sábado, 14 de março de 2009

Fala Luiz Felipe Muniz...

O blogueiro Luiz Felipe Muniz nos fez a gentileza de nos mandar um dos seus artigos...Compartilhemos com vocês, caros leitores...

Leiam aí...

NA PROVÍNCIA DA TRANSPARÊNCIA DOS EGOS, O CAOS!

Luiz Felipe Muniz de Souza

Advogado e Ecologista

lfmunizz@gmail.comhttp://luizfelipemunizdesouza.zip.net/

Campos, 13/03/2009.

 

Muitos de nós questionamos sobre os motivos que impedem a cidade de Campos dos Goytacazes de avançar, verdadeira e consistentemente, na direção de um desenvolvimento mais humano, mais ecológico e mais eticamente sustentável!?

Nos últimos anos temos assistido a tantas coisas escabrosas e a tantos fatos repugnantes no universo político partidário e público, que hoje poderíamos afirmar o predomínio intencional e absoluto de uma fabulosa inversão de valores entre o que é público e aquilo que é privado. Uma constatação que enche de pessimismo os já ultrapessimistas de outrora!  

Alguns poderiam achar, que a era dos senhores de engenho, fez surgir por aqui disparidades tão profundas e viscerais, que até hoje estaríamos todos destinados a uma metamorfose sócio-ambiental impossível, improvável mesmo!

Outros levantariam a tese de que a fartura dos petro-dólares sempre traz consigo os males inevitáveis e incorrigíveis da corrupção, da desgraça, da traição, do horror e das guerras intermináveis, como aquilo que se instalou como um câncer no Oriente Médio, se esquecendo do que aconteceu com os países do Mar do Norte!

Haveria ainda aqueles, que com base na crise financeira atual, afirmariam que o problema está mesmo localizado é na espécie humana! Os seres humanos seriam, por natureza, cruéis, fanáticos por poder, sinistros, infiéis, avarentos, irresponsáveis...quanto mais possuem mais desejam possuir, dominar, enganar, mesmo que isto represente o fim do mundo, a miséria dos demais, o avanço irreversível da insegurança...

Alguns idealistas arriscariam ainda mirabolantes propostas salvacionistas, para os quais o momento atual significaria apenas um prenúncio traumático, porém necessário e higiênico, para que, em breve, tenhamos melhores e promissores tempos!

Na verdade parece que cabem todas as teses possíveis para tentar explicar a nossa perdida Campos dos Goytacazes, mas uma em particular chama a minha atenção: a transparência dos egos!

Isso mesmo! A carga de egos é tão intensa por aqui, que aniquila as ações e tentativas de avanço profissional em boa parte dos segmentos e instituições públicas – governamentais ou não –, basta um breve olhar para a qualidade dos debates políticos e públicos, basta nutrir esta visão com a abundância de colunas sociais junto aos frágeis periódicos municipais, basta perceber o quanto representam as nossas instituições de ensino superior nos destinos desta cidade!

Não fossem os blog’s independentes e a sociedade campista pensante, em sua totalidade, estaria submersa num enorme tonel de banalidades egocêntricas e absolutamente inertes. Mas não bastam os blog’s...as lideranças político partidárias – mais os egocêntricos de carteirinha desta região – conseguiram destruir a capacidade natural da cidadania de pensar e de agir junto, por um futuro comum, com isso, estamos todos fadados ao pior dos mundos!    

Se os agentes públicos que temos, não se intimidam em afirmar publicamente que nada entendem sobre LEIS e DIREITOS nos dias de hoje, em pleno século XXI, então a quem caberia explicar para eles o que fazer com os recursos públicos, em nome das instituições que representam na sociedade, e, sobre as urgências que nos cercam?! Chegamos ao fundo do poço!?

Um comentário:

Raskolnikov disse...

Caro articulista, abstraindo a tendência à melancolia aguçada pela situação de "terra arrasada" que se encontra Campos dos G, o que resta é sempre nossa co-responsabilidade sobre a vigência desse status quo. Essa prevalência de egos vazios e ignorantes, um personalismo de fracos que torna qualquer posição pública a favor ou contra fulano, é só um dos sintomas da precária "organicidade" das instituições e baixo padrão cívico da vida pública na infeliz terra Goytacá. Na própria blogosfera podemos reconhecer tanto a articulaçã de blogs e sites de interesse público e participação cidadã, como também um surto histérico de manifestações egóicas infanto-juvenis. Aposto que o debate consistente sobre os royalties, apesar de algumas implicações apocalípticas que pode estimular, pode inserir um pouco se senso de gravidade e urgência em nossa vida pública. Saravá misifio...