quinta-feira, 12 de março de 2009

É hora de agir 2...

Dada a boa repercussão nesse, e em blogs co-irmãos(parece linguagem de bicheiro e patrono de Escola de Samba), continuaremos nossa discussão sobre segurança pública e criminalidade, tema recorrente, ainda mais quando os crimes rondam a parte "chique e civilizada" da cidade...

Não haverá, em nossa rasa opinião, possibilidade de sucesso no combate a criminalidade enquanto nossa estrutura jurídico-policial mantiver sua essência em bases tão desiguais, classistas e excudentes...Isso já falamos nos post anterior e em outros post nesse blog...

Esse seriam os eixos verticais dessa estrutura, mas há eixos horizontais que lhes são perpendiulares e se cruzam...É o controle desse aparato estatal de persecução e punição, que ainda obedecem a lógica dos regimes autoritários...

Enquanto o Poder Judiciário, e as corporações policiais(civil e militar) mantiverem sistemas de controle de caráter interno, nossa sociedade estará sujeita ao arbítrio desmedido dessas instâncias de poder...

O corporativismo é um fenômeno nefasto para o controle constitucional dos poderes, e nossa experiência com os Poderes Executivos, e Legislativos em diversos níveis (federal, estaduais e municipais) tem demonstrado isso, muito embora esses entes estejam, em última instância, submetidos a aprovação ou reprovação popular através do voto...
Esse poderes detêm mandatos limitados pelo tempo, enquanto magistrados e policiais sejam servidores de carreira, portanto, mais protegidos da revogação de seus vínculos funcionais pela sociedade...

A sociedade civil organizada deve debater e formular propostas, bem como pressionar seus parlamentares, no sentido de desenvolver mecanismos externos de controle das suas polícias e dos seus juízes...
Não é possível o Estado Democrático de Direito conviver uma corte suprema alheia a qualquer tipo de censura a seus atos...
Muito menos devemos aceitar que as próprias polícias através de corregedorias internas, e aberrações como a Justiça Militar, continuem a punir desvios de conduta de seus pares... 

São esses os eixos que devem ser alterados pela sociedade, e de forma simultânea, caso contrário, permanecerão ou se aprofundarão as distorções, dentre outras, que nos impedem de termos índices de criminalidade dentro de padrões aceitáveis...

7 comentários:

Anônimo disse...

Isso é culpa do próprio sistema... Não há muito o que falar, pois ninguém nasce mau, ninguém nasce bandido... O meio é quem transforma...

Xacal disse...

De novo esse comentário, amigo, tenha paciência...(e um pouco de criatividade)...

Não há um determinismo ambiental(sistema) que molde as pessoas...
Primeiro há uma dificuldade em definir o que é "sistema"...

Depois, os ramos das ciências biológicas e sociais ainda não definiram o "quantum" da influência externa nos leva a adotar determinados comportamentos, nem a carga biológica que os define...

É um pouco mais complexo do que esse "sentença" que você publicou...

Mesmo assim, obrigado pelo comentário, mesmo que repetido...

Camisinha.com disse...

"...índice de criminalidade dentro de padrões aceitáveis..."

xacal,

será assim, mesmo???

precisamos ir pensando nesta possibilidade??

na possibilidade de nos acostumarmos com as coisas ruins??

o ser humano tem disso,
infelizmente...

:(

Camisinha.com disse...

meio corrompe?

sei não, anônimo!!

a anônima aqui pensa diferente...

Xacal disse...

Caro(a) comentarista camisinha.com,

Extingüir a criminalidade violenta só se acabarmos com a humanidade...!

Se o ser humano fosse bom por natureza, não precisaríamos de Estado, Lei e Polícia...

Gustavo Landim Soffiati disse...

O termo parece coisa de bicheiro, patrono de escola de samba e de radialista também. Ou de comunicador, que é nome usado para radialista no interior (e só no interior). Ou será que quem se forma em Comunicação Social em grandes centros é chamado assim também?
E essa expressão indicativa de falsa modéstia - rasa opinião - é como parcos conhecimentos.
Registro apenas pelo interesse de colecionar termos e expressões em desuso e/ou pedantes e lugares-comuns que, aqui, obviamente,
são usados de forma irônica -o que lhes tira todo o peso nefasto.

Um abraço.

Sérgio Provisano disse...

A violência faz parte da natureza humana, talvez desde a pré-história, portanto, acabar com a violência só quando a raça humana se extinguir.

O que as sociedades ditas modernas podem é estabelecer normas, limites para controlar as massas.

Só que em nossa região, a violência está fugindo à esse controle, tornando o dia-a-dia do cidadão insuportável.

O Estado (e aí falo do estado como um ser abstrato) falha em dar segurança ao cidadão, pois a estrutura da segurança pública é das piores possíveis. Descrevê-las é chover no molhado, já foram descritas em detalhes, milhares de vezes, por ene pessoas.

Concordo com o Gustavo quando se refere às expressões utilizadas pelo Xacal, são frutos de falsa modéstia e eivadas de ironia, o que torna a leitura de seus textos por demais prazeirosa.