terça-feira, 30 de setembro de 2008

Alerta amarelo...

As autoridades brasileiras cumprem seu papel...Fazer "cara de conteúdo", e aparentar uma frieza antártica frente ao tsunami econômico que varre o mundo de costa a costa...

É bem verdade que os "fundamentos" da economia nacional estão mais saudáveis, mas sabemos todos, ou pelo menos intuimos, que o sistema financeiro internacional não perdoa: mata...!

Há, de fato, uma crise colossal e universal que pode destruir em 30 minutos as nossas tão alardeadas reservas cambiais de US$ 200bi...A cruel verdade é que economias como a nossa pouco ou nada podem fazer frente a um tombo econômico mundial dessa magnitude...

O grande "xis" de problema é auferir o tamanho do rombo, e o alcance de seus efeitos...Diante da corrosão instântanea da credibilidade das instituições, que arrasta junto boa parte dos prognósticos dos "especialistas de mercado", a impressão que se tem resume-se ao velho adágio popular: "casa que falta pão, todos gritam, e ninguém tem razão"...

A queda de braço entre Congresso e Governo dos EEUU reflete bem esse quadro...De um lado o Governo tenta tapar o rombo que criou, e anuncia a necessidade de aprovar o "plano de resgate" a qualquer custo...Por outro lado, o Congresso, controlado por Democratas, que deseja colocar o "guizo no pescoço do gato", ou seja: ajuda sim, mas para todos os atingidos pela crise, e com a devida punição dos responsáveis, bem como um aumento da regulamentação e fiscalização do setor financeiro para evitar novos crashs...

Durante anos, as crises econômicas mundiais foram alimentadas por um terrorismo financeiro-midiático (termo utilizado por Luis Nassif, em seu blog hoje), onde criava-se um ambiente de fim de mundo, apenas para justificar o socorro aos investidores/especuladores...O resto da economia que se ferrasse...Se milhões morreriam de fome, países quebrariam, ou conflitos explodissem, tanto faz, desde que o "mercado" sobrevivesse...

Esse é o nó dos EEUU, e seu plano de socorro...A confiança nesses "formuladores de informação" se foi, e a sociedade estadunidense e mundial está arredia a utilizar dinheiro público para saldar as dívidas da farra de poucos...
E paradoxalmente, dessa vez pode ser necessário...
A questão é que as regras e condições dessa ajuda devem estar claramente expostas, uma vez que a audiência não parece disposta a acreditar mais nas "histórias da carochinha do mercado"...

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