quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Da crise e seus efeitos...

Ninguém tem dúvidas do tamanho da crise...É a maior desde a crise de 1929...
Dada a complexidade e conexão do mundo atual, pode-se dizer que seus efeitos tendem a ser mais devastadores e duradouros...

A influência das decisões sobre economia na vida política são óbvias...Nos EEUU, o fracasso da gestão da crise, ou na prevençao dela, derrubaram a dinastia republicana...Ao redor do mundo, as teses filiadas a desregulamentação total dos mercados, herdeiras do Consenso de Washington, desapareceram da agenda dos debates sobre política econômica...

Os baluartes do liberalismo laissez-faire, hoje, suplicam e imploram ajuda dos cofres públicos...

No Brasil, a crise mundial já mostra seus primeiros efeitos: aumento do desemprego, retração do consumo e inibição dos planos de investimento, dentre outros...

Como a gestão da economia caminha lado a lado com a disputa política pelo poder, era de se esperar que a oposição apontasse suas "baterias" contra as hostes governistas...

No entanto, há, ou pelo menos deveria haver, um limite entre a crítica às medidas adotadas, e a "torcida organizada pelo fracasso" do governo, que lhe tolheria boa parte do capital político acumulado até agora...

Essa aparente "irresponsabilidade" da mídia, e de setores oposicionistas não enfraquece apenas ao governo...E isso não é apenas um calhordice patriótica, bem ao gosto dos conservadores...É uma constatação de fato:
Ao hiperbolizar os efeitos da crise sobre a economia brasileira, oposição e o seu PIG(partido da imprensa golpista) embaraçam a discussão sobre as possíveis soluções que evitariam um bocado de sofrimento as classes menos favorecidas e protegidas...Misturam aspirações e demandas legítimas com peças de retórica, superdimensionam as dificuldades de alguns setores, em detrimento de outros, que não gozam de suas preferências, e enfim, imobilizam ou enfraquecem o resultado de boas iniciativas que socorreriam setores mais estratégicos...

Não há dúvidas que essa crise tem dimensões muito maiores que as que "quebraram" o Brasil em 1999 e 2001, na gestão de FFHHCC, mas quem acompanha o noticiário de agora, e compara com o daquela época, tem a sensação que o nosso mundo acabará amanhã...

Enquanto Alemanha anuncia retração de 2,9% do seu PIB, e a produção automobilística inglesa caiu à metade, se comparados os meses de dezembro de 2008/dezembro 2007, e outros "gigantes" do capitalismo mundial(países e corporações)sucumbem, nosso país continua a ostentar números positivos, e uma espectativa de desaceleração menor em 2009...

Isso tudo não deve anestesiar a gravidade do tema, nem estamos aqui a buscar um salvo-conduto para o governo na condução das providências necessárias...
Mas é inegável que a saúde financeira do país é muito melhor que em outros períodos...O que tem permitido ao governo certa margem de manobra para interferir no processo de estagnação econômica e ataques especulativos cambiais, o que não foi possível em 1999 e em 2001...

Nesse emaranhado de interesses gigantescos é preciso separar(e não é nada fácil) as críticas dos apelos políticos-eleitorais, as demandas urgentes dos lobbies dos empresários que apenas querem preservar seu lucro à custa do erário, o discurso governista que combate o "pânico", das suas ações na realidade...

Esse é mais um aprendizado para nossa frágil democracia...

4 comentários:

Anônimo disse...

Para complementar o pensamento, leiam; edu.guim.blog.uol.com.br

Anônimo disse...

SuperObama neles...

Anônimo disse...

Com toda essa crise e desempregos,os "GAROTINHOS" querem desempregar mais.............

Desempregado Campista disse...

Como todo mundo já sabia, eles vão mandar todo mundo embora e contratar o POVO deles!!!
TTTTTOOOOMMMMAAAA!!!