quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Os judeus neonazistas...


O termo acima pode ser ambivalente...

E talvez por isso carregue tanta carga dramática em si...É possível que após tanto sofrimento, os judeus incorporem as práticas e comportamento de seus algozes...?

Infelizmente, sim...É o que nos mostra a foto aí em cima...Túmulos muçulmanos vilipendiados, pichados com estrelas de David, assim como nazistas profanavam túmulos judeus (e o fazem até hoje) com suásticas...

Nas mais diversas culturas, há pontos em comum no que tange a atos que representam intolerância extrema, e demonstram bem o nível de conflito entre povos...

Há gestos grotescos que vão além da própria violência..
Na linguagem militar, desde tempos antigos, a degola dos adversários era considerada uma forma de desonrar o inimigo morto...Era matar duas vezes, pois a mutilação impedia, simbolicamente, que o morto fosse reconhecido e recebesse os rituais mortuários...

Outro tabu entre as mais remotas até as atuais civilizações são os cemitérios...Aos mortos as reverências e o respeito...Sacralizamos a morte para suportarmos nossa certeza de finitude...
Nesse sentido, a profanação de túmulos é um desses "protocolos" que são respeitados...

Não parece que os extremistas sionistas conheçam a palavra respeito...


3 comentários:

claudiokezen disse...

Olá, Xacal:

Este tema é espinhoso e muito delicado, já que mexe com suscetibilidades e idiossincrasias ancestrais.

O certo é que a maioria dos judeus esclarecidos, na sua maioria de origem européia e americana não concordam com os rumos que o sionismo adotou e se sentem diminuídos com a eterna imagem de vítimas do holocausto, propagandeada ad infinitum, ainda que profundamente dolorosa.

Muitas vozes dentro da comunidade judaica também condenam os processos judiciais de reparação financeira junto aos bancos suíços por os considerarem baseados em argumentos que beiram ao uso da chantagem sobre eventos que deveriam ter um caráter didático para que nunca mais se repitam.

Outrora heróis, os famosos "caçadores de nazistas" também não são bem vistos, já que seus métodos são impregnados de vícios aprendidos com mercenários holandeses contratados à época da "grilagem" violenta sobre o território palestino, para sedimentar o expansionismo israelita.

Até mesmo a medalha de Massada, antes entregue como condecoração por atos de bravura em batalha aos soldados israelenses foi extinta, já que a revisão oficial dos fatos históricos não mais considera a tomada de Massada como algo a se orgulhar.

O mundo gira, mas a natureza dos homens não, quaisquer que sejam a sua etnia.

Anônimo disse...

Uma suposta "natureza humana" não pode justificar o nazismo,genocídios e barbáries de toda a espécie. Não estamos irremediavelmente presos a esse determinismo,mesmo carregando nos gens os impulsos mais destrutivos,essa tendência à barbárie.

claudiokezen disse...

Caro anônimo das 23:19

A natureza humana não é uma "suposição" determinista. A natureza humana é que é e pronto.

O belo e o infame, o hediondo e o sublime andam juntos desde o sempre.

Não nos cabe aceitar ou não como determinismo o que está acima de tudo e de todos. Nos compete fazer o melhor das nossas vidas com amor e respeito pelo próximo, sabendo que em qualquer esquina interior se esconde o monstro que não queremos ver no espelho.

Este é o dilema das religiões: como aceitar que o homem é fruto de si mesmo, das suas contradições, impossibilidades, do amor e do ódio de uma profusão aleatória de eventos que foge ao controle de uma inteligência superior e controladora?

Como aceitar que o homem criou seus deuses ( uma ordem cósmica superior e abrangente ) à sua imagem e não o contrário sem se desesperar diante do infinito abandono a que estamos relegados?

Não! É preciso um Deus que nos explique de onde viemos, para onde vamos, o que somos e para que vivemos, não é?

Assim podemos dormir melhor...