quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Da série: "remedinhos" da vovó...!

Em todas as épocas, as sociedades determinam quais são as condutas reprováveis ou não...E, em última instância estipulam o que é legal ou ilegal...
Esse é um direito legítimo de cada grupo, muito embora, os valores que orientem essas escolhas nem sempre guardem uma lógica com a defesa dos "interesses e bens jurídicos" que dizem defender...

O caso clássico desse problema, que todas as sociedades enfrentam há tempos, é quais as drogas podem ou não ser consumidas e comercializadas...

Geralmente, esse debate, não está vinculado a questões científicas e pragmáticas, mas sim no caldo de cultura, conceitos e preconceitos que permeiam a relação intersocial...

Recebemos do leitor e colaborador, o professor Gustavo Carvalho de Lemos, um e-mail bem interessante com imagens e textos de medicamentos do século XIX e XX, que contêm substâncias que agora são proscritas, mas já foram largamente consumidas, produzidas e vendidas, e utilizavam como marketing até a figura do Sumo Pontíficie, bem como propagandeavam seus efeitos para a cura e tratamento de crianças...

Veja só que curioso...








Foto acima: Você acha que a nossa vida moderna é confortável? Antigamente para aquietar bebês recém-nascidos não era necessário um grande esforço dos pais, mas sim, ópio.. Esse frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida. "Dose - [Para crianças com] cinco dias, 3 gotas. Duas semanas, 8 gotas. Cinco anos, 25 gotas. Adultos, uma colher cheia."

O produto era muito potente, e continha 46% de álcool.













Foto acima:Estes tabletes de cocaína eram "indispensáveis para cantores, professores e oradores". Eles também aquietavam dor de garganta e davam um efeito "animador" para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance















Foto acima: Vinho de Cocaína.


















Foto Acima: Frasco de Heroína da Bayer(entre 1890 e 1910)vendida como alternativa analgésica não-viciante da morfina.





















Foto acima: O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo. O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani

consigo e premiou seu criador, Angelo Mariani, com uma medalha de ouro.

 

10 comentários:

Maria José disse...

Sim meu querido Xacal, mas os tempos são outros, eu sou do tempo em que se usava lança- perfume nos bailes do antigo Saldanha da Gama em uma brincadeira inocente e não pra cheirar como hoje e ficar doidão.
Tenho 55 anos e sou leitora assídua do seu blog.

Roberto Torres disse...

Nos tempos dos antigos, tudo era inocente. Hoje é que esse povo ta perdido. Gente ta hora de organizar uns bales inocentes como esse de antigamente! Que tal procurar uma galera nos colégios de gente inocente em Campos.

Anônimo disse...

Menos Roberto Torres, menos... Ela só quis dizer que o lança-perfumes tinha uma outra função social...

Xacal disse...

Ué, pelo que entendi, o lança-perfume, como descrito pela comentarista se enquadra no uso recreativo dos entorpecentes...

Ou será que existem diferenças substanciais entre fumar um baseado, cheirar uma "rapa", beber uísque ou cheirar lança-perfume...

Pelo que sei, o que importa é o resultado, ou seja, alterar a percepção da realidade, ou não...?

Anônimo disse...

Xacal, de fato não existe nenhuma diferença entre cheirar lança-perfumes, fumar um baseado ou beber uisque. O que ocorre é que a função inicial do lança-perfumes, era de fato, lançar, perfumes. Claro que logo, logo, percebeu-se que se poderia usar outras substâncias no lugar do perfume e que cheirar poderia dar barato. É como a cola de sapateiro, guardando as proporções. Ela também cola sapatos.

Anônimo disse...

correção: não era necessário trocar a substância. A mesma mistura de éter, cloroformio, cloreto de etila mais essência perfumada, que inicialmente era usada nas brincadeiras dos bailes de carnaval provocando a sensação de gelado na pele, passou a ser inalada e até bebida, sendo proibida na década de 1960, após vários casos de parada cardíaca.

Anônimo disse...

Xacal, não foi isso que eu falei, eu tinha 10 anos e o que fazíamos era jogar um pouco de lança perfume em quem passava, como uma brincadeira.
Mas enfim, deixa pra lá...
Estou muito velha pra ficar aqui discutindo minhas idéias com pessoas mais jovens que pensam tão diferente.

Anônimo disse...

Aqui é Maria José, que comentou acima, acho que o anônimo das 20:29 explicou melhor!

Xacal disse...

Ué, é para todo mundo pensar igual...?

Mas aí o mundo vai ficar meio chato e inputil, vcs não acham...?

Xacal disse...

perdâo: (...)inútil(...)