quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Silêncio ensurdecedor.

Mais uma vez, as entidades de classe que erigiram sua história na defesa do interesse público, dos princípios e valores democráticos, bem como a moralidade e legalidade administrativa, se calam frente ao despautério que se abate sobre nossa cidade.

Sobre lista divulgada, com supostos nomes e salários de servidores terceirizados, nenhuma palavra, tanto para exigir a comprovação dos dados ali relacionados, bem como para censurar publicamente os profissionais ali flagrados com salários absurdos, agravados pela ausência de concurso público.

Nenhuma palavra da oab, pois ali estão vários advogados. Cala-se o Cremerj, a ABO, etc.

Os jornais dessa semana noticiaram outro fato que não mereceu nenhuma reprovação de nenhuma representação do setor.

A Usina Santa Cruz reitera sua conduta de desrespeito e massacre dos seus trabalhadores.
Três meses de atraso constitui-se em grave abuso a lei e a dignidade humana.

Seria o caso dos líderes dos empresários sucro-alcoleiros manifestarem seu repúdio em relação a essa conduta, sob pena de relembrar a péssima fama nas relações trabalhistas.

Com a competição global pelo fornecimento de etanol, e na briga por incentivos públicos para alavancar a atividade na região, essa postura é um péssimo cartão de visitas.

Primeiro foram barreiras sanitárias, depois vieram as barreiras ambientais e logo virão as barreiras de responsabildade social.

Bom, se os usineiros não se manifestarem por esses motivos, poderiam fazê-lo por pragmatismo, afinal, não pagar salários diminui bastante o "custo", e torna-se uma "vantagem competitiva" desleal. 

Pois é, com tantos advogados empenhadíssimos em defender terceirizados pagos a peso de ouro, e nenhuma palavra por esses trabalhadores semi-escravos.

Onde está o Ministério Público do Trabalho que não representa pelo bloqueio dos créditos da Usina Santa Cruz para satisfazer seu débito junto aos funcionários? 

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