-garotinho conta com algo em torno de 100 mil votos...cristalizados e emparedados pela rejeição e pelos grupos contrários.
2-arnaldo oscila entre 100 e 120 mil votos, e se firma como anti-garotinho, e esse coeficiente permanecerá nesse patamar, com chances de aumentar, apenas se o próprio for candidato.
3-restam 80 mil votos aos setores sem identificação orgânica com os dois grupos, o que não quer dizer que não tenham cotejado alianças com ambos os lados, em um ou outro período: PSDB e o PT...
4-Nesse resíduo de votos (80mil) a divisão pode ser representada em 50 mil para o PSDB e 30 mil para o PT...

Essa conjuntura pressupõe dificuldades para todos os grupos em angariar os votos decisivos para selar a vitória...
O estamento da Lapa não tem muita mobilidade...
Arnaldo detém maior poder de manobra sobre os votos de Feijó, mas essa possibilidade está calcada em um dilema: essa transferência está subordinada a sua candidatura, dele arnaldo, que por sua vez pode enfrentar o desgaste e aumento de rejeição com a exposição de suas contradições durante o pleito...

Desses setores o que tem maior possibilidade de crescimento é o PT/PSDB...numa lógica de mão dupla poderá haver migração dos votos antigarotistas da base arnaldiana para os eleitores mais de centro que não votam PT, mas votariam em PT/PSDB...
Com a provável ruptura de RH/garotinho poderão haver outras inflexões na base garotista, o que os colocaria em uma situação de neutralidade ou adesão a posições antigarotistas...

Como se vê, o garotismo é um eixo da eleição (como bem disse Ricardo André)....
Mas ele pode ser eixo ou referência para a construção de sua própria derrota, e dos outros "adversários" que comungam daas mesmas práticas, como arnaldo...

arnaldo e garotinho estão no teto de suas possibilidades, enquanto PT/PSDB têm longo espaço para conquistar....

2 comentários:

Bruno Lindolfo disse...

Boa análise, Xacal, voltando no tempo, mais precisamente ás eleições disputadas por Campista, aquela primeira, realizando uma conta simples de matemática, desprezando uma análise mais profunda e atentando apenas ao somatório, vale relembrar os números que decidiram aquela eleição:

15 - PUDIM GERALDO ROBERTO SIQUEIRA DE SOUZA FRENTE POPULAR PMDB / PP / PSC / PL / PPS / PAN / PSDC / PRTB / PMN / PTC / PSB / PC do B 82345
12 - CARLOS ALBERTO CAMPISTA CARLOS ALBERTO TAVARES CAMPISTA A FORÇA DO CORAÇÃO PDT / PSL / PCB / PRP / PRONA / PT do B 68210
45 - PAULO FEIJÓ PAULO FERNANDO FEIJÓ TORRES MUDAR DE VERDADE PTB / PTN / PFL / PHS / PV / PSDB 61319
13 - DR MAKHOUL MAKHOUL MOUSSALLEM Partido dos Trabalhadores PT 33628

Mais uma vez: desprezando o fato da candidatura de Makhoul ter decolado, provavelmente e justamente por ter sido chapa única, fica claro que uma aliança entre PT/PSDB poderia ter, na melhor das hipóteses, chegado ao segundo turno em primeiro lugar, pois somam 94947 votos.

Não é nada não é nada, mas os dados mostram que à época quase 95 mil pessoas estavam descontentes com o modelo ainda atual de gestão.

Creio que hoje com um número muito maior de contratados, a imagem arranhada de PSDB/PT e outras invencionices de cooptação: tem gente distribuindo DAS-4 à esmo nos diretórios das faculdades, esse número seja bem menor.

Mas a despeito dos tentáculos maiores do poder público, creio que hoje a capacidade de aglutinar em prol de algo novo seja, também, maior. É saber compor possibilidades...

Anônimo disse...

Delírios...


Boa a análise dos números, mas estão desatualizados, correspondem ao último pleito municipal e também falta um fator essencial para a eleição, a “maquina pública”, o Arnaldo só teria mais de 100 mil votos (em 1º turno) com a máquina na mão e ainda que o “doto Mocabi” volte, não conseguirá de longe usar de forma suja a maquina como foi usada nos últimos pleitos. Do grupo de Arnaldo não vejo qualquer outra candidatura viável, aliás nem sei se a dele assim será, pois vai depender de aceitação do TRE, como dependeu pra se candidatar a Dep. Federal (mandato no qual poderia estar arriscando) não se O candidato de Garotinho concordo que deve ter por volta de seus 100 mil votos em 1º turno, mas isso depende do candidato a Rosinha hoje é a com maior potencial do grupo, Garotinho não tem mais a maquina do Estado, mas o seu nome não esta já não enfrenta o mesmo desgaste e mesma rejeição de antes, ao contrario de Mocaiber. O PSDB não tem nome, Feijó não deve se candidatar e mesmo que se assim fizesse parece estar mais propenso a apoiar o candidato do PMDB (vide aproximação de Garotinho com Zito). O nome de maior potencial eleitoral do PT era Mackoul, mas a auréola da moralidade que este possuía (assim ganhou meu voto), não existe mais, na campanha o que o PMDB faria neste caso é associar a imagem de Mackoul/PT ao governo Mocaiber, assim como vem fazendo com Arnaldo, o quanto da sujeira de Mocaiber respingará em ambos é difícil saber. “Com a provável ruptura de RH/garotinho (...)”
Acho muito difícil isso acontecer, porque não interessa a nenhum dos dois, Garotinho quer um aliado na prefeitura e Roberto Henriques depende da legenda para se candidatar. Muitos que não gostam de Garotinho, mas que simpatizam com Roberto Henriques, acham tão estranho o fato de simpatizarem com Garotinho “pois tudo que vem do ex-governador é ruin ” lógica semelhante a de uma parte do PT que diz “contra garotinho vale até vender a alma”, daí pensam que eles vão brigar. Essa eleição salvo se houver um fato político novo muito forte, tende a ser a mesma polarização dos últimos pleitos ou até mais. Algo novo falta sim, mas o novo foi vendido resta apenas o velho, por isso infelizmente não gozo do mesmo otimismo desse blog, no qual acha que existe espaço para uma terceira