sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tem diferença...?


Você já se acostumou a ver crianças em sinais, ou em outros logradouros públicos, a pedir esmolas...Por que se utilizam crianças...?

Porque a imagem de um pobre petiz indefeso, enfermo ou em situação de qualquer outro risco iminente "amolece" corações, e torna o objetivo de conseguir as doações mais fácil....

Uma parte considerável da sociedade considera "um crime", a exposição das crianças a esse drama, para que o sustento de sua família seja garantido...Possivelmente, entre essas pessoas estão os editores da folha de embrulhar peixe, de onde foi reproduzida a foto acima...

Essa "pedinte" aí de cima está na folha de embrulhar peixe de hoje, com uma matéria "comovente", que noticia seu desespero após perder seu "emprego" na pmcg... 

Qual a diferença entre uma mãe que coloca seus filhos para esmolar nas ruas, e outra que tenta chantagear emocionalmente a sociedade, procurando colocar sobre nossos ombros a responsabilidade pelas escolhas que fez: trocar voto por emprego, ao invés de buscar saída mais respeitável para sua sobrevivência....?

A diferença é que a moradora de rua é muito mais honesta e direta...Ela recorre ao "sentimentalismo", mas não traz nenhuma "mensagem implícita"...Sua decisão é pessoal, e não há questões públicas relevantes envolvidas com sua condição pessoal...A não ser o fato de que nenhuma família deveria passar por tal constrangimento, em uma cidade rica como essa...
A outra, a da folha de embrulhar peixe (e o estômago), procura dividir "sua culpa" com a comunidade, serve a um argumento indefensável a não hesita em usar a triste condição de seu rebento...
Como se dissesse: a vida do meu filho está nas mãos de vocês...
Com certeza a criança merece toda a assistência pública, tanto de saúde, quanto para sua sobrevivência, e há recursos enormes jorrando por aí, que serviriam a esse propósito...
O que essa criança não merece é "ser cafetinada" para defender com seu sofrimento, interesses inconfessáveis...

Cadê o Conselho Tutelar e o Juizado da Infância....?

Êta cidade de merda, com um povinho sádico de merda....! 

10 comentários:

rodrigocherene disse...

tem diferença sim e muita

paz

Xacal disse...

claro que tem, e se leres o texto, verás que a diferença está lá: a mãe de rua é muito mais honesta com suas necessidades...

Anônimo disse...

xacal vc é um lixo de ser humano.

Xacal disse...

uma opinião tão qualificada só pode ser encarada como elogio...estranho seria um idiota como vc vomitar algo diferente...

Xacal disse...

Engraçado, não....

Como a legião dos imbecis do politicamente correto não resistem a uma história triste, desde que bem "maquiada" com um apelo midiático, quer seja das crianças esperanças da globo, ou das matérias melosas da folha de embrulhar peixe...

Mas ao primeiro sinal da miséria como ela é, suja, fedorenta e com nariz escorrendo, nossos baluartes da solidariedade humana fecham o vidro do carro, mudam de calçada, ou berram pela força policial e pelos costumes, que deveria recolher essa "choldra", que polui nossas vistas...

Bando de hipócritas, cafetões da miséria alheia...

Está aí, basta denunciar a manipulação sentimentalóide que tenta empurrar terceirizados "goela abaixo", com a exploração vil da tragédia de uma criança, que os "parasitas da desgraça" correm a vociferar...

Que parasitas de merda...sádicos de merda...

Bruno Lindolfo disse...

Tem diferença sim!

A diferença é que a mãe do pedinte de rua possivelmente sofrerá uma sanção, poderá, talvez, perder a guarda do filho. Tudo isso com as bênçãos e o maneio positivo das cabeças da sociedade.

A mãe sem concurso, por outro lado, vira manchete e ganha a piedade e a condolência social.

Direito à saúde é Constitucional. Por que um causídico de bom coração não patrocina gratuitamente uma ação em face do município requerendo que seja disposto para essa criança tudo que ela precisa para sobreviver e ter uma vida digna? Por se tratar de interesse de um menor é possível que em menos de um mês conseguisse resolver parcialmente o problema.

Aliás, esse deveria ser o foco dessa matéria canalha, apelativa que prefere ressaltar um fato que, em si, já configura o próprio resultado do sofrimento dessa criança.

