segunda-feira, 16 de março de 2009

Os gritos do silêncio...


Já mencionamos aqui, e boa parte dos analistas internacionais concorda, que as guerras chamadas étnico-religiosas, na verdade, têm fundo econômico...
Os rancores de raça e e de credo, que trazem em si componentes vigorosos de intolerância, apenas dãom aspectos irreversíveis a conflitos motivados pelo interesse de dominação de riquezas naturais e outros tipos de recursos...

No Sudão não é diferente...

Outro mito que a comunidade internacional construiu é o da fome endêmica da África, como forma de aplacar sua consciência pesada, por funcionar como mola propulsora dessas guerras, que existema para alimentar o padrão de consumo das empresas e da sociedade primeiromundista...
É verdade que determinadas regiões enfrentam dificuldades climáticas que tornam a atividade agropecuária mais difícil, mas nunca impossível...
Afinal Israel e Canadá são paíse ricos em meio a paisagens inóspitas, um em pleno deserto e outro com a maioria de seu território tomado por gelo e neve...Nem mencionemos o Japão, uma minúscula ilha, sem recursos naturais, áreas agricultáveis ou grandes fontes energéticas que é um dos países mais ricos do mundo...
Com esse mito da fome africana, os países ricos podem ter sempre à mão um faminto para exercer sua caridade...
O problema é que a comida na África, assolada pelas guerras de expropriação(pilhagem das suas riquezas), a comida é moeda de troca entre governos, grupos armados(os senhores da guerra), e a imensa população carente, e ou refugiada...

Agora, no Sudão, Omar Hassan al Bashir, contra quem pesam acusações de crimes contra a humanidade, e por isso, em seu desfavor vige um mandado de prisão internacional exarado pela Corte Penal Internacional, decretou a saída, no prazo de um ano, de todas as organizações humanitárias internacionais, e que os donativos devem ser distribuídos por entidades governamentais...Uma forma de retaliação...!

A população local, que já conta 200.000 mortos em seis anos de conflitos entre muçulmanos e cristãos pelas jazidas de ouro, petróleo e grandes extensões férteis de terra, está condenada a morrer de fome...

Fonte: El País.

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