quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Depois da porta arrombada...

Vem, quem sabe, uma fechadura...

Os repetidos "desastres ambientais, que atingiram o rio Paraíba do Sul, ao longo desses anos deixa uma certeza no ar (e na água)...

Primeiro:

A atividade econômica que se exerce à margem do rio, e ao longo de seu curso, é perigosa a seu ecossistema...Parece coincidência, mas é uma escolha empresarial: fica mais barato manter estruturas de despejo de refugo industrial no rio, do que investir em sistemas de tratamento desses efluentes...Com um bom departamento jurídico, empurra-se o passivo ambiental-administrativo-jurídico "com a barriga", e quando há execução dessas multas, seus valores sempre estão aquém do prejuízo causado a sociedade e ao ambiente...

Segundo:

Os órgãos reguladores e de fiscalização do Estado, quer seja de Minas, São Paulo ou Rio de Janeiro são benevolentes com esses infratores, e com o desmonte de sua capacidade de atuação, pode-se concluir que, raramente, esses órgãos se anteciparam aos "desastres" que se repetem perenemente...

Terceiro:

A sociedade civil organizada está apática, e não cumpre seu papel de pressionar as instituições responsáveis e empresas...

Se não houver uma remodelagem dessa maneira de atuação de todos enolvidos, com certeza podemos esperar a próxima mancha tóxica...

"Quando o gato dorme, o rato passeia em cima da mesa"...