O sofrimento dessa criança advém da falta de planejamento orçamentário, administrativo que torna um município tão grande ao ponto de não se sustentar, que dá vazão a terceirização desenfreada e sem critérios de atividades fim como a da fisioterapeuta demitida, e que, ao final, faz escorrer pelo ralo orçamento que poderia ser investido em infra-estrutura, educação e na saúde que falta a essa criança explorada de maneira vil pelo jornal e por sua mãe.

Anônimo disse...

Voces sao crueis, Deus existe e é a prova de que está fazendo isso com muitos tercerizados q trabalham e necessitam, irá sofrer a ira da praga. Assim como ouve com Campista e Roberto Henriques que mandou muita gente pequena e honesta e trabalhadora pra rua.
Reparem na maldiçao saramalíguina, ela já passou por eles.

rufus disse...

Pelamordedeus!!!
Além de anônimo, mau-caráter e leviano é burro!
Ou então um cínico gozador!
"maldição saramalígna" é demais...
Tem razão Xacal, a tipos como esse só mandando ir dar o cu ao capeta!

Flávia disse...

Tem saída sim. planejamento familiar, ou seja, detentora de grau superior de formação, sabe que temos que planejar antes de parirmos, então, não tem estabilidade, não bota filho no mundo...outra, pensão judicial...cadê o pai?Não trabalha ou é terceirizado também? Se naõ é casada, joga na justiça e cobra pensão...até arrumar um emprego...concurso aberto tem um monte!!! Outra...anda pela periferia da cidade, vai até o lixão de Campos...e agradeça à Deus pelo que vc tem...quem pariu Mateus que embale...estude, se qualifique e corra atrás...o futuro de seu filho depende de vc, somente...ou então, como já disseram acima...procure o Juizado da Infância e obrigue o estado e o município a cumprirem com suas obrigações!!!O resto, levanta a bundinha e corra atrás...mães como vc, tem aos montes, e muitas com até dois empregos para disponibilizar aos seus uma vida digna...em Campos, devem ter pelo menos umas 100.000 em sua situação...Rosinha vai empregar todo mundo??Pede a dona da Folha pra te dar um emprego, já que se sensibilizou tanto com a situação!!!

Flávia Matriz... disse...

, agora criei coragem para ler a matéria, e ví que a mãe não possui 3grau, mas, vejamos: existem motoristas concursados na prefeitura, se não, tem nas fundações.Apesar de toda a dificuldade financeira, este é seu 3° filho??? Existe o programa de nutrição da Prefeitura, que recebe verbas e deve disponibilizar complementação alimentar ou especial para casos como esse.Se não tem motorista, o que não acredito, pois a quantidade de gente batendo cabeça é muito grande, paga um táxi para efetuar tal transporte...é obrigação do executivo...com uma ordem judicial, se for o caso, em 24h serão intimados a cumprirem com sua obrigação e realizr tudo o que está em falta. Me diz, com um salário de aproximadamente 400,00...dá pra arcar com estes gastos??Me econimize, qualquer pessoa coerente dirá que não. No HGG existem neuropediatras maravilhosos, que com certeza, há disponibilidade de vagas para consulta. Resumindo, o que está sendo cobrado é justamente o que nunca foi feito com competência em nossa cidade. O encharcamento do funcionalismo público inversamente proporcional a resolutividade e integralidade dos serviços de saúde.Quanto mais contratado, pior o serviço??Cabe ao núcleo, através do Posto de Atendimento, a marcação de consulta, e cada posto de atendimento tem sua cota. Trabalho na área e sempre consigo vaga para os pacientes atendidos onde trabalho, apesar de poder haver uma certa demora.Isso porque a demanda é muito maior que a oferta. Nosso serviço de saúde está uma merda...Falta de gestão total e fiscalização da aplicação do erário público. Investimentos não aplicados, e não exigidos e cobrados, e não é por causa de sua demissão, mas por causa da falta de caráter e ética político-social que se espalhou por nosso executivo. Cobre a eles...desempregados, tem aos montes, com filhos com demandas especiais, aos montes, e não vai ser com um salário de 400,00 que se poderá resolver essa situação.Portanto, coerência e verdade são extremamente necessárias nessas horas.