quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um bom ensaio para os "canalhotas"...

O corte no repasse das receitas dos royalties, noticiado por vários órgãos de imprensa, e também na blogosfera, nos dá uma boa noção de um cenário futuro, onde o "bolo" estaria dividido com outros muncípior não produtores, que reivindicam uma melhor distribuição das riquezas advindas da extração do petróleo...

A forte retração da demanda por combustíveis fósseis, causada pela estagnação econômica mundial, é um evento transitório, mas a luta política pelo repartimento do dinheiro é perene, e tudo indica, pelo péssimo nível de nossa representação política, acusada de sempre "torrar" esses recursos, que os reclamantes têm boas chances de êxito em seu pleito...

Daí nossa preocupação com as perspectivas que se apresentam...e com um fenômeno estranho que assola a administração pública municipal...O surgimento dos "canalhotas": híbrido de canalhas com idiotas, que têm em sua composição dois ingredientes básicos: burrice e má-fé...

Diariamente, no diário da corte, os "canalhotas" pregam aos quatro ventos que fazem de tudo para cortar despesas de custeio, e plantam no noticiário matéria que tecem loas a economia com água, cafezinho, combustível, energia, etc...

Ora, ora, qualquer gestor público com o mínimo de vergonha na cara sabe que a otimização dos gastos com custeio é desejável em qualquer conjuntura(favorável ou adversa), mas também sabem que "essas economias" representam pouco, ou quase nada em termos fiscais e orçamentários, e a divulgação dessas "boas novas" se dão muito mais pela demanda da agenda política dos chefes do executivo, do que pela sua efetividade em produzir resultados...

Sabemos todos que em tempos de crise econômica, a solicitação por serviços públicos e pela intervenção do Estado nas economias em todos os níveis, aumenta...O que apresenta um paradoxo aos gestores: como aumentar a capacidade de investimento, sem aumentar os gastos...
Não será com tacanhas medidas de "economia doméstica" que alcançarão seus objetivos, muito embora no ambiente "do lar" existam muitas boas lições a serem aprendidas...

O que falta em Campos dos G., e pelo estilo dos atuais governantes, continuará a faltar, é uma política pública tributária e orçamentária digna desse nome, que combine aumentar a base de arrecadação, dentro de critérios justos(quem pode mais, paga mais, e vice-versa), sem oprimir a atividade empresarial, e sem aumentar a privatização de incentivos fiscais, que em última instância, concentra renda mesmo que gere alguns empregos...

No discurso e nas atitudes recentes dos gestores municipais nada nos autoriza a pensar que teremos um futuro promissor no que diz respeito a esses temas...

Lastimável...

2 comentários:

Gustavo Alejandro Oviedo disse...

Podem também baixar uma portaria mandando desligar a luzinha do "Caps Lock" do teclado dos computadores da prefeitura, para poupar energia.

Só um bom corte nas receitas dos royalties irá aprimorar a capacidade administrativa de nossos queridos prefeitos.

Nelson Nahinzinho disse...

Uma Pirueta!! duas piruetas!!!
Bravo! Bravo!
PS : tem motorista comendo SC, se liga que pega mal WC