sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A FENORTE, Garotinho e Rosinha.

Criada como uma Fundação que objetivava instalar o campus universitário Darcy Ribeiro, pois a estrutura fundacional permite mais agilidade ao gestor público ( Lei 8666/ Lei das Licitações), a FENORTE manteve seu quadro funcional com contratados e cargos de livre nomeação durante longos anos, até 2003, quando foram convcados os aprovados em um concurso (para a FENORTE) eivado de suspeitas, só dirimidas com a administração que sucedeu Ana Lúcia Boynard.

A prova de títulos não permitia que se apresentassem recursos para questionar os pontos atribuídos aos concursandos, em clara e flagrante afronta a lei.

Mas o que de mais grave aconteceu na FENORTE, e deveria ter sido investigado mais de perto é a relação de favorecimento de alguns "escolhidos" à época de Ana Lúcia Boynard, fiel preposta do casal Garotinho.

Vamos aos fatos:

A política de concessão de diárias (indenização por gastos realizados em viagens a serviço) não obedeciam critérios, e nem se comprovava a necessidade de tais gastos com estadias e viagens.

Havia um grande programa de concessão de bolsas, com verbas da FAPERJ, sem qualquer critério científico que justificasse a manutenção de inúmeros bolsistas, em projetos que muitas vezes nada tinham haver com pesquisa e inovação.

A maioria dos "coordenadores" recebia (sem desconto de IR, pois bolsas são isentas)  de 4.000 a 8.000, e mantinham entre "seus bolsistas" parentes, e apadrinhados, sem que nenhum controle ou acompanhamento dos "projetos" fosse realizada pela FENORTE, e nenhuma contrapartida fosse oferecida aos cofres públicos, como é de costume.

No fim da gestão de Ana Lúcia Boynard, em uma brecha da Lei, foram concedidos a reposição de "diferenças" salariais retroativas que chegaram a valores superiores a 50.000 reais. Por coincidência, a maioria dos beneficiados não foi aprovada no concurso e teria que deixar as instituição.

Não temos elementos para questionar a legalidade de tais atos, pois essa função é do Ministério Público, o fiscal das Fundações Estaduais, do TCE e de outros órgãos fisaclizadores.

Mas para quem prega a moralidade como ferramenta de gestão da coisa pública, parece no mínimo contraditório. 

A comunidade acadêmica é unânime em apontar a FENORTE como uma ferramenta necessária a UENF, caso tivesse cumprido o seu papel e ao fim, auto-extingüir-se.

No entanto, os desvios da sua função precípua transformaram a FENORTE em um grilhão pesado a UENF, sufocando a autonomia e independência acadêmica e administrativa, com chantagens financeiras de todo tipo e perseguições inquisitoriais.

Sua função terminou, mas a FENORTE persiste como um apêndice desnecessário e caro a estrutura estadual.

Herança da gestão do casal Garotinho.

11 comentários:

Anônimo disse...

è impressionante a posição do blog, bate, bate, bate, e fica só nisso!!! Campos está na lona não é por causa dos políticos, e sim de uma população mesquinha, que só sabe olhar pro seu próprio umbigo, só quer vivr na aba e debaixo dos prazeres do cofre público. Esquecemos que um governo não se faz só por um governante, mas de pessoas de diversas camadas e setores que hoje são culpadas, porém nunca condenadas pelo exemplo que dão em suas vidas. Lastimável, falamos dos políticos, mas a maioria dos servidores não são dignos dos cargos. Como exemplo, apenas um dos servidores, o professor, que na maioria não tem vocação para o cargo, onde a maioria faz de conta que leciona, são bons em tirar licenças, dormir em sala de aula e desejosos em estarem em qualquer setor que não seja a sala de aula. Passeie por outros setores e veja se a realidade não é diferente. Uma cidade não se faz só de políticos, não só pelo que temos, mas pelo que somos. Leandro

Kbrunco disse...

Pois é Leandro,

Talvez você tenha razão. Quando o xacal lançou o seminário de propostas para ser discutido entre os leitores e comentaristas, não deu nenhuma repercussão.

