segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Reichstag continua a queimar...

A maioria dos regimes totalitários, populistas e caudilhos de toda ordem têm um apreço especial pelas práticas de "terrorismo da propaganda"...

Algumas vezes, os atos de disseminação do pânico está descolado de eventos reais...Outras são acompanhadas de episódios "fabricados" para corroborar suas teses alarmistas...Em algumas ocasiões a fatalidade fornece a oportunidade...

O sentido dessa "guerra de informações" é solidificar o sentimento de que o "inimigo" ameaça a todos, e que valerá tudo para combatê-lo...

A História nos mostra que a manipulação do "medo" é um combustível político poderoso...Foi assim na Alemanha, que tem como maior símbolo dessa prática o incêndio do Parlamento (Reichstag), atribuído aos comunistas, que concedeu a Hitler "passe livre"...
Do outro lado, o ataque de Pearl Harbor foi o estopim para a legitimação dos planos de Roosevelt para os EEUU na Segunda Guerra, mas também no crescente movimento fascista em solo estadunidense... 

Mas a banalização desse método leva a desagregação do tecido social, e a impossibilidade de estabelecer qualquer projeto de poder de longo prazo...A queda de bush jr é um exemplo recente...

Aqui na planície pantanosa, o grupo da lapa usa e abusa da dramaticidade...

Greves de fome, invasão da secretaria de educação (no mandarinato rh[agar], o horrível), o episódio do fotógrafo da revista "somos assim", teorias conspiratórias, atentados, etc, etc...

No entanto, a disseminação de pânico pode fornecer a motivação necessária para as ações que dizem temer...Ou seja, de tanto falar no assunto, um dia ele se torna realidade, uma vez que o pânico sempre traz o comportamento humano para o campo da irracionalidade...

Leia a nota do "diário oficial", e confira como o Reichstag continua a arder em chamas na curva da lapa...

Pelo telefone II
Na semana da eleição do segundo turno em Campos, O Diário recebeu informações de que “estariam armando” contra o jornal, que, também, havia uma trama contra a candidata Rosinha (PMDB). Em uma dessas ligações, informaram que “jogariam uma bomba no prédio do jornal”, que um atentado contra a peemedebista só não aconteceu, “porque um adversário dela soube e ameaçou denunciar”.

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