segunda-feira, 20 de abril de 2009

Clima de festa, jogo de velório....

No match de ontem, no Estádio Mário Filho, nosso Maracanã, as coisas pareciam estar fora de sintonia...
Enquanto torcedores lotavam as arquibancadas, e as celebridades enfeitavam os camarotes e as câmeras de TV, os times pareciam ausentes em campo...

Nem o lindo balé sincronizado das torcidas pareceu inspirar os atores principais, no que deveria ser um espetáculo de football...

A bem da verdade, o Clube de Regatas Flamengo manteve domínio territorial sobre o Botafogo Futebol e Regatas durante os dois half times...
Mas o scout da partida não apresenta um grande números de finalizações conclusivas para o Flamengo, o que tornou o jogo chato...

No primeiro half-time, embora o team da Gávea mantivesse a seu favor 6 corner kicks contra nenhum dos alvinegros, foram justamente esses últimos que chutaram uma bola na balisa do goalkeeper Bruno, após uma bisonha falha do back do Flamengo, que virou as costas da jogada e deixou a bola ricochetear em sua costas, e cair aos pés do forward do Botafogo...

O segundo half time repetiu o primeiro, onde a pressão flamenguista continuava, porém com pouco efeito...O Botafogo só conseguiu seu primeiro corner kick aos 34 minutos do second half time...
Porém, após um lançamento sobre a grande área, a bola sobrou para o back Emerson, que de forma atabalhoada, atentou contra o próprio patrimônio, e balançou as redes do goal de seu team...Uma mistura de infelicidade e incapacidade técnica...

A impressão que ficou é que, pelo lado flamenguista, seu coach foi deveras cuidadoso para alguém que necessitasse da vitória, e repetiu a linha de três backs, e três centers half, como forma de conter os avanços rápidos dos três tenores botafoguenses: Vítor, Reinaldo e Maicosuel, este vigorosamente anulado pelo center half William...Cuca optou pela tática do congestionamento do setor médio alvinegro para impedir a ligação entre as linhas de defesa e de ataque alvinegras...
A linha de forwards flamenguista é sofrível, e salvo a disposição de cada um, não há diferença quando se substitui um pelo outro...´
Acrescente-se o fato, de que o Flamengo parecia ansioso por ter que conferir ao seu coach, Cuca, um título, mesmo que fosse a Taça Rio...
Talvez por isso, afunilava as jogadas na linha média de ataque, e abria mão do jogo aberto pelos flancos, com suas armas mortais: Léo Moura e Juan...

Já o esquadrão alvinegro dormia sobre os louros da conquista do primeiro turno...Entrou em campo armado pelo seu coach, aliás o ótimo Ney Franco, destinado a explorar a necessidade do adversário em tomar a inciativa, e quem sabe, com sua linha de ataque rápida e talentosa, fechar a fatura em um contra-ataque decisivo...

Assim não foi, e o team de Ney Franco acabou por ceder muito espaço ao adversário, que inclusive, anulou a principal arma do Botafogo: Maicosuel...

Com tudo isso, o Flamengo demonstrou que, apesar de sua incapacidade técnica, pode decidir partidas e títulos com a mística rubronegra...

Outros dois capítulos virão, e quem sabe os ventos da irrevogabilidade das finais tragam o espírito dos deuses do futebol, sempre presentes em memoráveis e derradeiros confrontos...


Dedicado ao Fábio de Siqueira, flamenguista "irrevogável"... 

3 comentários:

Anônimo disse...

O que importa é q fomos CAMPEÕES.

Anônimo disse...

Não posso crer que um ser com um mínimo de senso prático de realidade leve a sério um campeonato deste naipe. Se o Botafogo vence o jogo de ontem estaria realmente ganhando? E a Globo? E a Federação? Máfia Futebol Clube. Faz tempo não perco meu tempo com isso, porém, sua análise foi melhor que os parcos minutos que vi do jogo. Lamentável o futebol "carioca"

Marcio Pereira.

Sérgio Provisano disse...

Para aqueles que possam ter boiado no excelente resumo feito pelo blogueiro sobre a partida entre Flamengo e Botagogo, vai uma tradução singela: O que o Xacal quis dizer foi que o Mengão apesar de ter o domínio territorial da partida, pouco ameaçou o gol do Botafogo e, num lance infeliz do zagueiro do Botafogo, que acabou por fazer um gol contra, o meu Mengão sagrou-se campeão.

E é o que me interessa, o resto, é choro de perdedor.