terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Obama, o poder e suas tentações...

Nenhum povo ao redor do mundo estabeleceu um "fetiche" tão grande em relação a presidência de seu país como os estadunidenses...Para o bem ou para o mal...

Ao mesmo tempo, os yankees mantêm o cargo e o exercício da presidência limitado, de forma rigorosa, por uma intrincada rede instittucional que construíram...Paradoxalmente, a presidência é fortemente simbolizada na pessoa do ocupante da Casa Branca, enquanto que o poder executivo se equilibra com as atribuições de outros entes estatais...

Ciente disso, e diante de uma das maiores, senão da maior crise estrutural capitalista da História, o presidente estadunidense enfrenta um dilema chave que se equipara ao peso e importância representados por sua eleição...

Sua atuação definirá o tamanho e o alcance do seu capital político como mandatário-mor da nação mais poderosa do mundo...

A recente ofensiva nos meios de comunicação, que aliás utiliza com maestria, é um sintoma evidente dessa situação...

Ao empenhar sua popularidade conquistada nas urnas, e se dirigir a nação sem a mediação das instâncias políticas, como uma maneira de implementar o plano de recuperação financeira dos EEUU, Barak Obama dá a dimensão da crise, e do risco que corre o seu país e seu mandato...

Em países com pouca tradição republicana, e com instituições mais fracas, esse movimento seria um passo ao caudilhismo...E, tradicionalmente, a imprensa conservadora latinoamericana repudia e denuncia toda e qualquer ação de mandatários nessa direção...Por aqui o limite não é dado pela sociedade, ou pelas instituições estatais de poder, e sim pela própria mídia, que de certa maneira funciona como uma barreira, mas que funciona muito mais para enfraquecer e chantagear o poder da presidência, para então, subjugá-la a interesses restritos de grupos econômicos...

Nos EEUU a mídia tradicional é um dos componentes de controle social do poder presidencial, mas não é o único, como acontece por aqui...!

Talvez por isso, e não pelo contrário, como gosta de se arvorar o baronato da mídia, o poder presidencial nos EEUU tenha tanta relevância para os estadunidenses, e possa ser tão controlado por eles, os eleitores...

Mesmo assim, o tamanho da crise que herdou, o número de demandas e das expectativas em jogo, empurraram Obama para colocar seus votos e a mitologia do seu cargo para "emparedar" parlamentares e lobbistas...
Também como uma reação a tentativa da mídia de enquadrá-lo, nos últimos dias, com denúncias sobre seu primeiro escalão...Uma espécie de: é bom saber que manda...!
O efeito, porém, foi o oposto do esperado, e pode ter contribuído para a sedimentação das bases de um futuro estadista...

No entanto, se "errar a mão", Barak Obama arrisca a se isolar e tornar-se refém do seu próprio "personagem"...O establishmente não tolera por muito tempo ser pressionado de fora para dentro, como tem feito o presidente estadunidense através da imprensa...

Dentre as várias questões jogo, está basicamente como o mundo lidará com o mercado financeiro, que tipo de regras serão impostas, quem pagará a conta e sofrerá as maiores conseqüências, e enfim, uma redefinição do termo globalização...

Aguardemos para ver o que acontece...O resultado interessa a nós e ao resto do mundo...!



 

3 comentários:

Anônimo disse...

sistema bom é o cubano que você gosta, é só fechar os olhos e esperar o pau(você gosta) cantar

Anônimo disse...

Obama não me engana !!!
O presidente é negro mas CASA é branca e segue a política imperialista.

Xacal disse...

não, anônimo, o que eu gosto é ver seu cúbalançando...

será que esses asnos não aprendem...?

quem por aqui fez qualquer crítica ou comparação com esse ou aquele "sistema"...

será que esses asnos lêem, e não decifram o que está escrito...?

será apenas burrice, ou burrice e má-fé...?

são os canalhotas; híbrido de canalhas com idiotas...