terça-feira, 16 de setembro de 2008

Banca rota no Cassino Wallstreet IV.

Ladeira abaixo.

A maior seguradora do mundo, a AIG, desvalorizou ontem em 60.8% seu valor de mercado, e suas ações chegaram a perder 70%, quando o Estado de Nova York  adotou medidas para suavizar o acesso da matriz da seguradora ao dinheiro de suas filiais, o que deteve a queda da empresa. A AIG já está com perdas acumuladas esse ano de 92%, e pode ser a próxima a sucumbir na esteira do banco Lehman Bros.


Oxigênio.

Nessa toada, o Banco Central Europeu anunciou hoje, terça-feira, a injeção de 70 bi de euros nos Bancos Centrais dos países-membros, para evitar uma crise de liquidez no sistema. O Banco Central da Inglaterra, que já tinha feito um aporte de 5bi de libras na última quinta-feira, reforçou a disponibilidade de dinheiro às instituições em mais 20bi de libras nessa terça-feira.


Quem ganha, quem perde.

É assim que funciona o ambiente "darwinista" do mercado. Muitos perdem e poucos ganharão. Um dos sintomas não explícitos nessa crise colossal é que existem fundos especulativos com alta liquidez(dinheiro) que apostam na "quebra" dessas instituições no mercado futuro, e claro, acabam por tornar a aposta uma realidade que satisfaça suas posições. A ausência de regulação desse mercado não é só uma questão de ortodoxia ou heterodoxia da gestão financeira. É, antes de mais nada, evitar que o cassino financeiro afunde a economia real, e torne o prejuízo generalizado à todos que não participam dese jogo.

Leiam o post de Luis Nassif em seu blog sobre o assunto:

Apostando na quebra 

Um dos grandes problemas da sofisticação dos instrumentos financeiros é o fato dos mercados futuros permitirem ganhos apostando no sucesso mas também no fracasso das empresas.

Se o especulador vê uma empresa fraca, ele “vende” ações daquela empresa no mercado futuro. Digamos, a US$ 40,00. À medida que o valor da empresa via derretendo, o “comprador” repassa a diferença para ele.

A Lehman Brothers estava nesse patamar quando começou sua queda. Terminou a US$ 4,00. Quem apostou na sua queda lucrou US$ 36,00 por ação, precipitando sua falência.

Esse é oi problema da falta de controle e da regulação insuficiente nos mercados, somados à excessiva liquidez dos fundos especulativos. Qualquer movimento para cima forma bolhas; qualquer movimento para baixo, provoca quebradeira.

Some-se à insensibilidade do Banco Central Europeu (BCE), que continua achando que o problema do mundo é a inflação, e se terá a fórmula para uma baita crise mundial que já entrou pelo tombadilho do Titanic.

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