sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Terceiro mandato...

Por aqui essa expressão causa urticárias, e acende palavras como caudilhismo, populismo ou até golpismo...

As defesas apaixonadas dos que defendem ou recusam a possibilidade de nova reeleição, para mandatários que ja o fizeram uma vez, sempre se afastam do núcleo importante da discussão...

A mudança de regras dessa natureza, geralmente, são constitucionais, ou seja, é necessário um apmplo consenso para que se operem emendas a Carta Magna dos países onde tem sede esse debate...

Em alguns casos, para que não páirem dúvidas sobre o caráter originário (popular) da decisão, recorre-se ao plebiscito, onde a democracia direta substitui a representativa...

O povo é soberano para expressar seu desejo em manter ou modificar diplomas jurídicos e constitucionais, e expressa essa vontade sob as várias formas previstas pelas leis...

Cassar esse direito, é retirar legitimidade do sistema representativo e constitucional, uma vez que já assistimos diversas mudanças que alteraram dispositivos que até então eram considerados intocáveis, como: a privatização, a prórpia possibilidade de uma reeleição, alterações na previdência, etc, etc...

Agora, do país considerado exemplo de democracia e instutuições republicanas vem a novidade:

Nova York, a cidade mais cosmopolita do mundo (para alguns), a capital do mundo (para outros) decidiu, através de seus representantes, que o prefeito poderá concorrer a um terceiro mandato, se assim desejar...

O atual prefeito, o mega-milionário, Michael Bloomberg, que decalara-se independente (não é democrata ou republicano) conseguiu aprovar a decisão no Conselho Municipal pelo placar apertado de 29 pró e 22 contra...

Em duas outras oportunidades, 1993 e 1996, a proposta havia sido rejeitada, demonstrando que a polêmica não é novidade, nem pecado mortal, em nenhum país do mundo, como nos querem fazer crer aqui nossos barões da mídia...

Quem sabe agora nossos "colonistas" e jornalistas de coleira do PIG levem essa discussão a sério...


Fonte: El País.

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