segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A prefeita profeta...

Ontem, o tema religião aterrisou no debate...

Também como reflexo de uma tensão que já se estabelecera por aqui na blogosfera...

Ataques e comentários permeados pelo obscurantismo do extremismo religioso...

Impossível não notar certos "vícios de linguagem" da candidata do pecado capital, que deixam transparecer seu conservadorismo e o extremismo religioso...

Por várias vezes repete: "meu deus, o meus deus isso, o meu deus aquilo...!" Não seria correto, para quem se diz tolerante, falar nosso deus...? Ou será que essa fala já antecipa uma gestão que cometerá os mesmos erros de alexandre macabro, que usa dinheiro público para fazer monumentos a sua religião...?

Não custa lembrar que o principal programa assistencialista do governo dos garotinho, o cheque-cidadão, recebeu duras críticas não pela sua distribuição de recursos, mas pelo "controle" do cadastramento pelas igrejas evangélicas associadas ao projeto político do casal...

No fim, rosfinha garotinho conselheiro disse que esperava que o deus dela tivesse guiado suas palavras...
Uma forma de "sacralizar" sua fala, e "demonizar" o discurso adversário...

Nesse ritmo, daqui à pouco teremos "cruzadas" ao invés de desfiles cívicos... 


14 comentários:

Manoel Caetano disse...

Xacal

O problema é que se ela falasse "nosso Deus" ao invés de "meu Deus" vc também criticaria alegando que ela não poderia universalizar a sua fé que é algo particular, que precisa respeitar o Estado laico etc.

Mesmo que possa haver algum extremismo religioso a verdade é que isso não ficou caracterizado nas falas da candidata ao longo do debate.

Mais um vez vc força a barra pra reforçar seu argumento...

menos Xacal, menos...

George Gomes Coutinho disse...

O que ficou muito claro para mim foi o gerundismo...

Xacal disse...

Caro Manoel,

Sabes que não sou um teísta...portanto, movimento-me em terreno arenoso...

Mas quando supõe o que eu falaria caso a fala fosse contrária, vc retoma sua arrogância em arbitrar seus juízos como verdades absolutas, e nesse caso, atribui a mim as suas interpretações...

Ora, tens o direito de opinar sobre minhas opiniões, mas nunca de colocar palavras em minha boca...

As reflexões que fiz são baseadas no que a candidata falou, e não naquilo que eu acho que ela falaria...

Bom, voltando ao assunto, que parece sob medida para vc, pois na maioria das vezes, sua participação é "provocada" por esses posts:

quando fala "meu deus", e não minha fé, ou minha religião a candidata particulariza um ente que na crença de quem acredita em deus (qualquer que seja ele) é universal por sua natureza...

o "meu deus" é um deus restrito e vinculado a profissão da religião que ela defende, o que de plano, hierarquiza e aprisiona a concepção de "deus" em uma só orientação dogmática...

o próximo passo para "meu deus" foi o "meus deus guiou minhas palavras"...ora, se cada candidato atribui a sua fala "a verdade", então suas palavra são uma expressão de um "deus verdadeiro", enquanto ao adversário deixo as mentiras, e portanto, um "falso deus"....

acredito, para quem crê em deus, qualquer que seja sua denominação, e é tolerante, que "deus" é uma idéia universal quando a fala se remete aos outros....

a particularização que vc menciona só pode ser expressada na individualidade, ou entre os partidários do mesmo credo....

um abraço

Manoel Caetano disse...

Não seja injusto companheiro...

Tenho participado de outros debates, tanto aqui como em outros blogs.

Além disso, sabes que não sou arrogante, apenas me dou o direito de possuir minhas verdades, alias, como vc.

Outra coisa, nunca pretendi colocar palavras na sua boca. Minhas previsões baseiam-se nas minhas impressões sobre vc e no que vc mesmo publica no blog. Mas, se estiver enganado, me perdoe.

Por fim o meu Deus também pode não significar nada do que vc entendeu, mas, simplesmente uma manifestação de fé pessoal.

Xacal disse...

Não sou injusto com vc Manoel...

Apenas fiz um reparo a uma prática que achei arbitrária de sua parte, em tentar "adivinhar" o que eu falaria a partir de análise passadas...

Admiro suas participações, mas ressaltei que vc prefere alguns temas, o que aliás, não é nenhum problema...

Quanto ao "meu deus" é verdade pode significar o que vc disse, mas não retire a expressão do contexto: lembre-se do desfecho quando ela associa a verdade de seu discurso ao vínculo divino...aí está o sectarismo religioso...

Anônimo disse...

Gente td mundo sabe oq o Arnaldo quiz dizer,a candidata Rosinha e sua acessoria espalhou um boato q ele estava em um centro d macumba fazendo trabalho p ganhar a eleição daí q veio a discussão...agora querer creditar o Evangelho ao casal da Lapa é um absurdo,eles só querem ganhar os votos dos fieis,nunca ví evangélico acusar ou atacar ninguém e olha q tenho mts amigos q seguem essa doutrina...acorda Campos...rx

Bruno disse...

É possível que a alusão reiterada à expressão "meu Deus" tenha sido proposital e com objetivo do que foi a tônica do debate: trocar farpas e estocar o adversário.