Os posts onde há discussão da ocupação de espaço urbano, desenvolvimento sustentável, ambiente e geração d renda, há poucos se que se dispõem a debater.

Não me lembro de nenhum comentário seu também nesses posts, e creia se fizer uma pesquisa aqui pelo blog verá que tem espaço para críticas e propostas, o problema é que a maioria confunde as críticas aos modelos de gestão, tomam para si a defesa dos políticos de sua preferência e deturpam o debate.

Discordo de você quanto a dignidade dos servidores, que sempre foram massacrados pela desvalorização e pior, pelo péssimo exemplo de seus chefes, que geralmente são os líderes políticos que nós elegemos.

Veja a lista dos terceirizados: qual servidor será estimulado a produzir assistindo um quadro como esse.

Agora, você que está preocupado com propostas e debates, pode começar por você mesmo, somos todos olhos e ouvidos.

Escolha um tema: saúde, educação, transporte, infra-estrutura, geração de emprego e renda, política de proteção social, ambiente, agricultura, política de incentivo e desenvolvimento sustentável, urbanismo e plano diretor, segurança e convivência social, política tributária municipal, funcionalismo, previdência pública municipal, etc, etc,etc.

Pode usar o espaço à vontade.

Rodolfo disse...

Xacal, estudo na UENF, vejo que sempre quando alguém fala da criação da UENF, citam Brizola e Darcy Ribeiro e logo dizem que Garotinho não teve nenhum tipo participação na criação da UENF, alguns alunos e professores mais "radicais" dizem até que Garotinho era contra a criação da UENF, por outro lado há muitos professores principalmente os mais antigos que dizem que garotinho enquanto prefeito teve uma participação essencial num movimento que teria culminado na criação da UENF...

Como não tenho muitas informações a respeito, gostaria que se possível você me esclarecesse a respeito.

Anônimo disse...

Por que vcs não dizem do Sr. eduardo esposa e seus asseclas entorpecidos. tão nojentos como ana lúcia. vcs são o partido da boquinha.assumam companheirinhos, que vivem de falar da vida alheia. olhem o rabo e nariz sujos q têm, seus merdas.Todos uns débeis mentais, macabros xacais Kbruncos,rosinhas garotinhos.

Anônimo disse...

Kbrunco
Ok não devo ter lido mesmo os posts anteriores, me desculpe, sou leitor do blog há alguns dias, gostei, e tenho procurado participar dos debates. Quando me refiro, digo que os políticos de hoje, são os opositores, questionadores de ontem, e que ao entrarem no poder, não conseguem manter o discurso e o exemplo de outrora. Os próximos secretários, gerentes da prefeitura, são os que cruzam hoje pela gente nas ruas e que se mostram indignados, mas amanhã, amanhã é amanhã, outro dia...
Sobre a lista, é nojento, é de doer. Sou a favor de que aja leis que punam profissionais, lhes retirando a certificação e registro, no caso de médicos que fazem parte de uma lista como essa que ganham salários altíssimos (sem concurso) e nem se quer são de Campos, como muitos ali, que são de Itaperuna e Macaé e que não trabalham. Eu conheço. Acho que se tivessemos esse tipo de Lei, as pessoas não usariam mais a certificação, o titulo conferido, para se beneficiar dos cofres público. No mais, acho que devemos ter um debate sadio, formativo, voltado a esclarecer preparar na essencia um povo para uma Campos melhor. Um abraço a todos. Leandro

Anônimo disse...

Os jornalistas Jorge Luiz dos Santos, Linda Mara Silva e, se não me engano, Fernando Leite, eram alguns desses bolsistas apadrinhados por Garotinho e ex-posa.

Anônimo disse...

e os companeirinhos da boquinha de eduardo, nariz de chaminé entorpecido.
Kbrunco, diga os nomezinhos da boquinha e dos narizinhos seus amiguinhos . !!!!!!!!

Deixa de ser hipócrita safado, seu merda!!!

Kbrunco disse...

