domingo, 7 de setembro de 2008

Os liberais...

Parece que todos os teóricos do liberalismo econômico ortodoxo sumiram...
Deve ser vergonha de verem suas teses, que outrora dominaram o senso comum, varridas como areia pelo vendaval da realidade...

O governo estadunidense anunciou que intervirá nas duas maiores empresas do ramo hipotecário do país, Fannie Mae e Freddie Mac, para evitar que um desastre maior contamine ainda mais todo o sistema financeiro dos EEUU, e por que não dizer, global...

Sem mencionar as firulas técnicas, está aí o resultado de anos de laissez-faire...Do mais puro estado da arte da economia globalizada e dominada pelos humores do mercado financeiro...

A farra e a orgia das fortunas instântaneas e especulações gigantescas trouxeram prazer para poucos, e ressaca para todos...Como sempre...

Por aqui, em terras tupiniquins e goitacá ainda há "arautos da modernidade", a gritar pela mídia os dogmas do deus-mercado retirados da bíblia do Consenso de Washington...

Intervenção e regulação mínima do Estado...
Intervenção do Estado só para socorrê-los e para dividir o prejuízo com toda a sociedade...

Uma maravilha, não..?

11 comentários:

Igor disse...

Prezado Xacal,

eu, sinceramente, não sei se você se refere a anos e anos de crescente regulação na economia americana via FED como "laissez-faire" por ignorância ou se realmente você não entende o mínimo de economia e resolve delinqüir assim mesmo.

O que você proclama como "derrota" do liberalismo é, hoje, um motivo de comemoração para os liberais de todo o mundo: o fundo do poço a que chegou o sistema financeiro americano, sempre amparado na muleta do governo, disposto a imprimir toneladas de papel sem valor e mover a economia em benefício daqueles que tomaram decisões erradas e, portanto, devem pagar por elas.


De qualquer maneira, sugiro a leitura do livro America's Great Depression, do economista e filósofo americano Murray Newton Rothbard, em que analisa os aspectos que envolveram a crise de 29 e os compara com a crise de 20.


Mas, se é para gastar seu ódio contra o desconhecido, que espere mais alguns anos, pois essa política do FED é insustentável, e alimenta cada vez mais uma bola de neve gigante.

Dedé Carvoeiro disse...

Liberais como Igor não devem nada ao mais caricato dos comunistas.

A conjuntura que defendem para saciar seus apetites teóricos é tão ideal que nunca existiu.

Daí se debaterem em infindáveis discussões teóricas visando repassar o ônus e dividir o bônus das intempéries econômicas mundiais.

É muito verbo para pouca ação.

Xacal disse...

Caro Igor,

O amigo que parece falar do que conhece, mas apenas conhece por um viés ideologizado...

É claro que qualquer teoria econômica aplicada nunca poderá deixar ser mediada por outros "elementos" da realidade...

Assim como é improvável um estatismo "total" na condução econômica, é pouco provável um estado liberal puro de prevalência das teorias do Consenso de Washington, preconizadas aqui no Brasil pelo grupo conhecido como Chicago Boys...

As considerações que tracei se dirigem ao ideário liberal, como se possivel fosse um sistema onde o mercado se auto regulasse e resolvesse seus problemas e efeitos colaterais...a realidade já provou-nos que não é possível...

Não é...e nunca será...

Após o processo de conversibilidade do dólar e da adoção do padrão-ouro, (bretton woods, senão me engano) assistimos uma crescente desregulamentação do mercado, e toda vez que esse sistema se aproximava do que vcs liberais chamam de estado da arte, vinham as crise cíclicas que exigiam um socorro do Estado, em níveis diferentes, é verdade, mas sempre socializando o prejuízo e trazendo revezes para toda economia mundial...

O FED nesses últimos anos fez justamente o contrário, e suas intervenções podem ser consideradas "não-intervenções", na medida que manteve os juros negativos para atender a demanda de expansão do crédito fajuto, e criou uma bolha imobiliária que explodiu...muito parecida com a nasdaq, mas de dimensões e efeitos diferentes...