Talvez a candidata quisesse, subliminarmente, dar carga à declaração recente de Arnaldo que gerou alguma polêmica logo após sua liberação pelo TSE.

Ele disse algo como: vamos ver o que o Deus dela fará agora.

Mas, como o George falou: a candidata precisa, urgentemente, parar com essa coisa de que "vai estar fazendo" e "vamos estar fazendo"...

Me senti como se estivesse por duas horas numa ligação monóloga com algum telemarketing.

Anônimo disse...

Xacal, engraçado não ouço críticas pelo fato do bolsa família até hoje, ser distribuido e cadastrado pelas igrejas católicas, em diversas cidades principalmente no nordeste.

Anônimo disse...

Não dá também para chegar a esse nível de análise do discurso de Rosinha a respeito da expressão meu Deus.

Anônimo disse...

as concordâncias da candidata tb são um desastre.

Manoel Caetano disse...

Xacal

Pelo que pude entender sua idéia de sectarismo religioso aponta para esta atitude, muito comum no discurso religioso contemporâneo, de tomar Deus para si, a seu serviço, em detrimento do resto do mundo. Seria isso?

Talvez sectarismo religioso não seja a melhor expressão para isto. Me parece mais uma deturpação utilitarista da chamada "teologia da prosperidade".

Esse tipo de comportamento se pauta numa espécie de apropriação egoísta e egocêntrica da divindade pelo indivíduo. Seria uma inversão da mensagem cristã que põe o Cristo no centro da existência para uma perspectiva adulterada onde a dinvidade orbita em torno dos interesses do sujeito.

Por exemplo, isso ocorre no esporte, quando os atletas insistem em creditar as vitórias à intervenções divinas, como se os interesses dele e de seu clube fossem mais importantes para Deus do que os demais.

Bem, é uma atitude lamentável de pessoas que assumem o discurso religioso mas que, na verdade, percebem Deus como algo que deve estar a serviço de seus interesses mesquinhos e egoístas.

Não compreendem que o alvo de um homem de fé não deve ser os seus desejos e vontades humanas, mas, a vontade e os objetivos do Deus que dizem servir. Afinal, quem assume o cristianismo como religião (falo apenas do cristianismo não por ignorar outras possibilidades mas como exemplo que melhor conheço)deve entender que é o homem que deve servir a Deus e não colocá-Lo a seu serviço.

Poderíamos dizer que no caso em pauta, entre Arnaldo (que identifica-se como católico) e Rosinha (que identifica-se como evangélica), ambos cristãos, a disputa não seria entre dois distintos deuses, mas, sobre a qual dos dois este Deus comum estaria oferecendo seus préstimos.

A verdade é que este caso, dada a conduta já conhecida de ambos, provavelmente constitui apenas mais um exemplo de desrespeito ao terceiro mandamento judaico-cristão.

claudiokezen disse...

Esse tema, a religiosidade na política é muito interessante. Já que como dizem os espanhóis " opinión y culo cada qual tiene uno", lá vou eu:

Em primeiro lugar eu não acredito nem por um segundo que o casal garotinho seja religioso de fato. Lembro aqui que Bolinha era o cidadão que pregava aos ventos o seu ateísmo socialista, mas rezava a Ave Maria às 6 da tarde todo dia no rádio, com uma compungência digna de mocinha pura em véspera de primeira comunhão.

Da mesma forma, acredito que se Arnaldo é o católico fervoroso que afirma ser, estamos diante do caso mais explícito de excomunhão sumária já diagnosticado nestes tempos, já que a usura, a mentira e a apropriação do que é alheio são pecados capitais.

Abraços ao Xacal e ao Manoel.

Xacal disse...

Ao Anônimo do bolsa família:

Meu caro,

Não distorça minha fala...

Não há problema em entidades religiosas, (católicas, espíritas, evangélicas, afro-brasileiras, etc) em funcionar como organizações junto ao poder público para realizar o cadastro, muito embora o bolda família seja gerido por um conselho municipal, na maiorira das cidades...

o que chamei a atenção é o critério para concessão do benefício, ou seja, uma vez fixados parâmetros universais, republicanos e impessoais, não importa quem cadastrará:

a cidadão que preencher as condições (filhos matriculados e freqüência escolar, vacinação em dia, renda compatível com o programa, etc, etc) será inscrito no programa...

ao contrário do que acontece com a família garotinho, que condiciona a concessão dos benefícios a um "filtro" de seus cabos eleitorais regionais, e entidades religiosas que fazem parte do esquema...

é isso que eles escondem...o casal napô vive a reclamar que as críticas são dirigidas a sua política de distribuição de renda, mas a verdade é que as críticas são dirigidas ao clientelismo que praticam, e não a idéia em si...

como em toda sua conduta, o casal posa de vítima, cobre de neblina os fatos, para auferir vantagens...

um abraço

Anônimo disse...

Juíza Márcia Succi absolve Chicão no caso de impugnação

A Juíza Márcia Alves Succi acaba de prolatar a sentença no caso da impugnação do candidato a Vice-Prefeito de Rosinha, Chicão, absolvendo-o da acusação de fraude e adulteração e, ainda, determinando a extração de cópias dos autos ao MP para apurar o crime de responsabilidade em face da litigância de má-fé dos advogados de Arnaldo Vianna.