quarta-feira, 22 de abril de 2009

TrOLHa Mural...

Nosso professor Renato Barreto, o eterno líder de Juventude Petista, hoje acadêmico dos mais respeitados nos círculos universitários, além de referência no ensino de História na rede privada, nos envia essa comunicação de boas notícias...

Quer dizer: boas notícias para nós, que acreditamos nesse projeto político, mas uma péssima notíca para as viúvas do FFHCC, do PIG, e dos milicianos da lapa...
 WORLD AFFAIRS
The Crafty Superpower
By turns charming and cagey, cool to America and close to Obama, Lula is building a unique regional giant.
Lula está construindo um gigante regional único, diz 'Newsweek'

Lula já havia aparecido na capa da revista há menos de um mês

O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas. A afirmação é feita em artigo publicado na última edição internacional da revista americana Newsweek.

"Contando com a cobertura da proteção de segurança americana, e um hemisfério sem nenhum inimigo crível, o Brasil tem ficado livre para utilizar sua vasta vantagem econômica de seu tamanho dentro da América do Sul para auxiliar, influenciar ou cooptar vizinhos, ao mesmo tempo conseguindo conter seu rival regional problemático, a Venezuela", afirma o artigo.
Segundo a revista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente".
O artigo foi publicado menos de um mês após Lula ter aparecido na capa da Newsweek, com uma entrevista exclusiva à revista após seu encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca. 
Poderio militar
Newsweek observa em seu último artigo que enquanto outros países emergentes e mesmo os Estados Unidos contam com seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil "expressou suas ambições internacionais sem agitar um sabre". 
A revista observa que quando há algum conflito na região, o Brasil envia "diplomatas e advogados para as zonas quentes ao invés de flotilhas ou tanques". 
O artigo também comenta que o Brasil tem se tornado uma voz mais assertiva para os países emergentes nos temas internacionais, contestando por exemplo os subsídios agrícolas dos países ricos.
"Nenhum governo foi tão determinado como o de Lula em estender o alcance internacional do Brasil. Apesar de ter começado sua carreira política na esquerda, Lula surpreendeu os investidores nacionais e estrangeiros ao preservar as políticas amigáveis ao mercado de Fernando Henrique Cardoso internamente, para a frustração dos militantes de seu Partido dos Trabalhadores. Para a esquerda, ele ofereceu uma política externa vitaminada", diz a Newsweek
Influência americana
A revista diz que os esforços brasileiros advêm da estratégia "não-declarada" de se contrapor à influência dos Estados Unidos e de dissipar as expectativas de que exerça um papel de representante de Washington", mas que nem por isso o país embarcou na "revolução bolivariana".
"Pelo contrário, Lula tem controlado a região ao cooptar os vizinhos com comércio, transformando todo o continente em um mercado cativo para os bens brasileiros", diz o artigo. "No fim das contas, o poder do Brasil vem não de armas, mas de seu imenso estoque de recursos, incluindo petróleo e gás, metais, soja e carne."A 
A revista afirma que isso também tem servido para conter a Venezuela e que a provável aprovação próxima da entrada do país de Hugo Chávez ao Mercosul não é "um endosso aos desejos imperiais de Chávez, mas uma forma de contê-lo por meio das obrigações do bloco comercial, como o respeito à democracia e a proteção à propriedade".
"Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual", conclui a Newsweek
 
Confira a fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090422_pressnewsweek_rw.shtml
O original em inglês: http://www.newsweek.com/id/194604

7 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom, prof. Renato Barreto!
Xacal, lí no ordinário as denúncias feita pelo ex-presidente da fundação Zumbí e ainda não lí nada a respeito nos blogs...

Anônimo disse...

Xacal , mudando de assunto ,uso seu blog para lembrar aos professores Fabio siqueira e Roberto morães que censurar descaradamente comentarios e opiniões de seus leitores e antidemocratico e contrario a tudo que eles pregam como professores e blogueiros. Acho certo a chegagem de todos os comentarios e caso não tenha nada de cebeludo que comprometa ao blog tudo bem libera como voce faz aqui , agora censurar faz com que esses blogs percam a credibilidade junto a massa blogueira que mais do que nunca estão unida em torno de uma terceira via para nossa cidade. Desculpa por usar o seu blog , mas sei que eles sempre estão por aqui , que leiam e não tomem este recado como uma critica mal intencionada mas um recado de pessoas que gostam de blogs e tambem gostam de interagir com os assuntos em pauta. Obrigado Xacal.

Anônimo disse...

Xacal,
please!!!
O Centro de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos de Campos convoca para reunião dia 27 de abril, às 10 horas na ACIC (Edifício Ninho das Águias) para discutir os rumos da CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SEGURANÇA PÚBLICA, que acontecerá nos dias 28 e 29 de maio.
Necessária se faz a presença de quem tem interesse e/ou acumula discussões a respeito de um tema que não pode contar apenas com ações das polícias para solucioná-los, mas também como prevenir a violência!
Abraços,
Norma

Anônimo disse...

SOUBE QUE CASSARAM ROSITA?
VERDADE?

fernando torres disse...

Xacal, acabei de ver na internet, BRIGA NO STF A CORTE MAIOR DO PAÍS.
Fernando Torres.

