quarta-feira, 1 de abril de 2009

Tributo a Lenilson Chaves...1

As arrumações de armários, estantes e gavetas são, freqüentemente, viagens intermináveis pelo passado, às vezes agradéveis, outras nem tanto...O que seria uma simples recolocação de coisas em seus lugares, ou o dispensar de outras torna-se quase um martírio...
Confesso não ser uma pessoa pragmática nessa tarefa, e minha tendência ao saudosismo faz-me empacar naquela edição da revista Bundas, em todos os números velhos da Carta Capital que mantenho desde 1999, os documentos desnecessários que insisto guardar, os livros que ainda não li, etc, etc, etc...

Hoje foi um dia desses...e que grata surpresa ao me deparar com o livro da coletânea de artigos do Lenilson Chaves, com belíssimo prefácio do Ricardo André...

Não me lembro da data de passamento do Lenilson, e acredito piamente que um dia desses, ao andar pelo Boulevard, ali no cafezinho do Ceceu, vou encontrar o botafoguense assuntando temas da nossa política, apostando em alguma coisa, ou tirando uma troça politicamente incorreta de alguém, ou de algo... 

A partir de hoje, publicaremos trechos de cada um dos seus 255 textos publicados em 2006...
Não sem antes publicarmos um pedaço da definição  de "Nilsinho" por Ricardo André, apresentando o autor e sua obra...!

"Prefácio",
por Ricardo André:
(...)
"Além de articulista de aguçado senso de crítica e autocrítica, Lenilson sempre foi um hábil articulador político e um aliancista por vocação e que, pelo menos por duas vezes nestes últimos anos, teve papel destacado na tentativa de salvar Campos do caminho do populismo descarado. Infelilmente ainda não logrou êxito, apesar de obstinada insistência."(...)


"O futuro é agora," 
por Lenilson Chaves:
(...)
"No entanto, considero duas ressalvas imprescindíveis: uma é construir e colocar em prática, um projeto político de médio e longo prazo, de caráter regional que priorize a agricultura, a geração de emprego e um enorme investimento da educação e na cultura; a outra, é que a ética, os acordos, a probidae administrativa e a honestidade não sejam apenas palavras denunciantes mas, uma prática incessante nas ações de cada cidadão, de cada cidadã e, obviamente dos homens e mulheres públicos."

9 comentários:

Anônimo disse...

Sem palavras... a emoção tranca a garganta . Vai ser muito bom esse encontro rotineiro com ele...Tb não lembro a data, faço esse bloqueio com todos os que amo!

Ana Paula Motta disse...

Foi por volta de 21 de abril de 2007, não sei se um dia antes ou depois, era um feriadão.
Lá se vão dois anos.
Outro dia também encontrei esse livro de emprestei para que minha irmã lesse, e lá estava a dedicatória feita durante a Bienal do Livro de 2006.
Ele ainda brincou com uma amiga que era bom não deixarmos de ir pois na próxima poderia já não estar entre nós. Infelizmente ele estava certo.

Gustavo Landim Soffiati disse...

Fiquei feliz por saber que há mais uma pessoa pouco pragmática para arrumações. Também sou assim. E não só empaco em edições de revistas, recortes de jornal etc. etc. Acabo me enrolando ainda porque resolvo fazer uma paradinha para postar algo no blog ou comentar uma postagem de alguém. Até que um dia as coisas se invertem: acabo não postando nada, nem comentando o que outros publicaram porque fico absorvido pelas arrumações...
Boa retrospectiva!

Um abraço.

Anônimo disse...

Carta Capital revistinha vagabunda

Anônimo disse...

Xacal disse...
Caro comentarista das 11:07, 01/04,

Não me culpe por que você apenas considerar discussões importantes aquelas que estiverem revestidas de um "formalismo respeitoso" que você aprendeu e acha apropriado...
Me aponte aí quantos debates "sérios", nos temas de economia, política externa, geração de energia, cultura, etc,etc,etc, que vc já nos ilustrou com seus sãbios comentários...
mas não vale mentir, porque se apresenta como anônimo e não temos como conferir...

Agora, para contrariar sua tese vou lhe dar um exemplo de forma não garante um conteúdo importante:

Meu respeitado missivista, queira permitir-me solicitar que Vossa Senhoria encaminhe seu orifício anal ao encontro de um órgão genital fálico, e possa assim, com movimentos de contrações peristálticas satisfazer seus desejos íntimos...

Viu, eu te mandei tomar no cú, com na maior classe...!

1 de Abril de 2009 11:41

Comeu a isca mané?

Olha o xacal que vcs idolatram!!!

És um desccontrolado emocional que assim que for descoberto terá que arrumar um lugar bem longe daqui para morar.

Raskolnikov disse...

Oh zé mané 16:12: por que você se dá o trabalho de participar de um blog de um "descontrolado emocional"? Já que você além de controlado é tão interessante, que tal fazer um blog para emitir SUAS opiniões originais? Ops, foi mal, esqueci: NINGUÉM SE INTERESSA POR SUA OPINIÃO! Ao contrário de tentar banir o Xacal, que tal se aturar na sua insignificância pelo resto dos tempos?

Ricardo André Vasconcelos disse...

Xacal,
Excelente ideia a publicação de trechos dos artigos de Lenilson Chaves.
Precisamos mostrar que nem tudo está perdido e que nem todos são oportunistas.
Um abraço.

Anônimo disse...

Outro dia encontrei um blog, não me lembro qual, que posta livros de escritores campistas e sentí falta do livro do "Nilcinho"... Que bom que você se lembrou, Xacal!
Abraços

Vate Füder disse...

Saudades de Lenilson. Saudades da época da Fafic (então FFC). Sujeito combativo, bom caráter. Sacaneou a morte até o último instante. Que falta ele faz.