terça-feira, 29 de abril de 2008

Razões de Estado e de Governos...

Na maioria dos governos, os estrategistas da propaganda tentam criar uma confusão entre razões de Estado com as razões de seus governos...

Como sabemos as razões de Estado perpassam a sazonalidade dos mandatos, e são aquelas responsáveis pela própria coesão dessa organização...questões tributárias, constitucionais, previdenciárias, etc, são tópicos que, embora partidarizados, dizem respeito ao funcionamento das atividades precípuas dos Estado, como garantia a saúde, proteção ao idosos, direito a educação e as demais garantias individuais...

É comum administrações se apropriarem de questões de Estado, e através da ideologização partidária, imporem sua teses como se fizessem em nome do interesse estatal...Foi assim por exemplo com as privatizações na era FFHCC...o Farol de Alexandria...

Na via inversa, essas mesmas administrações procuram dar as suas ações governamentais status de questões de Estado, como forma de "imunizar" tais medidas com a "embalagem" dos interesses que páiram acima dos conflitos político-partidários...

Essa é a tentativa que faz alexandre macabro ao denominar seu governo como "de paz"...
Essa "paz" do seu governo seria indispensável ao funcionamento da máquina adminsitrativa e ao bem estar social...como se na sua ausência apenas restasse a barbárie...

No entanto, uma observação mais aproximada revela as verdadeiras intenções sob a pintura de fachada...

Primeiro atribuem a turbação da "paz" a grupos externos e "inimigos", e não às suas ações escusas e ilegais que provocaram toda a investigação e ruptura institucionais...ou seja foram os "inimigos do povo" que provocaram tanta confusão, e não as suspeitas de corrupção do seu governo....

Confundem a Paz do Estado com a pax do governo...

Essa estabilidade (pax) do governo foi duramente atingida por desvios desse próprio núcleo de poder...o lema é "governo de paz"...a paz administrativa ou estatal passaria a ser prerrogativa de sua gestão...

Agora, para reconstruir os escombros do governo, vinculam essa premissa de seu governo como se fosse primordial ao Estado...

Usam essa vinculação como "chantagem" junto a sociedade, com a qual pretendem dividir o ônus dos erros que cometeram, e sobre os quais nunca admitiram, e não admitem responsabilidade...

Cometeram toda a sorte de irregularidades à revelia da sociedade civil, e uma vez desnudados os propósitos sórdidos, querem compartilhar com essas entidades a tarefa de reconstruir sua credibilidade como se fosse a própria credibilidade do município....

Muito estranha também a posição dessas entidades convocadas para dar o verniz de honestidade a esse resto e governo...

Durante toda a crise não se ouviu das instituições de classe empresarias, ou conselhos profissionais, ou qualquer outra, uma manifestação de repúdio ou uma fresta de análise da situação...

Será que se filiarão às razões de governo...ou defenderão às razões de Estado...?

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