quinta-feira, 28 de maio de 2009

Conferência Municipal de Segurança Pública: Ecos e impressões...

Quem fosse hoje ao auditório Cristina Bastos, no IFF/Campus-Centro, teria a impressão de que a sociedade campista está mobilizada em participar desse inédito, e relevante episódio da história política e da gestão pública do Estado em nosso país...

Afinal, após anos onde a mobilização popular foi brutalmente reprimida pelo aparato policialesco do Estado, com total ausência de debate democrático durante os anos de chumbo, não é pouca coisa termos a possibilidade de instaurar uma discussão nacional, ampla a capilarizada sobre Segurança Pública...

O auditório estava repleto, e isso é em si um bom sinal...Mas não é só isso...

O problema é a inabilidade, e ou incapacidade do governo dos mil patetas em participar de qualquer instância de disputa política, sem querer "aparelhá-la", ou em outras palavras, tomar para si a primazia da direção dos rumos de movimentos que deveriam ser autônomos, porém não impermeáveis, a ação dos governos...

Fica no ar a dúvida de que o público é "claque de encomenda", recrutada entre DAS, e outras modalidades de servidores, e colaboradores de coleira...

O emblema dessa política de "correia de transmissão", que sufoca, ou coopta os movimentos sociais, teve um raro momento de desnudamento na abertura da Conferência...

O representante da comunidade, chamado ao púlpito para inaugurar os trabalhos, recusou-se a ler um discurso pronto e que lhe seria empurrado goela abaixo pelo coordenador muncipal de segurança, pascoutto, o guarda-costas da madame...

Constrangimento geral, e risos amarelos na mesa do evento, quando ficou clara a relação espúria que o governo dos mil patetas mantém com os movimentos sociais...

Repetimos aqui: Não há problemas na tentativa dos governos em influenciar as linhas de uma Conferência que, em última instância, definirá políticas que serão incorporadas e praticadas pelos Municípios, Estados e União...O problema é quando governos como os mil patetas tentam fazer das suas "verdades" razões de Estado...

Enfim, é por essa e outras razões, que tudo o que fazem é encarado sob o signo da ilegitimidade e da falta de credibilidade...


3 comentários:

Anônimo disse...

Garanto que a gentalha(a "claque de encomenda" foi na intenção de comer croquetes!

Anônimo disse...

Vocês viram que forneceu os croquetes???

Anônimo disse...

Quem forneceu foi o irmão do primo.