quarta-feira, 5 de novembro de 2008

De alma lavada...




Os estadunidenses ontem deram uma demonstração vigorosa para o mundo...
A nação consome boa parte dos recursos naturais do planeta, sua economia ainda é a locomotiva das economias dos países ao redor do planeta...
Óbvio, portanto, que suas eleições sejam destaque na mídia internacional, em qualquer conjuntura...
Mas o desfecho de ontem encerrou um processo histórico de desgaste e rejeição, que corroeu não só a liderança do presidente bush jr, mas do próprio país frente aos demais parceiros do mundo ocidental...

A eleição de Barak Hussein Obama, senador democrata pelo estado de Illinois, é importante não só pelo aspecto racial, ou pelo retorno dos democratas ao poder...
É o resgate do orgulho estadunidense em relação a mais importante para eles: a presidência...

Os desafios colocados frente ao novo presidente são iguais, ou maiores do que a esperança que se depositou nele...

É possível que os democratas consolidem uma ampla maioria no Congresso, que poderá facilitar a tarefa de reunificar o país, recuperar sua economia e recolocar os EEUU no papel de "donos do mundo"... 

3 comentários:

Luizz Ribeiro disse...

Uma virada na História dos EUA,essa nação que foi marcada pela segregação racial,pela formidável luta do pastor Martin luther King e a conquista dos direitos civis do colored people,pelos aguerridos Black Panthers e pelas políticas de afirmação racial. Barak Hussein Obama chegou lá como uma vontade de mudança após oito anos de desvario de G.W.Bush,do assanhamento da direitona e do fundamentalismo religioso mais obscuro. Como afro-brasileiro não pude deixar de achar interessante o fato...
Cá no Brasil,ou em qualquer lugar do planeta,torcemos pelo fim dessas guerras imperiais,e que Obama respeite a auto-determinação dos povos,ninguém precisa de um xerife global. E se os EEUU não são nossos inimigos,amigos também não,acredito que entre nações só existam parceiros. Já com os povos,isso é diferente...

claudiokezen disse...

Grande Luiz...

Quantos simbolos encerra a eleição do Barak Hussein Obama?

Para nós, fisgados pelo balanço da black music, agarrados em nossas guitarras, desde sempre a "tirar" solos e músicas marcadamente de matriz negra...

Para o mundo, um negro de nome muçulmano no país do conservadorismo profundo...

Para o homem negro de todas as partes: segregado, discriminado, excluído...

Quantos simbolismos, irmão, se encerram nas voltas que o mundo dá, nos sonhos que teimam em não acabar?

Para mim, são muitos os símbolos que esta eleição remexeu na minha cabeça, como um liquidificador caótico.

Vamos ver o que a realidade nos trará...

Até sexta...

Luizz Ribeiro disse...

Símbolos e signos,bro CK. Até.