Pois é anônimo,

No e-mail ali do lado vc pode mandar seu endereço eletrônico, e quem sabe eu possa esclarecer um pouco do que soube que se passou por lá, na FENORTE.

Como o concurso "fajuto" que o prof, Eduardo, assessor jurídico, o defensor público Emanoel Queiroz, dentre outras tiveram que salvar.

Posso esclarecer o programa de "bolsas" que beneficiava boa parte dos "intelectuais" da época, inclusive um que mudou de lado e hoje é gerente de cultura.

Temos também o escândalo do projeto recreando, que os funcionários à época chamavam de "recheando", com compras de material e serviços escabrosos, e como não poderia deixar de ser:

com contratação irregulares, que Eduardo Peixoto e sua equipe, com todos os problemas e erros de uma gestão de oito meses, e totalmente minada, consertaram e não deixaram acabar, para prejuízo das crianças atendidas.

Mas isso não saía nos jornais.

Caso queira detalhes, e o professor Eduardo me autorizar, detalho tudo para vc matar sua curiosidade.

Um abraço.

PS: não adianta ofensa, rebata os fatos. Não adianta matar o mensageiro para mudar as más notícias.

Detalhe: até Fernando Leite, e o pessoal do Garotinho (na ocasião Fernando ainda bebia água da Lapa) foram unânimes: foi um ótimo trabalho.

Anônimo disse...

emanuel. aquele chincheiro que o eduardo entorpecido e vcs compraram a peso de ouro em "pó". ebota pó nisso. q se vendia e cobrava dos piores marginais para fazer juri no forum.
bem a cara dos companheirinhos da boquinha e narizinho. quanto este viciado do grupinho de vcs ganhava mesmo da fenorte e da defensoria junto?. era uma festa a noitada. já trabalhava lá nessa época pois sou estatutário de lá e via vcs se esvaindo em noitadas de puro delírio regado a muita droga. sai daí ótario . vê se engana outros. os drogados sujos falando dos imundos. q dureza , heim!

Kbrunco disse...

Pelo jeito o post da FENORTE atingiu em cheio seu objetivo.

Quanto ao defensor, ele que se defenda, mas vai aí um lembrete:

Caso o bem "informado" anônimo e estatutário da FENORTE não saiba, o defensor e as demais pessoas citadas por ele podem oferecer uma simples queixa-crime pelos ofensas a honra, o que ensejaria uma quebra de sigilo, e: a descoberta do anônimo para que ele prove o que fala, ou pague o preço da Lei.

Esse lembrete saiu de graça em homenagem a "bobeira" que vc acaba de dar.

Um abraço, e continue nos lendo e "passando recibo".

Otário, mesmo.

George Gomes Coutinho disse...

Excelente post Kbrunco.

Todos que lutamos contra a Fenorte na época apontamos a sua necessidade de que esta fosse extinta.

Esta é a própria objetivação da idéia de tirania na medida em que a comunidade da UENF, que na época dependia de recursos da Fenorte, sempre que democraticamente exercia seu direito constitucional de crítica política ao então Luis Bonaparte da Lapa, era sumariamente punida com o contingenciamento covarde de verbas.

A senhora Ana Lúcia Boynard foi declarada persona não grata no campus pelo DCE por seus ataques constantes à integridade da Instituição na medida em que ali, como foi assinalado por Kabrunco, exercia aquela velha lei do patrimonialismo brasileiro: "aos amigos tudo, aos inimigos a lei".

Todavia neste ponto algum anônimo aqui lembrou e sem dúvida eu faço coro... No curto governo Benedita nós, da uenf, acreditamos que teria chegado o momento de implodir a Fenorte.

E lastimamos que não tenha ocorrido.

Mas devemos prosseguir vasculhando a memória de nossa história recente. Não esquecemos de nada que eles fizeram.

Bom trabalho!

PS: Lembrando o refrão da época: UENF FORTE FORA FENORTE! Sem dúvida a conquista do 12º lugar dentre as melhores universidades brasileiras ocorreu sem qualquer participação desta instituição que premiou universades e fundações privadas locais com recursos públicos! É melhor pararmos por aqui...