quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Bolívia em chamas.

Cresce a tensão em solo boliviano, nos departamentos que formam a "meia-lua".
A explosão de um gasoduto pelos manifestantes diminuiu em 10% o envio de gás para o Brasil, e os reparos, orçados em US$ 100 milhões, levarão 20 dias para chegarem a termo.

Ontem, manifestantes em Santa Cruz de la Sierra invadiram e depredaram prédios da administração federal boliviana, e agrediram integrantes das forças federais.

O que está em jogo na Bolívia é o destino das riquezas geradas pelo gás e petróleo.
A elite do país não abre mão de seus privilégios, e considera como seu o patrimônio mineral do país.

O presidente Evo Morales tenta redistribuir a renda que sempre esteve concentrada nas mãos da minoria não-índígena, e que durante séculos foi carreada para engordar o caixa de empresas internacionais.

O episódio boliviano nos serve de exemplo de como agem as elites sul-americanas quandos seus interesses estão ameaçados.
Por muito menos, as elites morenas instalaram sangrentas ditaduras.
Hoje enfrentam e desestruturam o Estado e as instituições bolivianas, sob o manto da democracia que nunca respeitaram.

Morales evita a todos custo adotar medidas de exceção, para quem sabe não fornecer o pretexto que seus adversários desejam ter. O presidente conta com o apoio das Forças Armadas.

Outro dado relevante é a expulsão do embaixador dos EEUU da Bolívia, acusado de interferir, conspirar e apoiar os insurgentes.

Não há prognóstico otimista para situação tão grave como esta.

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