Ministro Joaquim Barbosa diz que presidente do STF destrói credibilidade da Justiça
22/04/2009 - 20:24 - Agência Brasil

BRASÍLIA - Durante uma discussão na sessão de hoje (22) do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa criticou o presidente do STF, Gilmar Mendes, responsabilizando-o por supostamente contribuir para uma imagem negativa do Poder Judiciário perante a população.
O bate-boca ficou mais ríspido quando Mendes reagiu à discordância de Barbosa com o encaminhamento dado a uma matéria. Os ministros analisavam recursos contra duas leis julgadas inconstitucionais pelo STF. Uma, tratava da criação de um sistema de seguridade do estado do Paraná, e outra, da permanência de processos de autoridades no tribunal, ainda que os réus perdessem cargos políticos.
“Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém”, afirmou Mendes. Barbosa respondeu: “Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a Justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faça o que eu faço”.
O ministro Ayres Britto tentou colocar panos quentes na discussão, ao lembrar que já havia pedido vista da matéria. Mas não conseguiu. Quando Mendes respondeu a Barbosa, dizendo que já estava na rua, ouviu do colega:
“Vossa excelência [Gilmar Mendes] não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso. Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite”.
Após novas trocas de acusações, o Ministro Marco Aurélio sugeriu que a sessão fosse encerrada e foi atendido por Mendes. Em seguida, o presidente do STF e alguns ministros iniciaram uma reunião fechada em seu

Anônimo disse...

Enviado por Juliana Boechat -
22.4.2009
|
19h30m
Na íntegra, o bate-boca entre Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes

Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Joaquim Barbosa bateram-boca hoje à tarde no plenário do tribunal. Eles discutiam sobre uma ação que já haviam sido julgada no Supremo em 2006, que não defenia quem seriam os beneficiados pelo sistema de previdência do Estado do Paraná.

A discussão começou assim:

Gilmar Mendes - O tribunal pode aceitar ou rejeitar, mas não com o argumento de classe. Isso faz parte de impopulismo juficial.

Joaquim Barbosa - Mas a sua tese deveria ter sido exposta em pratos limpos. Nós deveríamos estar discutindo....

GM - Ela foi exposta em pratos limpos. Eu não sonego informação. Vossa Excelência me respeite. Foi apontada em pratos limpos.

JB - Não se discutiu claramente.

GM - Se discutiu claramente e eu trouxe razão. Talvez Vossa Excelência esteja faltando às sessões. [...] Tanto é que Vossa Excelência não tinha votado. Vossa Excelência faltou a sessão.

JB - Eu estava de licença, ministro.

GM - Vossa Excelência falta a sessão e depois vem...

JB - Eu estava de licença. Vossa Excelência não leu aí. Eu estava de licença do tribunal.

Aí a discussão foi encerrada. Foi retomada mais tarde com Mendes, na hora que proclamou o pedido de vista de Carlos Ayres Britto sobre outro caso debatido em plenário. Aí, a sessão esquenta e só é encerrada depois que o ministro Marco Aurélio Mello interfere na discussão.

GM – Portanto, após o voto do relator que rejeitava os embargos, pediu vista o ministro Carlos Britto. Eu só gostaria de lembrar em relação a esses embargos de declaração que esse julgamento iniciou-se em 17/03/2008 e os pressupostos todos foram explicitados, inclusive a fundamentação teórica. Não houve, portanto, sonegação de informação.

JB – Eu não falei em sonegação de informação, ministro Gilmar. O que eu disse: nós discutimos naquele caso anterior sem nos inteirarmos totalmente das conseqüências da decisão, quem seriam os beneficiários. E é um absurdo, eu acho um absurdo.

GM – Quem votou sabia exatamente que se trata de pessoas...

JB – Só que a lei, ela tinha duas categorias.

GM – Se vossa excelência julga por classe, esse é um argumento...

JB – Eu sou atento às conseqüências da minha decisão, das minhas decisões. Só isso.

GM – Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém.

JB – E nem vossa excelência. Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia a rua, ministro Gilmar. Saia a rua, faz o que eu faço.

GM – Eu estou na rua, ministro Joaquim.

JB – Vossa excelência não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso.

Ayres Britto – Ministro Joaquim, vamos ponderar.

JB – Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.

GM – Ministro Joaquim, vossa excelência me respeite.

Marco Aurélio – Presidente, vamos encerrar a sessão?

JB – Digo a mesma coisa.

Marco Aurélio – Eu creio que a discussão está descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo.

JB – Também acho. Falei. Fiz uma intervenção normal, regular. Reação brutal, como sempre, veio de vossa excelência.

GM – Não. Vossa excelência disse que eu faltei aos fatos e não é verdade.

JB – Não disse, não disse isso.

GM – Vossa excelência sabe bem que não se faz aqui nenhum relatório distorcido.

JB – Não disse. O áudio está aí. Eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as consequências da decisão e vossa excelência veio com a sua tradicional gentileza e lhaneza.

GM – Aaaaah, é Vossa Excelência que dá lição de lhaneza ao Tribunal. Está encerrada a sessão.

Anônimo disse...

Tendo como base o cometário do anônimo(22 de Abril de 2009 14:58);gostaria de dizer que cansei de enviar textos para o blog do Fábio Siqueira(ele não publica). Argumenta que não dá vez aos anônimos. Porém, quando é elogio, aceita, mesmo sendo anônimo.

Ainda bem que apareceu outro anônimo para expor essa fato.

Quanto à pergunta "SOUBE QUE CASSARAM ROSITA? VERDADE?" feita pelo anônimo(22 de Abril de 2009 17:30), gostaria de dizer-lembrando Kid Abelha - amanhã é 23, dia de São Jorge(Mautner, Aragão, Vercilo, Benjor); dia de espantar o dragão.