quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

No reino do garoto mominho tudo é possível...emergência rima com cadência...!

O nosso leitor/colaborador Tramem fez o questionamento, e fiquei a pensar...Bom, se o argumento para adiar o Carnaval eram as cheias, e o período de emergência, e a própria prefeita "decretou" que as cheias e a emergência continuam pelo diário oficial, o que mudou...?
A gravidade dos problemas que impediram os desfiles, ou a necessidade de realizá-los para reaver os acordos políticos com os "representantes das agremiações"...?

Na verdade, argumentos e fatos pouco importam na construção da "realidade imaginária" do séquito da lapa, o bloco dos mil patetas...!
Com certeza apresentarão uma leitura distorcida, que melhor caiba em suas táticas de dominação...

Vamos aos nossos palpites...

O setor de desfiles de Carnaval é bem distinto do "esquema" de shows e trios-elétricos...Esses últimos têm uma estrutura orgânica mais bem definida, e restrita a poucos grupos e interesses particulares, afinal o ramo se divide entre meia dúzia de "empresários"...
Nesse metiêr há aspectos políticos, mas o principal motor dos trios é o dinheiro, portanto, a definição de alocar os recursos para realizar esses eventos obedece a uma lógica antes financeira que eleitoral...Não há comunidades inteiras e seus cabos eleitorais envolvidos...

Logo, assim que assumiu, a prefeita e seus patetas da cultura trataram de "isolar" os carnavalescos de desfile, uma vez que aquele grupo representa interesses muito mais dilúídos e desorganizados, e junto a base eleitoral dos patetas da lapa...
Na impossibilidade de enfrentar a reorganização e "enquadrar" a "goela larga" das agremiações e seus donos, a prefeita tratou, junto com seu marido, de inventar um argumento que sensibilizasse( a palavra certa é chantagem)a população mais pobre a abrir mão de sua única diversão...

Do ponto de vista orçamentário, a expectativa é de decréscimo da arrecadação municipal, com a queda dos reapsses dos royalties...Ora, ora, ora...então teremos, em tese, menos dinheiro disponível em maio do que tivemos esse mês...Ou não...?

Não faltavam recursos para promover os desfiles, faltou coragem para definir critérios e normas para o gasto do dinheiro público...

Então, com o distanciamento oportuno proporcionado pelo adiamento, e a sinalização de que detêm o poder de decidir, a prefeita e seus patetas da cultura, se ocuparão de "ajustar" os carnavalescos e suas demandas a agenda política-eleitoral do séquito da lapa...

O adiamento dos desfiles foi apenas um "freio de arrumação" para mostrar ao setor que há novos donos das chaves do cofre, e que agora é preciso "comer na mão" desses...

Por isso não importa se em maio emergência e escolas de samba desfilarão pela "mesma avenida"...O negócio é "afinar a bateria", criar "alegorias e adereços", "inventar um enredo" para "evoluir" rumo a 2010...

7 comentários:

Anônimo disse...

O carnaval vai ser em estado de emergência já com o novo decreto (36/2009, publicado dia 20 no D.O.) da própria prefeita. Ele tem vigência até 28 de maio.
Êta, confusão!!!!!!!

Anônimo disse...

R$ 2 milhões...na mão de três carnavalescos...centraliza tuuuudo na mão de UM, e tá dominado!

Anônimo disse...

Anônimo das 14.50, confusão é só para aquilo que há explicação.

Tramem disse...

O Governo do Estado vai referendar? O MP não vai questionar?
É preciso:
Roteiro para a decretação de "SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA" ou
"ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA" a ser seguido por municípios atingidos por
desastres que justifiquem esta medida administrativa:
1º) Constatado o desastre, preencher imediatamente o "NOPRED"
(Notificação Preliminar de Desastre) em até 12 horas e, remeter via fax a Defesa
Civil do Estado (Fone: 79 3246-3474);
2º) Preencher o formulário "AVADAN" (Avaliação de Danos), baseado em
VISTORIA TÉCNICA "in loco", a ser realizada e coordenada pela própria COMDEC
(Comissão Municipal de Defesa Civil), com apoio de órgãos ou pessoas
especializadas na avaliação dos danos considerados. Por exemplo, em caso de
ESTIAGEM, solicitar LAUDO da DEAGRO, com valor dos PREJUÍZOS
ECONÔMICOS. O formulário do AVADAM deverá ser acompanhado de CROQUI ou
MAPA da área afetada, preferencialmente em folha A 4, onde deverá ser assinalado
o local exato dos danos sofridos. Se possível, anexar também um levantamento
fotográfico com legenda, reportagens e outros documentos pertinentes que
ilustrem o desastre, tais como laudos técnicos. O prazo para encaminhamento
destes documentos a Defesa Civil do Estado é no máximo até 5 dias após a
ocorrência do desastre;
3º) Decreto de "Situação de Emergência no Município" ou "Estado de
Calamidade Pública" por parte do Prefeito Municipal, com a mesma data de
preenchimento do AVADAN;
4º) Os procedimentos anteriores irão determinar o comparecimento no
município, de uma Equipe de Vistoria da Defesa Civil do Estado para confirmar as
informações fornecidas e colher dados complementares;
5º) A equipe da Defesa Civil do Estado que realizar a vistoria irá elaborar um
"Relatório Técnico de Vistoria", baseado na legislação de Defesa Civil em vigor,
com parecer favorável ou desfavorável a homologação pelo Estado, da situação
que encontrar.
6º) O processo é remetido para análise da Assessoria Jurídica da Casa
Civil;
7º) Estando toda documentação de acordo com a legislação pertinente a
decretação da “Situação de Emergência” ou “Estado de Calamidade Pública”, ela
será encaminhada ao senhor Governador do Estado que fará a homologação ou
não da "Situação de Emergência" ou "Estado de Calamidade Pública", no município
atingido;
8º) O Estado HOMOLOGANDO a “Situação de Emergência” ou o “Estado de
Calamidade Pública”, encaminhará um extrato do processo em questão, composto
pelos principais documentos produzidos, ao Ministério da Integração Nacional,
através da Secretaria Nacional de Defesa Civil, com sede em Brasília (DF). Este
procedimento visa o RECONHECIMENTO da situação por parte da UNIÃO. O
processo pode ou não culminar com a disponibilização de recursos para minimizar
os prejuízos econômicos causados pelo desastre.

Tramem disse...

Concordo com o anônimo das 15:53, mas cadê o MP gente, o Conselho de Cultura não é deliberativo? Tem aprovação e definição de critérios e valores estabelecidos pelo Conselhon de Cultura?
"R$ 2 milhões...na mão de três carnavalescos...centraliza tuuuudo na mão de UM, e tá dominado! "

Vate Füder disse...

Graças a Tramem agora temos conhecimento de todo o processo que "institui" o estado de calamidade pública ou de emergência em um município.
A partir dessa explicação do companheiro Tramem temos a exata noção do golpe que está sendo dado pela prefeitura.
Realmente é uma afronta e, se me3dida alguma for tomada, está bem mais do que claro: vivemos em terra de ninguém, já segmentos que deviam defender os interesses da população, estão amordaçados.

Triste cidade, essa.

Vate Füder disse...

Realmente é uma afronta e, se medida alguma for tomada, está bem mais do que claro: vivemos em terra de ninguém, já que segmentos que deveriam defender os interesses da população, estão amordaçados.


(Republicado por ter saído com incorreção. Depositem a publicação extra na conta do Monitor Campista)