terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Mais uma lição...

Essa semana foi crucial para a discussão acerca das atitudes de governantes em cercear o acesso da sociedade a documentos públicos, que contenham dados fundamentais para a compreensão do processo de tomada de decisão em momentos históricos...

Primeiro, nos EEUU, o Presidente Barak Obama mandou abrir os arquivos da era bush, pai e filho...Antes, essas informações estavam sob controle rígido de suas filhas, conforme já vimos aqui em um post anterior...

Agora, nas terras da rainha, um juiz que trata das petições de acesso a documentos governamentais acaba de ordenar que se divulguem os registros sobre a discussão, no governo de Tony Blair, da legalidade da invasão do Iraque...

Há suspeitas que pressões políticas tenham feito o procurador geral do Reino Unido, Lord Goldsmith, alterar suas "convicções" sobre a campanha militar, diante do embate travado com a ONU...

Em 07 de março de 2003, dias antes da invasão das tropas britânicas, Goldsmith levantara dúvidas sobre aspectos legais...Dez dias depois, como a ONU negou autorizar a invasão, através de uma resolução, Goldsmith mudou subitamente seu parecer, o que sugere ter sucumbido aos "apelos belicosos" do então primeiro ministro Blair, ávido por apoiar a cruzada bushiana...

Enquanto por lá o Estado mostra suas vísceras para fortalecer suas instituições, por aqui no Brasil, até hoje, acreditamos ser possível nos reconciliar com nosso passado varrendo-o para baixo do tapete...
Ainda existem "desaparecidos", cemitérios clandestinos e toda sorte de absurdos escondidos sob o manto da covardia cúmplice, por aqui chamada de "sigilo, ou informação classificada"...

É a informação que garante aos povos a possibilidade de refletir sobre seus erros, e evitar que se repitam...

Um comentário:

Anônimo disse...

God bless America