terça-feira, 21 de abril de 2009

A outra versão dos fatos...

Que o pig rede globo é tendenciosa todos nós sabemos...Que a respeito dos conflitos envolvendo movimentos sociais esses canalhas de coleira extrapolam qualquer referência de bom senso, nós também já sofremos na pele...

A novidade agora é que o mais novo queridinho da globo é o DD, o rasputin de Brasília...

Leia aí o texto enviado pela Professora Norma Dias da Costa, e tire você mesmo suas conclusões...

NOTA

Esclarecimentos sobre acontecimentos no Pará
.

Em relação ao episódio na região de Xinguara e Eldorado de Carajás, no sul do Pará, o MST esclarece que os trabalhadores rurais acampados foram vítimas da violência da segurança da Agropecuária Santa Bárbara. Os sem-terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, que apenas fecharam a PA-150 em protestos pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. Os jornalistas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria, como sustenta a Polícia Militar. Esclarecemos também que:


1- No sábado (18/4) pela manhã, 20 trabalhadores sem-terra entraram na mata para pegar lenha e palha para reforçar os barracos do acampamento em parte da Fazenda Espírito Santo, que estão danificados por conta das chuvas que assolam a região. A fazenda, que pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do Banco Opportunity, está ocupada desde fevereiro, em protesto que denuncia que a área é devoluta. Depois de recolherem os materiais, passou um funcionário da fazenda com um caminhão. Os sem-terra o pararam na entrada da fazenda e falaram que precisavam buscar as palhas. O motorista disse que poderia dar uma carona e mandou a turma subir, se disponibilizando a levar a palha e a lenha até o acampamento.

2- O motorista avisou os seguranças da fazenda, que chegaram quando os trabalhadores rurais estavam carregando o caminhão. Os seguranças chegaram armados e passaram a ameaçar os sem-terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O sem-terra foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas.

3- Os trabalhadores sem-terra que conseguiram fugir voltaram para o acampamento, que tem 120 famílias, sem o companheiro Djalme. Avisaram os companheiros do acampamento, que resolveram ir até o local da guarita dos seguranças para resgatar o trabalhador rural detido. Logo depois, receberam a informação de que o companheiro tinha sido liberado. No período em que ficou detido, os seguranças mostraram uma lista de militantes do MST e mandaram-no indicar onde estavam. Depois, os seguranças mandaram uma ameaça por Djalme: vão matar todas as lideranças do acampamento.

4- Sem a palha e a lenha, os trabalhadores sem-terra precisavam voltar à outra parte da fazenda para pegar os materiais que já estavam separados. Por isso, organizaram uma marcha e voltaram para retirar a palha e lenha, para demonstrar que não iam aceitar as ameaças. Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada dos marchantes, que pediram para eles ficarem à frente para não atrapalhar a marcha. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de “escudo humano”, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma emboscada.

5- Os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento na região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os trabalhadores sem-terra foram recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos sem-terra pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara.

6- Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O sem-terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Ele levou quatro tiros, no estômago, pulmão, intestino e tem uma bala alojada no coração. Depois de atirar contra os sem-terra, os seguranças fizeram três reféns. Foram presos José Leal da Luz, Jerônimo Ribeiro e Índio.

7- Sem ter informações dos três companheiros que estavam sob o poder dos seguranças, os trabalhadores acampados informaram a Polícia Militar. Em torno das 19h30, os acampados fecharam a rodovia PA-150, na frente do acampamento, em protesto pela liberação dos três companheiros que foram feitos reféns. Repetimos: nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, mas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria. Os sem-terra apenas fecharam a rodovia em protesto pela liberação dos três trabalhadores rurais feridos, como sustenta a Polícia Militar.

MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - PARÁ

 
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Igor Felippe Santos
Assessoria de Comunicação do MST
Secretaria Nacional - SP
Tel/fax: (11) 3361-3866
Correio - 
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Página -  www.mst.org.br

5 comentários:

Provisano disse...

Foi um tiroteio atípico, onde só uma das partes atirou, ou seja, a parte dos seguranças armados.

Creio eu que o único ferido da parte dos seguranças, foi vítima de uma bala perdida disparada pelos próprios seguranças.

A reportagem fala que a equipe ficou no meio do fogo cruzado mas, as imagens mostram que a equipe da Rede Globo ficou atrás dos seguranças, que era naquele momento o lugar mais seguro do conflito.

O fato dos integrantes do MST terem depredado o veículo que estava no portão da fazenda, não justificou a reação descabida dos seguranças.

Resta saber agora se a Polícia vai realmente investigar e prender aqueles bandidos travestidos de segurança, sob pena de, se não o fizer, coisas piores poderão ocorrer.

Anônimo disse...

Xacal, digno de um filme, será que é verdade o alegado pelo MST. Vamos esperar o desenrrolar do caso.
Fernando Torres.

Anônimo disse...

Pelo que entendi estão contando os feridos que não conseguiram fugir como refêns, o que é um exageiro.
Porém, desde a primeira reportagem percerbi a má intenção e tendenciosidade das organizações Globo. Vi a reportagem diversas vezes sempre pela Globo News, desde a primeira vez percebi que, como sempre acontece em relação aos sem-terras, se tratava de mais uma tentativa de mostrar o MST como um movimento ilegal e abusivo. Nunca consegui entender o porquê das Organizações Globo odiarem tanto o MST. Todas as vezes que fazem repostagens com o MST existem invencionices, criações de fatos inexistentes, com o fito de justificar a violência sofrida pelos integrantes do MST, entre outras baixarias.
Ressalto que não tenho a intenção de encobrir os muitos calhordas infiltrados no MST, os que nunca tiveram vínculo com trabalho rural, só querem conseguir um pedaço de terra para venderem futuramente.
Nascimento Jr
nascimento.jr@bol.com.br

Anônimo disse...

Xacal tem mais uma , o confrito é no Para que é governado pelo PT, mais um prato cheio para a tv dos marinhos criarem fatos e atos segundo sua otica manipuladora,aliais manipulação que ja conhecemos desde a ditadura. Começou a guerra através da midia manipuladora rumo as eleições de 2010.

Anônimo disse...

não adianta tentar deturpar os fatos. Todos assistimos que os lumpens (travestidos de trabalhadores rurais) é quem atacaram.
Como sempre ocorre com o MST, é a massa de manobra sendo utilizada para fins politicos