domingo, 28 de dezembro de 2008

Recontagem sangüinária...


O número de mortos, nos ataques israelenses na Faixa de Gaza, chegou a 270 vítimas, de acordo com o jornal francês Liberation...

No início desse ano, abordamos aqui um artigo muito interessante, da revista eletrônica Al Jazeera, onde o articulista fazia uma análise precisa do conflito naquela região, e dos sucessivos fracassos dos acordos de paz...

Para ele, tratados de paz se firmam entre Estados que se reconhecem como tais...Como palestinos e israelenses negam reciprocamente suas existências, não há base institucional legítima para celebrar acordos...

O processo de paz na região só vingará quando esse paradigma for quebrado, no entender desse observador, o qual não me recordo o nome, mas posso afirmar que se trata de um israelense que apóia a causa pacifista...

Foto: Liberation.

4 comentários:

Turcão disse...

Os chamados "judeus" esclarecidos, de maioria européia e alguns americanos, apóiam em sua grande em grande escala uma política de paz entre os estados de Israel e os Palestinos.

O problema é que desde o período de Golda Meir, passando pelas lideranças conservadoras do Likud, sempre houve em Israel uma política de incentivo à imigração de judeus africanos e árabes, e posteriormente americanos de perfil conservador que formam a grande massa de manobra dos seguidos governos conservadores que chantageiam a população com o discurso da guerra como ferramenta única de se alcançar a segurança.

Some-se a isto o assassinato de dezenas de lideranças árabes de perfil nacionaista e estatura política por agentes da CIA e do Mossad e pronto...

Algo como o little bush implantou no seu governo, porém alimentado por ódios ancestrais.

Por seu lado, os países árabes destruídos em seu tecido social, esquartejados geograficamente pelas potências européias desde a 1ª guerra mundial, perderam toda a capacidade de se organizarem em torno de um projeto democrático e as facções radicais fundamentalistas são os últimos refúgios dos jovens sem qualquer outra perspectiva de resistência.

Não existe saída fácil...

Xacal disse...

Ótima análise...concordo plenamente...

Anônimo disse...

Por que o povo palestino não se une e acabam com o Hamas??

Ora, há interesse financeiro na existência desse grupo terrorista, de covardes!!

Como os demais grupos terroristas, usam a desgraça do povo palestino como bandeira, usam crianças e mulheres em seus ataques. Usam homens-bombas em seus ataques, mas o curioso é que os dirigentes dos grupos terroristas nunca se prestam a fazer esse papel (o de homem-bomba).

Sem a violência que eles provocam eles não faturam, não tem de onde ganhar dinheiro. Vivem do terrorismo.

Esse é o principal problema a ser enfrentado.

O olho que tudo vê disse...

A grande questão que é a base sustentadora do infinito conflito, são os interesses econômicos e em contrapartida, o protecionismo escancarado que os EUA dão ao estado de Israel.

Esta proteção é a fomentadora da desgraça humanitária vivida por um povo que mesmo possuindo orígens comuns, possuem grandes diferenças históricas e ideológicas.

Os judeus, aprenderam muito com o holocausto nazista, e hoje, seus frutos são colhidos através do "aprendizado" transfigurado em ações lícitas "Blitzkrieg", protegidas pelos EUA para que o estado de Israel mantenha supremacia sobre os demais povos que abrigam aquele ínfimo território.

A história tem provado que atitudes anti-terroristas não minimizam as ações dos grupos radicais, que diante das ações militares de grande escala promovidas pelo Estado de Israel, não tem surtido efeito com relação à minimização do conflito, fazendo com que haja, somente, uma fomentação e sinergia dos grupos combatidos para manterem a luta contra os agressores.

É um círculo vicioso, que talvez, venha a perecer, quando, infelizmente, outras nações investirem belicamente no embate.

Uma coisa eu garanto:

Se o Líbano, Siria, Jorânia, Egito e irã entrarem num suposto conflito declarado contra o estado de Israel, com certeza, nem os EUA serão capazes de impedir a aniquilação de Israel e dos demais países.

Os sons da batalha serão ouvidos pelos quatro cantos da Terra e não haverá lugar para enconder-se.

Ao anônimo do comentário (28 de Dezembro de 2008 23:40):

Não defendo a ação terrorista e suicida nem mesmo o fato de promover mortes covardes e desnecessárias, defendo sim, o direito de defesa diante da agressão de um povo extrangeiro. Isto é lícito.

Agora, como você sabiamente mencionou: "o curioso é que os dirigentes dos grupos terroristas nunca se prestam a fazer esse papel (o de homem-bomba)"

Com relação a isso, com certeza, eles não farão mesmo, pois como sabiamente o povo brasileiro diz:

"Pimenta no cú dos outros é refresco!"