quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Verdadeira bomba-relógio...

As atenções da equipe de transição do governo eleito estão desfocadas...

Afinal, se as informações "estratégicas", ou grandes e graves erros, ou até crimes da administração sejam detectados quando a prefeita eleita assuma seu mandato, basta uma completa e multidisciplinar auditoria, bem como a remessa das irregularidades para a Justiça, a fim de que se condene culpados e se restitua o que foi desviado...

O grande gargalo do governo que será empossado em janeiro é o Orçamento 2009...
É lá que se esconderão as "armadilhas" que sufocarão a gestão que se inicia...

E o pior: tudo legimitado com a força da Lei...

Ao invés de jogar para platéia, a prefeita deve descer rápido do palanque e começar a usar mais a cabeça e menos a língua...

A não ser que essa seja uma "tática" para justificar os possíveis insucessos, como um álibi preventivo, ou ao melhor gosto de seu "chefe e marido": um "habeas corpus" preventivo para decepcionar seus eleitores...

7 comentários:

Anônimo disse...

E os terceirizados??? Que pouca vergonha é essa ...demitem 6 mil e só retornam o cargo 1.200. Novamente irá ter o famoso "QI" (quem inica). As famosas listinhas de apadrinhados. E quem realmente trabalhou, mas trabalhou mesmo, fica a ver navios! Infelizmentea politica é assim

Marcos Valério disse...

Bom dia Xacal! Será que a PMCG precisa mesmo desse número tão grande de funcionários? Atenção isso não é afirmação maliciosa, é questionamento de estratégia administrativa. A menos de vinte anos a prefeitura tinha menos funcionários que o número de "folha extra" hoje. Eu realmente não tenho nem idéia da resposta a esse questionamento, por isso estou lançando-o em seu blog.

Marcos Valério disse...

Em tempo:
Acabo de postar lá no blog do Roberto sobre a questão da agro industria sucro alcooleira. No ultmo dia 15 aquele blog fez um post sobre esse assunto embasado em comentários meus e do comp. Luiz Fleipe. Acho que já eatamos atrasados para abordar esse assunto, embora não seja diretamente do ramo, mas sei que a coisa não anda nda boa, especialmente para os produtores, e afinal são muitas famílias que dependem desta atividade para sobreviver...... Vamos nessa?

Xacal disse...

Marcos,

Tenho um post sobre o assunto...

Vou recuperar mais tarde(pois o PC "tá dando" chilique) e republicarei para sua leitura e observações...

Um abraço...

Anônimo disse...

Corrupção na polícia
Garotinho é denunciado por formação de quadrilha armada
O Ministério Público Federal denunciou Anthony Garotinho (PMDB) ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região por formação de quadrilha armada. Além dele, outras 15 pessoas foram alvos da Operação Segurança Pública, da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (29/5), no Rio de Janeiro. Para o MPF, enquanto governador do estado, Garotinho permitiu o funcionamento de uma quadrilha formada por policiais responsável pela facilitação de contrabando, lavagem de dinheiro e corrupção.

Garotinho foi denunciado por manter o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB) à frente da Polícia Civil. O parlamentar foi preso em flagrante, nesta quinta-feira. Na sua casa, em Copacabana, a PF apreendeu documentos e um celular. A casa de Garotinho também foi vasculhada por policiais federais. De lá, levaram um laptop.

A denúncia foi apresentada pelos procuradores regionais da República Maurício da Rocha Ribeiro, Cristina Schwansee Romanó e Paulo Fernando Corrêa. “O Ministério Público Federal está convicto de que uma organização criminosa atuou durante mais de seis anos no governo do estado do Rio, especificamente na Secretaria de Segurança Pública. Nesse período, um grande grupo de policiais civis sentiu-se livre para intimidar diversos infratores em detrimento da segurança pública. Em várias delegacias, os denunciados faziam vista grossa a condutas ilegais em troca de altas quantias”, afirma o procurador Rocha Ribeiro.

Segundo o MPF, a investigação ainda apontou vários crimes de lavagem de dinheiro, em que Álvaro Lins se valeu de familiares e outras pessoas para ocultar a origem do patrimônio obtido criminosamente. Esse grupo era formado por seis dos denunciados: Francis Bullos (vereador em Barra Mansa), Sissy Toledo de Macedo Bullos Lins, Vanda de Oliveira Bullos, Amaelia Lins dos Santos, Maria Canali Bullos e Luciana Gouveia dos Santos.

Além de oferecer denúncia, que está sob segredo de Justiça, e pedir as buscas e apreensões, o MPF obteve o seqüestro dos bens ocultados por Álvaro Lins devido à lavagem de dinheiro. Uma vez apresentada a denúncia, os acusados terão 15 dias para sua defesa preliminar. Em seguida, o desembargador relator do caso levará a denúncia ao plenário do TRF-2, que apreciará a denúncia para dar início ao processo penal.

Flagrante

Álvaro Lins é acusado lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva. De acordo com a denúncia, a quadrilha era responsável pelos crimes de facilitação de contrabando, por não reprimir a atividade de exploração de máquinas caça-níqueis pelo suposto grupo criminoso de Rogério Andrade, e de corrupção ativa e passiva, relacionados diretamente com as atividades da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

No caso da lavagem de dinheiro contra o parlamentar, a acusação é de crime permanente, uma vez que há a suspeita de o imóvel em que o acusado mora ter sido comprado com dinheiro de corrupção. Por ser parlamentar, a única forma de prisão é em flagrante delito. O Superior Tribunal de Justiça tem entendimento firmado no sentido de que crime permanente permite flagrante a qualquer tempo. Para a PF, o dinheiro seria proveniente de dinheiro recebido ilicitamente enquanto chefiava a Polícia Civil.

Também tiveram a prisão preventiva decretada, para garantia da ordem pública e da instrução criminal, os policiais civis Ricardo Hallak, Alcides Campos Sodré Ferreira, Fábio Menezes de Leão, Helio Machado da Conceição, Jorge Luiz Fernandes, Luiz Carlos dos Santos e Mário Franklin.

Veja as acusações


Acusação
Álvaro Lins lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva
Anthony Garotinho formação de quadrilha armada
Ricardo Hallak lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva
Alcides Campos Sodré Ferreira corrupção ativa
Daniel Goulart formação de quadrilha armada
Fábio Menezes de Leão facilitação de contrabando
Helio Machado da Conceição facilitação de contrabando
Jorge Luiz Fernandes facilitação de contrabando
Luiz Carlos dos Santos formação de quadrilha armada e corrupção ativa
Mário Franklin lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva
Francis Bullos lavagem de dinheiro e formação de quadrilha armada
Sissy Toledo de Macedo Bullos Lins lavagem de dinheiro
Vanda de Oliveira Bullos lavagem de dinheiro
Amaelia Lins dos Santos lavagem de dinheiro
Maria Canali Bullos lavagem de dinheiro
Luciana Gouveia dos Santos lavagem de dinheiro



Revista Consultor Jurídico, 29 de maio de 2008

Anônimo disse...

Até concordo. Mas como usar mais a cabeça e menos a língua? A prefeita eleita não pode interferir nas decisões da Prefeitura e da Câmara atuais.

Xacal disse...

Cabe a ela, através dos vereadores que se reelegeram, e querem fazer parte da base aliada, e os que já fazem, interferirem no processo...

Embora ela ainda não tenha tomado posse, tem legitimidade polítca conferida nas urnas para intervir...

Esse tema deve ser incluído na transição, afinal, o governo é que envia a proposta de orçamento...