sexta-feira, 27 de março de 2009

A cidade e suas alternativas...

Não poderia ser diferente...A participação do professor Luciano D'Ângelo no programa Página Aberta, tocada como contraponto aos caolhos da cidade, inclusive com um integrante do governo, o pateta-zumbi, foi uma boa oportunidade para o governo dos mil patetas aprenderem algo...

Originado a partir de uma matéria da lavra da jornalista Auciléia Gama, profissional do monitô-aí, o professor D'Ângelo nos deu uma aula: conceitos e soluções simples são talvez as melhores para a convivência harmoniosa dos cidadãos com sua cidade e com o ambiente...
Nenhuma novidade, nenhuma "fórmula mágica", nenhuma obra faraônica e nem mirabolante...

A repercussão da sua coleção de bicicletas antigas, que seria um mero hobby, ou uma "mania", nos traz a lembrança aquilo te teimamos em esquecer:
Como as cidades estão pequenas para tantos veículos, e como o poder público, por mais que faça, nunca conseguirá "criar" esses espaços, a saída está em retirar carros das ruas...
Mais carros, mais acidentes, mas conflitos e enfim, mais mortes...Isso sem mencionar o aspecto ecológico da questão...

O prefeito de Bogotá, que não me recordo o nome, quando insistentemente questionado sobre seu sucesso em transformar uma cidade conflagrada em um local aprazível para o convívio, respondeu: "querem cidades melhores, criem calçadas"...
Mas como...? Quer dizer que toda a violência, toda a desordem pública pode ser resolvida com passeios públicos...
Claro que não, e na minha rasa opinião, o que o prefeito sinalizava é que o foco dos investimentos públicos devem ser apontados na direção de quem interessa, de fato, ou seja, quem mora nela, pois não há sentido em prédios, viadutos, jardins, praças, vias expressas, se não houver vida...e vida só ha com gente...!

Com o professor D'Ângelo e suas bicicletas Philips, pedalei minha memória e me achei um guri na garupa de seu avô...
Creio ser, também, uma lembrança a cidade da nossa vocação e tradição, que bem podem ser uma alternativa moderna para a organização do trânsito, hoje um dos maiores problemas de cidades médias, como a nossa, e que "torram" boa parte dos orçamentos públicos...

É bom lembrar que a maioria, a enorme maioria dos contribuintes não tem carro...Então como explicar essa equação de prioridades...? 
Ora, porque os meios de comunicação, e agenda política, geralmente, refletem as demandas dos setores médios e da elite como se fossem problemas de todos...

Fica aqui a pergunta:
Quantos reais do orçamento estão destinados a construção, e ou melhoria de acessibildade a passeios públicos, fiscalização e regulamentação de seu uso, e na construção, e ou melhoria das ciclovias...?
Na resposta estará que tipo de cidade legitimaremos para o futuro...

Um bom dever de casa para os mil patetas...

4 comentários:

George Gomes Coutinho disse...

Xacal,

Hà uma dissertação de mestrado na uenf, do pessoal da engenharia, mostrando a inviabilidade da "linda ciclovia" (como já disse um importante potentado local)...

Estudos existem. Basta alguém lê-los.

Em tempo: o correto seria retirar a ciclovia do meio da avenida (onde os ciclistas estão literalmente na mira dos carros) e construir duas pistas, em sentidos opostos e de acordo com as leis de trânsito, onde houvesse a clareza das regras de sua utilização e também a proteção dos ciclistas.

Deveriam ser exclusivas para os ciclistas onde os pedestres teriam sua via própria, o passeio.. Algo que não funciona na atual ciclovia dado que pedestres e ciclistas dividem a mesma e perigosa ciclovia em diversos momentos.

Xacal disse...

Tem figuras...? os patetas da lapa não são muito chegados a leitura...
corre o boato que alguns nem sabem ler direito...!

George Gomes Coutinho disse...

Hã.. bem... o pessoal das engenharias costuma elaborar esquemas gráficos ;)

Vate Füder disse...

hehehehehehehe