quarta-feira, 16 de julho de 2008

Dopping tecnológico...

Socorra-me o professor Vitor Longo Braz...
Mas não pude deixar de matutar logo após a reportagem no Bom Dia Brasil acerca dos apetrechos que "turbinam" os atletas que competirão em Beijing...

Na corrida pelos recordes que impulsionam as vendas no mundo "dos seres normais", as marcas esportivas investem pesado para dotar seus patrocinados da última palavra em equipamento...

Estupefacto fiquei ao ver o repórter atirar um ovo de 10m de altura sobre um gel que amortece o impacto e previne lesões nos esportistas...Nenhuma rachadura no ovo...

A sapatilha moldada ao movimento dos pés dos velocistas tem apenas a parte da frente flexível, enquanto a parte anterior é rígida, como um salto que firma e potencializa o movimento...Só dura uma corrida, como os motores da F1...

Pergunto aos especialistas: qual o limite dessas traquitanas na eqüidade entre os competidores...? Trajes de natação que diminuem atrito, bicicletas com material astronáutico, roupas isotérmicas que diminuem a geração de calor, etc, etc...

Será que esse é o espírito olímpico que junta nações africanas e européias, ou apenas uma reprodução da competição de mercado que artificializa o esporte, tal qual os esteróides e substâncias proibidas?

Os Jogos Olímpicos nada mais fazem que reproduzir a velha dicotomia entre ricos e pobres que tão bem conhecemos em outras searas...

Com a palavra, os especialistas...

3 comentários:

Blog Vitor Longo disse...

Caro Xacal,

Como é do nosso conhecimento, vivemos na era da tecnologia e num mundo altamente capitalista e global.

A tecnologia, a cada dia, avança mais em todos os setores da sociedade. Acredito que não era para ser diferente no esporte. Não é de hoje que esse avanço tecnológico adentra no campo esportivo. No futebol, por exemplo, são telões nos estádios, "tira-teimas", rádios de comunicação entre os árbitros e entre os técnicos e auxiliares, etc..

Infelizmente as nações mais empobrecidas ficam em condição de inferioridade nesse campo. No Brasil mesmo, as tecnologias mais avançadas no campo esportivo chegam "depois". Por isso vários atletas que obtveram sucesso olímpico (medalhistas) treinaram e se aperfeiçoaram em outros países. Posso citar o caso de Joaquim Cruz e vários nadadores.


As marcas esportivas (Nike, Adidas e outras tantas) são os ramos mais interessados nesse avanço tecnológico e sua inserção no mundo esportivo.


É a conteporaneidade meu caro Xacal. Mas o pior ainda é o dopping fisiológico. Esse tipo de dopping, tem duas correntes cientificas e tecnológicas: uma que trabalha no sentido de detectar o uso de substâncias que melhoram o rendimento do atleta, e a outra que trabalha no sentido oposto, ou seja, para tentar mascarar e/ou burlar os testes anti-dopping.


Agora, é outro fato que a tecnologia tem inserido muitos portadores de deficiência no mundo do esporte. Você viu o caso daquele corredor em que as suas pernas eram próteses de fibra de carbono (se não me engano)e conseguiu na justiça o direito de participar das eliminatórias do seu país para participar das Olimpíadas da China. Fazer o que, caro Xacal? Temos que admitir o avanço tecnológico e lutar para que não fiquemos muito longe desse avanço.

Xacal disse...

eu penso Vitor, na minha compreensão de torcedor e espectador que há benefícios que devem ser incorporados ao esporte, como por exemplo os materiais para salto em altura, lançamento de dardos, etc...

mas quando o material é responsável direto pelo decréscimo de segundos, ou aumento de desempenho, creio que TODOS os atletas devem competir com mesmos recursos, ou seja: nas competições especiais aquela marca esportiva que detitver o melhor material para determinada modalidade "forneceria" o material a todas...

com isso, se garanttiria, previamente, o retorno do investimento e se evitaria que atletas "dopados" pelo dinheiro levassem vantagem sobre os demais...

Blog Vitor Longo disse...

Concordo com seu raciocínio caro Xacal, porém a maior parte do mundo ainda é colônia, principalmente "estadunienses", como você próprio diria.