Não é preciso ler muito para entender como funciona economia meu caro, e esse parece óbvio...talvez as economias estivessem melhores na ausência de tantos economistas...

A crise subprime é um caso clássico da falência das teses ortodoxas liberais:

ativos supervalorizados, portabilidade de crédito em expansão sem lastro, alavancagem duvidosa e bingo: movimento de manada e quebradeira geral...

Oferta e demanda artificais, nenhuma relação do volume de negócios com a "realidade" da economia real, que insistia em sinalizar para uma brusca freada na "roleta"...

Analisemos seu texto:

"O que você proclama como "derrota" do liberalismo é, hoje, um motivo de comemoração para os liberais de todo o mundo: o fundo do poço a que chegou o sistema financeiro americano, sempre amparado na muleta do governo, disposto a imprimir toneladas de papel sem valor e mover a economia em benefício daqueles que tomaram decisões erradas e, portanto, devem pagar por elas."


Quais liberais comemoram...?
Eu acompanho com curiosidade os veículos da economia (Financial Times, Wall Street Journal e the Economist) e não vejo comemoração alguma...bom, pode ser que eu esteja procurando no lugar errado...

Não é o sistema estadunidense que chegou ao fundo do poço, essa é uma crise global cíclica, própria dos períodos de grande desregulamentação que vc se nega a enxergar...E a história nos ensina que ora prevalecem os intervencionistas, ora o pêndulo vai para a ortoxia liberal, mas sempre em sistemas híbridos...

Não houve impressão de papel sem valor nos EEUU, meu caro...
Essa sua tese simplista, como se fosse apenas um problema de emissão é por demais reducionista para um "craque" como vc...

Todos sabem que o atoleiro estadunidense tem vários ingredientes:
Alto déficit comercial e de sua conta corrente...(a China, por exemplo é grande agiota dos EEUU)

Política monetária frouxa (juros negativos) justamente para atender ao liberais...

Política fiscal temerária (redução de impostos para os mais ricos)tb para atender aos liberais...

Gastos públicos elevados com as guerras contra o "terror"...

etc, etc, etc...

Quem tomou as decisões erradas...? Seja claro...
Não há independência, nem nunca haverá entre mercado, governo e sociedades...
Então quem tomou quais decisões a favor de quem...?

Leia menos, e confie mais na sua intuição e bom senso...
Quem sabe vc poderá dar opiniões próprias e mais sensatas sobre esse e outros assuntos...

Um abraço democrático...

Igor disse...

Dedé Carvoeiro, o maior brasileiro de todos os tempos, talvez o seja assim considerado por possuir as mesmas características de seu povo - mas potencializadas. A ignorância e o apreço pelo pragmatismo em detrimento de medidas duras, porém éticas é um traço do brasileiro.

Para tudo há um jeitinho - aquele que corre por fora, para dar uma mãozinha na situação difícil. Em suma, é essa a receita keynesiana do sucesso. Equações e fórmulas tiradas não se sabe de onde que fazem todo sentido quando adicionamos o "Estado" como agente.

Ocorre que, desde o New Deal essa receita mostra-se ridícula. A fórmula mágica de Keynes só sobrevive até hoje porque sempre beneficiou a elite política e econômica. Esta última, claro, não sobrevive sem o Estado.


O que o Xacal não sabe é que o liberalismo JAMAIS pregou a completa estabilidade e harmonia econômica. A economia, como ciência da ação humana, obviamente estará sempre atrelada ao erro - afinal, nada mais coerente de uma espécie que crucificou o mais perfeito entre eles acreditando estar fazendo um grande negócio!

Quanto maiores(no sentido de setores econômicos envolvidos)os erros, maiores serão os efeitos. Ora, não há solução mais ética e eficaz que deixar que as instituições bancárias vão à falência. Nenhum economista liberal seria lunático ao afirmar que o mercado é a prova de falhas. Não, não é. Mas o mercado é e sempre será o melhor e maior corretor de falhas, simplesmente porque é impossível a um só orgão assimilar tantas informações e trabalhar com tantas variáveis.


