terça-feira, 15 de julho de 2008

Lá como cá...

Assim como em escândalos de envergadura nacional, ou em crises institucionais como a que vivemos na planície, a mídia cumpre seu papel de "sedar" as consciências e borrifar uma "cortina de fumaça" que impede a maioria da população acessar as informações que demonstrariam as vísceras, ou as engrenagens do jogo do poder...

Como no caso Daniel Dantas, as análise sobre a Operação Telhado de Vidro raramente ultrapassaram as fornteiras do moralismo inócuo e hipócrita...

De toda sorte sócios e íntimos, poder político e poder financeiro se entrelaçam em uma rede de interesses que, enfim, é sua própria razão de ser, a sua essência...

Por isso, os editoriais clamam pela moralidade, legam aos setores públicos a exclusividade da ingonímia e criminalidade, como se pudesse no mundo real haver corrompidos sem o corruptor...

O que precisa ser dito, com todas as letras é: A corrupção, o desvio, o atalho é próprio do sistema capitalista, e toda a tentativa estatal de controlar tais características esbarram em sistemas legais erigidos para que a verticalização e exclusão do outro (do competidor) permaneçam e se aprofundem...

O mundo privado não é uma terra de bons e bem-intencionados empresários e livres-concorrentes, justos e éticos, onde a moralidade é conspurcada pela sanha patrimonialista de poucos desonestos funcionários públicos...

A história do desenvolvimento das atividades privadas no mundo é um legado de sucesso na produção de riquezas, mas por outro lado é um inventário de violência e crime, em todos os sentidos...

Aqui em Campos dos G. não foi diferente, e sob o Telhado de Vidro ainda há muito a ser desvendado...!

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