sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Legislando em causa própria.

A Trolha vai bater nessa tecla até a exaustão.
Consideramos a postura da Folha da Manhã/Intertv uma afronta ao princípio democrático da liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a paridade de condições que devem ser oferecidas aos candidatos em instâncias públicas, ou em concessões públicas, como é o caso de rádios e redes de TV.

Primeiro a Folha sentenciou que apenas os candidatos com 5% das intenções de voto teriam assento no debate. Recuou, e agora "concedeu" aos partidos com representação federal (Câmara dos Deputados) a participação no debate, nesse caso PC do B e PSDB (Odete Rocha e Paulo Feijó).

Foram alijados Graciete Santana e Marcelo Vivório. 
Os órgãos de imprensa que deveriam de tudo fazer para diminuirem as distâncias que já existem de recursos entre os candidatos, que de certa forma, afunilam as disputas e diminuem as possibilidades de opção democrática, agem no sentido contrário e aprofundam a "elitização" e polarização da disputa.

É gravíssimo que a Justiça Eleitoral se cale diante de tal agressão ao direito do eleitor de acesso à informação. 

A Folha/Intertv assume assim o papel de legislador, e desde já se antecipa ao Congresso Nacional e cria sua "cláusula de barreira".

4 comentários:

Amaro disse...

Kbrunco

Sou de opinião que o voto nulo, em branco ou a abstenção, só deve ser exercido no segundo turno. Porque ao fazermos essa opção no primeiro turno, estamos baixando o coeficiente eleitoral, e favorecendo exatamente aos grupos que são o principal alvo de nosso repudio.

Com o coeficiente eleitoral baixo um deles conseguirá, certamente, se eleger no primeiro turno. E passará a usar isso, como uma forma de propaganda política, tipo o povo de Campos em sua maioria nos preferiu logo no primeiro turno, e “esqueceram” de informar que essa vitória aparentemente consagradora, só foi conseguida devido ao grande índice de votos brancos, nulos e abstenções.

Defendo, portanto que todos nós, que não estamos satisfeitos com o rumo da política em Campos. No primeiro turno, votemos em qualquer um dos candidatos a prefeito que não seja Rosinha e Arnaldo, para obrigarmos a ter um segundo turno.

E ai sim, no segundo turno vamos votar nulo, em branco ou nos abstermos, mostrando assim de forma direta o nosso repúdio a esse grupo político que domina a política de nosso município há vinte anos e tanto nos envergonha.

Qual é a sua opinião sobre o assunto? E a do Xacal?

Kbrunco disse...

Eu voto Graciete, e Xacal, ao que parece em Odete.

Concordo que o voto nulo deve ser exercido no 2º turno.

Gustavo Alejandro Oviedo disse...

O problema, para a Folha e Inter Tv, é que se excluíssem os candidatos com menos de 5% de intenção de voto correriam o risco de ter um debate de um candidato só. Pois quem ficar em 1º lugar, seja Arnaldo ou Rosinha, provavelmente não comparecerá.

Kbrunco disse...

Boa observação, Don Oviedo.

A Folha nunca "bate prego sem estopa".