Agora, é realmente admirável ver o Xacal defender que os contribuintes americanos sejam obrigados a custear o erro de engravatados multibilionários.

Igor disse...

"como se possivel fosse um sistema onde o mercado se auto regulasse e resolvesse seus problemas e efeitos colaterais...a realidade já provou-nos que não é possível..."

Prezado Xacal,

sinceramente, gostaria que você me apontasse alguma grande crise econômica que não tivesse o dedo do governo desde a Crise de 20. Gostaria também que você me demonstrasse por que motivo a Crise de 20 passou em um ano enquanto o New Deal empurrou a estabilidade para mais de dez anos à frente. Pura politicagem ou, como diriam os nossos amigos ianques, bullshit.

Dizer que a "realidade" nos demonstrou ser impossível a absorção de uma crise pelo mercado somente faz sentido quando obtemos exemplos concretos de uma incapacidade do mercado em se recuperar. Mas desde que não tenha havido qualquer intervenção governamental ou similar, ou seja, qualquer intervenção que cerceie a comunicabilidade de sinais(preços).


"Após o processo de conversibilidade do dólar e da adoção do padrão-ouro"

Ahm? Adoção do padrão-ouro? Isso é algum tipo de piada? O que houve foi completamente o contrário! Abandonou-se o padrão-ouro em benefício do lastro em dólar. E adivinhe em que o dólar é lastreado? Em confiança. E esse modelo também já demonstra seus sinais de fadiga.

A única sobrevida possível do sistema monetário estatal atual é, vá lá, o lastreamento de moedas em ouro, ou seja, somente imprimir dinheiro quando houver o correspondente em metal. Ocorre, caríssimo, que isso é simplesmente impossível, pois fatalmente aniquilará os planos da elite política e os benefícios dos seus sócios privados.


"assistimos uma crescente desregulamentação do mercado, e toda vez que esse sistema se aproximava do que vcs liberais chamam de estado da arte, vinham as crise cíclicas que exigiam um socorro do Estado,"

A Teoria dos Cíclos existe em qualquer sistema econômico. E a crescente desregulamentação sempre é sacrificada por partidários das suas idéias, Xacal, que não sustentam a necessidade de socorro estatal quando há distúrbios na economia. O socorro do Estado SEMPRE e FATALMENTE gerará, em médio ou longo prazo, uma nova crise e, claro, muito mais gravosa que esta, posto a inserção de novos sinais que confundirão o consumidor e o produtor.

Se um banqueiro toma uma decisão errada e investe o dinheiro de seus clientes numa furada, ele e todos aqueles que tomaram a decisão errada devem responder por isso - não todos os cidadãos de um país. Um agricultor de Winconsin não pode ser penalizado pelo erro de um engravatado em Nova York. Além dos motivos utilitários(maior eficiência), temos o indispensável fator ético(justiça) nesta situação.


"O FED nesses últimos anos fez justamente o contrário, e suas intervenções podem ser consideradas "não-intervenções", na medida que manteve os juros negativos para atender a demanda de expansão do crédito fajuto"

Obviamente o crédito será fajuto, afinal, qual é o limite da impressão de dinheiro? O que causa a desvalorização de um título de crédito? Obviamente, a depreciação do valor em que ele está lastreado. E, vejamos, quem é o responsável por essa desvalorização???? Começa com "E" e termina com "stado".


"Eu acompanho com curiosidade os veículos da economia (Financial Times, Wall Street Journal e the Economist) e não vejo comemoração alguma...bom, pode ser que eu esteja procurando no lugar errado..."

Os Chigago Boys, como você gosta de mencionar, são também fãs do sistema monetário atual. Não da atual configuração do sistema monetário americano, mas não abandonam o lastro em confiança em benefício do padrão-ouro.


"Quem tomou as decisões erradas...? Seja claro..."

