segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Das lições, ilações e tradições...

Alguns dos mais importantes aprendizados não se arrecada em bancos escolares...Essa assertiva parece se aplicar aos cursos de jornalismo...

Longe de esgotar aqui a polêmica acerca da exigência de diploma para o exercício legal da profissão, é certo que ética e independência não se aprendem na faculdade...

Enquanto por aqui, jornalistas influentes fazem malabarismos semânticos para encontrar uma justificativa para o injustificável, ou seja, a crônica dependência dos órgãos de comunicação locais do dinheiro público, e os meios antirrepublicanos para conseguí-los, a revista The Economist traz um artigo interessante sobre a situação da mídia nos EEUU...
Por aqui, tentar reeditar um velho adágio militar: antigüidade é posto...!
Sufocam assim com o môfo dos hábitos seculares de subserviência a tradição que dizem defender...

No artigo abaixo, temos uma boa noção de como a vida dos jornais se desenrola...Como nascem, morrem e tentam se renovar...Longe dos privilégios e promiscuidade com o nosso dinheiro...E nem é preciso fazer vestibular para entender, basta bom senso...Essa é uma verdadeira lição de qual tradição que deve ser mantida... a da independência...

THE inauguration of President Barack Obama this week triggered a spike in newspapers’ sales as readers clamoured for commemorative issues. But otherwise the news about the newspaper business has been pretty grim, with bankruptcies, job losses and threatened closures as printed papers steadily lose advertising revenue and readers. Papers that have been the lifeblood of their home towns are fighting for their survival. This week, for example, the owners of the Seattle Post-Intelligencer, which has roots back to 1863 but which lost $14m last year, said that all its staff would lose their jobs unless a buyer is found soon.

tradução: A posse do Presidente Barak Obama esta semana disparou um acréscimo nas vendas de jornais, haja vista que os leitores clamaram por conteúdos comemorativos a data. Mas, por outro lado, as notícias sobre os negócios jornalísticos tem sido bastante adversas, com bancarrotas, desemprego e ameaças de fechamento, uma vez que jornais impressos perdem cada vez mais anunciantes e leitores. Jornais que têm sido o sangue vital de suas cidades de origem lutam pela sobrevivência. Esta semana, por exemplo, os proprietários do Seattle Post-Intelligencer, que remonta suas raízes a 1863, mas perdeu US% 14mil ano passado, disseram que todos os funcionários podem ser demitidos caso não haja um comprados em breve.

Newspapers are being forced to sell non-core assets as they struggle to roll over debts. This week Tribune, the owner of the Chicago Tribune and the Los Angeles Times, which is in bankruptcy proceedings, was reported to be close to selling the Chicago Cubs baseball team. The New York Times says that it is near to finding a buyer for part of its Manhattan office building. Some are also resorting to an old tradition among ailing newspapers of seeking a sugar-daddy. Alexander Lebedev, a Russian banker and former KGB spy, this week bought a 75% stake in London’sEvening Standard for £1 ($1.40). The New York Times also got a $250m loan from Carlos Slim, a Mexican telecoms tycoon, in a deal that lets Mr Slim raise his stake in the company to around 17%.

Jornais têm sido forçados a vender seus ativos secundários, na medida que se debatem para rolar seus débitos.Esta semana, o proprietário do Chicago Tribune e LATimes, que está em processo de concordata, noticiou que estava próximo da venda do time de baseball, Chicago Cubs. O NYTimes disse que está próximo de encontrar um comprador para uma parte de seu prédio em Manhattan. Outros recorrem a uma velha tradição entre jornais agonizantes de procurar mecenas(patrocinadores, ou na tradução literal:"pai-açucarado"). Alexander Lebedev, um banqueiro russo, e ex-espião da KGB, esta semana comprou 75% do controle acionário do londrino Evening Standard por uma libra esterlina cada ação. O NYTimes também conseguiu um empréstimo de Carlos Salim, gigante da comunicação mexicana, em um acordo que permite Slim aumentar em 17% do controle da companhia.

(...)

Such is the pessimism there are now websites such as Newspaper Death Watchdevoted to chronicling the alleged demise of papers. Ethan Zuckerman, a Harvard University pundit, recently suggested in his blog that advertisers had long overpaid for print ad space, with no guarantee of how many readers would witness their wares. Online, advertisers can see more precisely how many have viewers they have, and they pay less to place the ads.

