quinta-feira, 17 de abril de 2008

O Partido dos Trabalhadores e a crise...

Desde o início da crise desencadeada pela Operação Telhado de Vidro, o Partido dos Trabalhadores se mantém em silêncio...
Envergonhado, temeroso, ou ambos...?
A verdade é que op PT deve aos seus eleitores, militantes e a toda sociedade uma posição acerca do assunto...
A postura covarde de seus dirigentes, principalmente, seu presidente Hugo Diniz, o "dinizinho feizi totô", lança sobre o PT uma nuvem, uma sombra se suspeição, ou de omissão cúmplice...
O PT ainda pode se recuperar, e demonstrar a sociedade campista que pode ser uma alternativa de poder em Campos, junto com amplos setores da comunidade, insatisfeitos com os rumos da gestão pública na cidade...
Se o partido tiver o cuidado de purgar suas culpas, e mantiver longe do processo os nomes que estiveram vinculados a essa aventura desastrada, pode sim, construir uma proposta ampla que extrapole o universo das suas lutas internas e dos interesses individuais de seus quadros...
O momento histórico pressupõe a grandeza de enxergar o interesse da cidade acima das carreiras políticas de cada militante...
Com toda a cautela que a situação exige, o PT deve começar a discutir de forma séria, sem revanchismos ou açodamentos, os rumos da legenda e da cidade...
Mas antes de mais nada, para reconquistar a dignidade, que lhe colocará de novo como um ator fundamental desse processo, deve prestar contas públicas de seus atos...
Sem isso, permanecerá na vala comum, soterrado pelos escombros do Telhado de Vidro...

3 comentários:

Anônimo disse...

Não tenho procuração para defender. Mas acho que não são todos dentro de PT que se encontram nessa situação. Observo que nas eleições internas que aconteceram no Partido, a oposição se colocou claramente contra o grupo da situação e a idéia de aderir a um governo cheio de denúncias. Com a palavra Félix Manhães, candidato derrotado a Presidência do PT. Direto da região de Caboio e Flexeiras, seu correspondente Djahojinho.

felixmanhaes disse...

Meu caro observador político Djahojinho e Xacal, o meu redator chefe de A Trolha, É verdade, as eleições internas no PT aconteceram para suscitar o debate. Somos aliancistas, porém a motivação tem que ser nobre e o parceiro certo. Fomos derrotados sim. Todavia conquistamos 11 cadeiras no Diretório, incluindo 2 na Executiva. Quem acompanhou as nossas intervenções em jornais da cidade verificaram a nossa preocupação quanto à participação em um governo ameaçado de intervenção doMP e da PF. Às véspera da operação telhado de vidro, dia 27 de fevereiro as edições tanto do Monitor, quanto do Diário, publicaram entrevista nossa, pedindo prestação de contas dos Secretários que participavam do Governo Mocaiber, como recomendando que saíssemos do Governo, uma vez que passados 6 meses, nada daquilo que fora prometido à ocasião do acordo fora cumprido. Na reunião da Executiva do Partido com o Prefeito, no 8 de março, na Fundação Zumbi dos Palmares, mostramos a nossa frustração com a aliança e que o Prefeito deveria ouvir as vozes da rua, que o achavam um péssimo Prefeito. Quem estava lá ouviu isso. Essa opinião já naquela ocasião era a mesma do Dr. Mackoul, também expressada na Folha da Manhã. Todavia a Polícia Federal e o Ministério Público foram mais rápidos e a operação aconteceu.
Hoje há esse reconhecimento de que a aliança foi uma péssima idéia. Todavia o Partido deixou a sua marca. A EMHAB acabou, sob direção do companheiro Anomal e Fernando Bretas, acabou com a inadimplência que persisitia desde os tempos do Dr. Arnaldo. Hoje a Prefeitura já pode participar das verbas federais. Além disso, a passagem do nosso companheiro Renato Barbosa pela Secretaria de Energia e Petróleo deixou a sua marca. Esta semana será anunciada a relação dos mil trabalhadores que farão cursos de qualificação, incluindo a Salvatagem, muito necessária para o embarque em Plataformas. Vem por aí a FENERGIA. O companheiro Alberto não teve tempo. Foi admitido no dia 8, dia da reunião com o Prefeito e dispensado logo após a intervenção. Quanto ao futuro, continuamos pensando da mesma forma. Partido Político é uma outorga da sociedade. Por ela e para ela é que temos que trabalhar. E o PT vai estar acima desses ocasionais equívocos.

Brand Arenari disse...

Caro Xacal, gostaria muito de ter esperanças que o PT pudesse representar uma alternativa a situação que nos encontramos, porém a história me desanima. Desde o primeiro governo de Garotinho em Campos, o PT de Campos tem sido um aliado eventual e conveniente deste grupo que se origina na figura de Garotinho. Pra quem está de fora da política, como é o meu caso, parece que o PT está sempre pronto a ser do governo, desde que lhe ofereçam uma secretariazinha sem muita importância. O PT nunca representou uma oposição séria a essa gente, nunca foi alguém que eles devessem temer. Tenho a certeza de que existiu e existem setores minoritários no partido que nunca concordaram com isso, mas estes jamais foram maioria.