Ora, os bancos tomaram a decisão errada em não identificar e combater a tempo a bolha creditícia que se formava. E, quando perceberam, propositadamente não agiram, afinal, era de se esperar um clamor público pelo socorro do papai-Estado. Apesar de já haver crise, os banqueiros sabiam que esta seria muito menor (em curto prazo) havendo socorro estatal que se eles mesmos tomassem medidas para combatê-la.


"Leia menos, e confie mais na sua intuição e bom senso..."

Essa máxima faria os mais arraigados empiristas revirarem-se em seus túmulos. O que você me sugere é o que eu costumo chamar de "A Receita da Ignorância" e só confirma o que foi afirmado no meu post anterior: "medidas pragmáticas em lugar de medidas racionais e éticas".

Por um lado, felizmente esse modelo não pode ser sustentado por muito tempo. Uma nova e grave crise global acometerá o mercado que se sustenta com intervenções.

Infelizmente, por outro, os maiores prejudicados serão os menos responsáveis por ela.

Dedé Carvoeiro disse...

Obrigado, Igor, sinto lisonja da citação ao grande mestre que você pôde extrair de minhas parcas e pobres palavras.

Ganhei o dia.

Mas, vamos aos fatos:

A grande contribuição liberal na história da sociedade humana foi criar verdadeiro abismo social nos porões das fábricas e nas vielas Inglesas do século XVIII.

A acumulação de capital que possibilitou um dos maiores avanços da humanidade em todos os tempo, a Revolução Industrial, não seguiu os ritos teóricos e deflagrou verdadeira catástrofe humana; jogado ao ambiente insalubre das fábricas com extenuantes e desumanas jornadas de trabalho, o proletariado não via a cor da tal distribuição de renda que brota furtivamente da caridade capital.

Por outro lado, temos o mundo. Eis o mundo construído e regulamentado pela intervenção estatal. Eis o mundo e seus 203 países, todos com a forte presença do Leviatã. Eis a dinamização do mercado paritária à dignidade humana.

Eis o pragmatismo.

Ave o Pragmatismo.

Igor disse...

"A grande contribuição liberal na história da sociedade humana foi criar verdadeiro abismo social nos porões das fábricas e nas vielas Inglesas do século XVIII."

Desconfio que você, Dedé Carvoeiro, não é de fato o verdadeiro Dedé Carvoeiro, músico, jogador de futebol, escritor, fisiculturista. O verdadeiro Dedé Carvoeiro não diria tal disparates. Mas, vamos aos fatos.

1. A Inglaterra à época da Revolução Industrial possuía uma população extremamente pobre, faminta, doente. Somente um ignóbil diria que, estivessem esses ingleses em melhores condições nas suas casas, iriam para as fábricas ganhar poucos dólares por muitas horas de trabalho.

A verdade é que a situação era de tanta miséria que as alternativas que se abriam eram as seguintes: ou trabalhar pelo salário possível, ou morrer de fome em suas casas. Se mães de família deixavam suas casas para produzir sapatos e tecelagem, era porque nenhuma outra opção tinham. Se em casa ficassem, morreriam de fome.


2. Entre 1760 e 1830 a população inglesa duplicou, ou seja, havia mais alimentos, mais dinheiro, maior acesso à saúde. Crescimento assim não fora visto até então. Mas era só o começo. A população mundial cresce a passos galopantes. Em 1800 atingimos nosso primeiro bilhão de pessoas, dezenas de milhares de anos depois do primeiro homo sapiens. Entretanto, com o advento da produção em larga escala e da especialização do trabalho, em 1930 atingimos o segundo bilhão. Em 1960, o terceiro bilhão; em 1975, o quarto bilhão; em 1987, o quarto bilhão.

Isso só foi possível pela expansão da riqueza, que custeou melhorias em tecnologia nas áreas de saúde, alimentação e infra-estrutura.


"a Revolução Industrial, não seguiu os ritos teóricos e deflagrou verdadeira catástrofe humana; jogado ao ambiente insalubre das fábricas com extenuantes e desumanas jornadas de trabalho, o proletariado não via a cor da tal distribuição de renda que brota furtivamente da caridade capital."

