segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O caos institucional...ou democracia da exclusão...!

Não há uma solução fácil, e esse é um dos aspectos da convivência democrática, que devemos enfrentar e superar...

A sensação de quem vive em Campos dos G. é de total desordem, e falta de sincronia dos entes que deveriam resguardar suas funções para, de forma complementar e equilibrada, promover o bem comum em última instância...

Desnecessário dizer que o conflito, o embate das forças que tentam hegemonizar o poder, é inerente a esse processo, mas existe um limite entre o exercício político das razões e quando essa disputa ameaça seu próprio objetivo...

Freqüentemente, nesse ambiente de desordem, há uma mistura das atribuições de cada órgão/setor/entidade/instituição...

Ora é a imprensa que deseja substituir o Estado, ora são os poderes constitucionais que trocam seus sinais, com Executivo que legisla, Legislativo que deseja governar e Judiciário que pretende reunir em si todas as tarefas...

Em Campos dos G. sentimos os efeitos colaterais da democracia...

A total instabilidade do Poder Executivo, personificado no desastre ambulante chamado alexandre macabro, reflete uma guerra judicial para cada ato de (des)governo...

Terceirizados, psf, transição, etc, etc...

A luta política na cidade se transformou em um veneno mortal para a sociedade, e ao que vemos, a prefeita eleita decidiu manter a rota rumo ao precipício...

As decisões administrativas perdem, assim, a presunção de legalidade e legitimidade, consagrados em princípios há muito consolidados...

Desse modo, o poder público, representado pelo mandato popular fica refém da permanente convalidação de seus gestos...

Falta a todos os envolvidos a grandeza de enxergar a beirada do precipício...E se afastar dela...

A impressão que temos é que nunca se extingüirá o ciclo: disputa-vitoriosos-derrotados, e ficaremos para sempre atolados na compartimentação dos interesses de cada grupo...Uma impossibilidade de que cada um enxergue no outro, parte de um todo do qual também se inclua...

Sem nenhuma intolerância na alusão, temos nos grupos que dividem a cidade, uma práxis dogmática e "religiosa" do exercício do poder temporal...Onde, a grosso modo, quem não "deposita" sua "fé", ou "devoção incondicional" não mereça "salvação"...Morte aos "infiéis"...!

Pelo andar da carruagem estamos condenados a uma democracia da exclusão...!

Ao largo, atônitos, calados, e ou domesticados, todos os setores organizados da sociedade civil...Como "bois" tangidos na tristeza inconsciente da inevitabilidade do "abate"...! 

Êta futuro de merda, em uma cidade de merda...!

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