sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sem show no Farol não há felicidade...!

O jornal diário oficial da corte cor de rosa traz em seu conteúdo de hoje, matéria e artigo reveladores...Didáticos, como diria o ave-lynus...

A postura(ou falta dela...?) do "empresário" do ramo de hotelaria da praia do Farol de São Thomé frente a incerteza sobre a realização da programação de eventos, custeados pelo nosso dinheiro é um acinte...

Deixemos de lado a situação de emergência, que assola a cidade e a região, esqueçamos das dificuldades da transição entre os dois grupos que se engalfinham na cena política da cidade...Relevemos tudo isso...Não dá para esperar muito das "rapinas", que se auto-intitulam: livre-empreendedores...

A cobrança, em tom catastrófico, apocalíptico, como se a municipalidade estivesse obrigada a fornecer as atrações para benefício de suas atividades econômicas é uma clara demonstração do capitalismo à moda goitacá, e por que não dizer, nesses tempos de crise, à moda dos ex-neoliberais...

Leia aqui um trecho de sua entrevista, onde o "empresário" diagnostica a "morte" do ramo de hotelaria...Fica a dúvida: como é que sobrevivem durante o restante do ano...? Ahhh, é claro...No verão chega a hora de "faturar" com o nosso dinheiro...

"Caso o atual prefeito de Campos, Alexandre Mocaiber, não cumpra o acordo feito com a sucessora Rosinha Garotinho, e pague 50% dos cachês dos artistas nacionais programados para se apresentarem no Farol de São Thomé, em janeiro, o prejuízo na praia poderá passar de R$ 1 milhão. A previsão foi feita pelo presidente interino da Associação de Hotéis, Pousadas, Comércio e Similares da Praia do Farol, Amy Barbosa.
(...)
Porém, o prejuízo no Farol não para por aí. Muitos donos de hotéis e pousadas já receberam uma parte das reservas feitas por turistas, mas sem os shows, a previsão é que boa parte desista, e queira o dinheiro de volta. “Recebi pagamento antecipado em cima dos eventos e dos shows, caso eles não ocorram, vou ter que devolver dinheiro, vai ser a falência total, isso, fora a nossa credibilidade”, alertou Barbosa.(...)" 

Depois de anunciar o "fim do mundo" na entrevista, o "empresário", em um "artigo",manifesta sua subserviência ao se referir ao "diário da rosa" como: o "nosso" jornal...No texto, horrorosamente mal escrito, por sinal, o tom muda, e ali ele prega um otimismo esfuziante...

O que será que leva o "empresário" de um extremo ao outro...? Da "indignação" ao êxtase...
Ora, ora, está claro que o catastrofismo obedece a sua lógica de chantagear a opinião pública, a fim de fazer valer seus interesses privados, como se o verão do Farol fosse de uma prioridade de toda a sociedade campista, e não apenas de uma parte dela...Ou ainda: como se o Farol não demandasse nenhuma outra intervenção pública, que não seja o a satisfação lúdica dos veranistas...Crise...que crise...? Desabrigados, desperdício, falta de controle e gestão...? Nada que um bom trio elétrico não resolva...

Leia agora um trecho do "artigo"...Essa declaração de amor eterno ao consumismo e ao supérfluo, em detrimento das reais necessidades da população...

Amy Barbosa

"Leio diariamente três jornais, o primeiro, logicamente é o nosso, O DIÁRIO, escuto as rádios, e infalivelmente, encontro em todos os veículos, como tônica principal, comentários sobre a crise.(...)Aqui, na Praia do Farol, a chuva não faz estragos. O telefone toca. Atendo. É mais um hóspede desejando reservar suíte para o Reveillon. 

Viro a página do jornal e vejo novas fotografias de vitrines de lojas em New York, com decorações lindíssimas e as lojas lotadas de turistas em consumo total. Saio do meu escritório, vou ao jardim do hotel e encontro as plantas viçosas, agradecendo as águas frescas que lhes dão mais vida e graça. 

Percebo que hoje já tem muito mais flores no jardim do que tinha ontem. Vibro de alegria, pois mais uma vez entendi a mensagem de Deus. Volto ao escritório e ensaio alguns textos e poesias de amor e compreensão.

Estou feliz e quero passar esta minha compreensão e felicidade a meus leitores. Não se impressionem com as manchetes das crises, lembrem-se sempre, que após noites escuras de tempestade virá um dia lindo de sol. 

