quinta-feira, 9 de abril de 2009

Última fronteira...


É assim que o jornalista do El País, David Alandete, chama a TV, em ótimo texto, publicado hoje...

Trata da resistência desse veículo frente a 20 anos de expansão, e incorporação de outras mídias pela Grande Rede...

Um dos motivos apontados pelo jornalista é que o espectador de TV é totalmente passivo, e a encara como puro entretenimento, enquanto os internautas desenvolvem uma relação interativa com a Rede, de acordo com especialistas citados na matéria, como Fernando Casalegno, do Laboratório de Experiências Móveis do (MIT, Massachusetts Insitute of Technology...

Ainda que a internet tenha influenciado a forma de ver TV, e o espectador, hoje, queira total controle sobre a programação, e deseje formatar sua grade própria de conteúdo, a Grande Rede não conseguiu impor sua linguagem a TV...

As tentativas de acesso a internet pela TV, com aparelhos para conexão, utilizados em transmissões digitais e à cabo, ainda não decolaram...

Ao contrário, as grandes sensações da rede, YouTube e o Hulu repercutem a TV, e suas séries, telejornais, etc...Como se a TV estivesse, aos poucos, invadindo a rede...

O Hulu, por exemplo é uma das grandes novidades no ramo de transferência de conteúdo, pois disponibiliza seriados inteiros como Os Simpsons, House, etc, etc, de forma legalizada e gratuita, e se financia com a divulgação de publicidade...São 40.000 episódios disponíveis, e o sítio teve crescimento de 33%, e ultrapassou 308 milhões de acessos...
Nada comparável ao You Tube, com 5 bilhões de acessos, mas que experimentou 12% de reatração nos acessos, o que poderia sugerir um desgaste ou cansaço dessa fórmula de exibição...

Outra novidade, que confirma essa tendência(de que os espectadores de TV querem "ferramentas" para controlarem o que vêem), é o TiVo, um aparelhinho que permite múltiplas formas de gravação da programação da TV, com um disco rígido de 500 gigas e com capacidade de 600 horas de gravação de vídeo...Criado em 1999 nos EEUU, possibilita  que se grave dois programas ao mesmo tempo, bem como vários programas durante o dia, selecionados pelo título, diretor, atores, e todas as informações-chave fornecidas pelas emissoras diferentes...
Pode-se gravar, por exemplo, todos os capítulos de uma série, e depois exibir-los juntos...

Em janeiro, por exemplo, 60% dos espectadores de séries como Lost, ou 24h, viram seus programas em horários distintos dos que foram exibidos originalmente...

O serviço, mensalidade de 13 dólares mensais, só está disponível nos EEUU, Austrália, Taiwan, Canadá e México... 

Por enquanto, a rede parece apenas se restringe a moldar hábitos de consumo da programação de TV, sem, no entanto, tocar na essência do que ela oferece...

Fonte: El País.
Ilustração: Luis F.Sanz

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