Você, caro Bogus, talvez imagine que em suas casas os trabalhadores possuíam suítes limpas, completamente higienizadas e livres de qualquer ameaça viral, bacteriana ou animal. Não.

As fábricas da épocam possuíamo condições salubres iguais ou até melhores que as residências daqueles que morreriam de fome não fosse o salário pago pelos empregadores. Havia exploração no sentido de jornadas extenuantes, cansativas, desumanas? Isso é inegável. Como também é inegável que ninguém obrigava os trabalhadores a suportarem aquelas condições: o faziam porque em suas casas estavam em situação pior.

Xacal disse...

Igor,

Parece que falamos as mesmas coisas com línguas distintas...

A crítica é justamente para denunciar que maioria dos defensores do liberalismo, e não incluo vc pois acredito nas suas posições e honestidade intelectual, a maioria deles prega uma coisa e pratica outra...

É essa a censura que faço...o contribuinte estadunidense pagará pela farra e pelas opções de poucos...

Mas não esqueçamos, e aí cairemos um pouco em política econômica, que os sistemas econômicos não são estanques e imunes a influência política e por sua vez influenciam o a política e o controle do Estado...

Portanto, é improvável que o liberalismo econômico se realize em sua totalidade...

Quero discordar de vc em um ponto, dentre outros: o liberalismo prega sim o equilíbrio e harmonia dos vetores do mercado (preços, moeda, oferta e demanda) através da auto-regulação dessa forças...

Outra coisa: pragmatismo nem sempre exclui ética e razão...e não foi isso que mencionei ao reivindicar menos academicismo e mais realidade nas discussões, pois afinal, como vc mesmo denuncia, o xacal tem muito pouco argumento e leitura, e se guia mais pela intuição, e nem por isso deixa de sustentar um debate honesto com vc, ou com quem quer que seja...mesmo que enxergue os limites de meu pragmatismo...

Quanto ao padrão- ouro vc tem razão, inverti o raciocínio...

Agora, queres um exemplo de crise mais próxima de uma crise liberal clássica: a subprime, e nos posts anteriores já dei os ingredientes dela:

alavancagem precária, crédito sem lastro, preços articiais, especulação, portabilidade excessiva dos títulos, preços dos ativos descolados da realidade, etc, etc...

Você poderá argumentar que O FED interveio, mas lembro a vc: sua intervenção foi "negativa", ou seja, juros negativos é o que chamamos de "intervenção omissiva"...

Não há, meu caro, penso eu nenhuma crise puramente mercadológica ou puramente causada pela intervenção estatal...

Ótimo debate,

Um abraço...

Dedé Carvoeiro disse...

Igor, meu caro caricato, pelo que vemos vale-se do pragmatismo quando a seu bel prazer e necessidade retórica: “eles estariam lá de qualquer modo, se não esses, aqueles ou os demais. Não foram obrigados ”. Por um lado despreza a realidade no bojo teórico de seu raciocínio liberal e, por outro, preza a mesma no campo factual da exploração fabril.
Tal pensamento, perpetuado até hoje nas constantes investidas contra as leis do trabalho, é bastante pragmático e aético. Não explorar ou valer-se da degradação humana é condição suprema e independe do aceite que sempre ocorrerá na vida prática.

Quer queira, quer não, os porões das fábricas teriam engolido toda carne humana possível, pondo em risco até o galope fugás da produção fabril, se o Leviatã não entrasse em cena distribuindo renda com maior celeridade e objetividade que a que supostamente e de maneira sazonal derivaria da ausência de controle estatal e que produzira, até então, o caos social. Do mesmo modo com a regulamentação, ainda que mínima, das relações e condições de trabalho etc.

Eis o Estado.

Gustavo disse...

bom mesmo é cuba né?rsrs..

abs

Xacal disse...

Caro Gustavo,

Cuba realmente não é um paraíso...

Mas o Paraguai, o Haiti, a Somália também não são exemplos de sucesso capitalista...