(...)O verão está chegando, tudo será festa e alegria. E a crise. Esta existe desde que o mundo foi criado. Acreditar sempre. Tire o medo da crise de sua cabeça. Crise, esteja certo, é tão somente uma noite de tempestade. Cabe a nós, somente a nós, esta mudança de compreensão."




6 comentários:

Marcos Valério disse...

Esse se acha o centro do universo!

Anônimo disse...

O pior é que durante as cheias de 2007, o próprio (Odiável)vivia criticando o atual (e que nunca foi) Prefeito Alexandre por realizar shows no Farol, apesar da calamidade que assolava a população local, agora, terminando o certo seria dizer Sem show não haverá feilz cidade.

Anônimo disse...

UMA DÚVIDA: QUEM EM CAMPOS DOS GOYTACAZES SERIA CAPAZ DE DIZER TUDO QUE ACONTECEU NA PMCG DE 1988 PARA CÁ?

Cito 1988, porque lá surgiu o Muda Campos(Garotinho e Sarmet).

Daí(politicamente) surgiram(ora juntos, ora separados): Ferrugem, Sérgio Mendes, Ranulfo, Carlos Augusto, Cristina Lima, Zacarias, Ana Lúcia Boynard, Arnaldo, Amélia, Auxiliadora, Feijó, Fernando Leite, Venâncio etc.


Pena que não temos e nunca teremos uma imprensa livre.





Morreu na quinta-feira, aos 95 anos, ex-subdiretor do FBI (a Polícia Federal americana) Mark Felt, que entrou para a história dos Estados Unidos com o pseudônimo "Garganta Profunda" e foi um dos principais responsáveis pela queda do ex-presidente Richard Nixon no escândalo de Watergate. Felt sofria de problemas cardíacos, mas a causa exata de sua morte era desconhecida. O falecimento, em um centro de saúde nas proximidades de sua casa em Santa Rosa, na Califórnia, foi confirmado por sua filha, Joan Felt, e por seu neto, Nick Jones, a vários meios de comunicação americanos, entre eles o jornal "The Washington Post".


Foi o "Washington Post" que publicou, em 1972 e 1973, as informações que o "Garganta Profunda" passava ao então repórter novato Bob Woodward, que, ao lado de seu colega Carl Bernstein, investigava o escândalo de escutas em escritórios em Washington do Partido Democrata durante a campanha eleitoral de 1972.

Richard Nixon foi reeleito, mas, com as informações de Felt - que ocupava o segundo cargo mais importante do FBI quando o caso Watergate estourou -, as matérias sobre o caso no "Washington Post" forçaram a renúncia do presidente, em 1974, em um fato sem precedentes no país.

A importância do "Garganta Profunda" no escândalo de "Watergate" foi conhecida quando Woodward e Bernstein lançaram, em 1974, o livro "Todos os Homens do Presidente", que foi transformado em filme em 1976.

A identidade de Felt era conhecida apenas por Woodward, que tinha prometido não revelar o segredo até sua morte. No entanto, o próprio Felt, a pedido de sua filha Joan, se identificou como "Garganta Profunda" em 2005, em um longo artigo publicado pela revista "Vanity Fair".

Vate Füder disse...

Que Farol fique sem os shows. Que o "empresário" do ramo hoteleiro busque outras alternativas para manter o seu negócio. Que use a criatividade. Deus me livre e guarde. A que ponto chegamos, meus Deus!
E isso é apenas uma "avant premiere" do que será esse governo que brevemente estreiará nesse palquinho fajuto que é essa cidade.
Arghhhhhhhhhh... vou correndo ali vomitar e já volto!

Vate Füder

Anônimo disse...

show no farol... graças a Deus tá dando retreta. Quem trabalha na prefeitura quer mais é descansar e esse negocio de programação de praia só cansa a gente. larga isso!viva Mocaiber q meteu o pau no dinheiro e agora não tem o suficiente pra bancar a programação. já que não terei férias, pelo menos fico quieto dentro de casa mais tempo.

Anônimo disse...

Xacal, putz, é mais do que conhecido...puxa saco com seus poeminhas de quinta...nem os cabelos branco deram a ele confiabilidade, empresariozinho que vive nas abas do poder...afaga qq um...
Agora uma perguntinha só: as lindinhasmaras e seus josés luizes não acusaram de irregular o pgto dos 50% antecipado para os shows pela prefeitura no verão passado e agora estrebucham por estes mesmos 50%???? Quer dizer que aquela gritaria toda deles era teatro?!