Tamanho é o pessimismo que agora existem websites como o observador de morte de jornais (NT:algo como os contadores de mortos em conflitos), devotados a cronometrar a "morte" dos jornais. Ethan Zuckerman, da Universidade de Harvard, recentemente sugeriu em seu blog, que anunciantes pagaram, por um longo tempo, por impressão e espaço, sem nenhuma garantia de quantos leitores poderiam ver seus anúncios.Online, anunciantes podem ver mais precisamente quantos são os leitores que têm, e pagar menos para publicar anúncios.

Despite the bad news, there are also grounds for optimism. Another media pundit, Jeff Jarvis, notes that the low cost of internet advertising should mean that large numbers of smaller businesses can now afford it. And although fewer people are buying news printed on dead trees, readers are consuming it more avidly than ever, online and on smartphones. Audiences for British news websites surged last year, for example. The editor of the Los Angeles Times, Russ Stanton, says that its website’s revenues now pay for the publication’s entire print and online editorial staff. Publishing news electronically is also cheaper than printing and distributing it on paper. There is still huge demand for newspapers’ product, the question is how to get readers and advertisers to pay for it.

A despeito das más notícias, existe também motivos para otimismo. Outro especialista em mídia, Jeff Jarvis, observa que o baixo custo da dos anúncios na internet pode significar que um número maior de pequenos negociantes possam custeá-los. E embora menos pessoas estejam comprando notícias impressas em árvores derrubadas, leitores estão consumindo como nunca e cada vez mais avidamente, online e em smartphones. Aundiência dos sites de notícias britânicos cresceu drasticamente ano passado. O editor do LATimes, Russ Stanton, disse que a renda da versão eletrônica banca toda o custo da edição impressa e a equipe editorial online. Publicar notícias eletronicamente é muito mais barato que imprimír e distribuí-la em jornais. Há uma gigantesca demanda por produtos dos jornais, a pergunta é como conseguir que leitores e anunciantes paguem por isso.

(...)

Some newspaper groups, such as Tribune, are also suffering from the borrowing spree they embarked on when credit was easy. If they can cut their debts, through asset sales and bankruptcy proceedings, their chances of survival will improve. They are also finding ways to cut costs without sacrificing quality, such as sharing premises and other facilities with rivals. Old-fashioned money-making sidelines such as inviting readers to join book and wine clubs are getting a new lease of life. And the prestige and influence of being a press baron will continue to attract tycoons. Some papers’ print editions may not be around by the end of this year, but the industry is not quite dead yet.

Alguns grupos jornalísticos, como o Tribune(Chicago), sofrem também com as taxas de juros nas quais eles embarcaram quando o crédito estava fácil. Se puderem acabar com as dívidas, através dos procedimentos de vendas e da concordata, suas chances de sobrevivência crescerão. Estão também procurando meiros de cortar custos sem sacrifício da qualidade, compartilhando premissas e outras facilidades com concorrentes. Velhos modos de captação de dinheiro como convites a leitores para aderir a clubes de livros e vinhos estão renascendo. E o prestígio e influência de ser um barão da imprensa continuará a atrair figurões. Alguns jornais impressos podem não durar até o fim desse ano, mas a indústria ainda não está morta.

2 comentários:

Anônimo disse...

XACAL,
Aqui,o camarada compra as emissoras de rádio,monta um jornal,distribui difamações, ódio,gratuitamente e se diz "jornalista",sem nenhuma FORMAÇÃO PROFISSIONAL,logo,a EDUCAÇÃO ESCOLAR para esse povo é
a "inexigência de diploma para o exercício legal da profissão".
Ética e Independência não se aprende nas faculdades,mas quem não as tem,precisa aprender com alguém.
Aqui tudo é JUSTIFICÁVEL,se vem de um lado.
INJUSTIFICÁVEL,a mesma coisa,se vem de OUTRO LADA.
TERRA DOS CACIQUES,embora os índios estejam em extinção.......

Anônimo disse...

Esse dito preparo profissional do anonimo acima, essa tal formação pode até ser adquirida em alguma faculdade de Comunicação, o que acontece é que elas estão longe daqui, faculdades como a Fafic se forma bons profissionais no jornalismo é porque o cara já tinha facilidade no trato com as palavras. Na verdade a prática nos mostra que a maioria daqueles formados por esta Universidade (sic) são incapazes de conceber um simple texto. Fora o corporativismo desta área. Escrever é arte permitida a poucos. Ética e independência se aprende em casa, com os pais e vida em família.