quinta-feira, 28 de maio de 2009

Educação e violência...

A desagregação do processo educacional público brasileiro, que se expressa através de todos os males que já conhecemos: professores mal-pagos e desmotivados(que são aspectos distintos de um mesmo tema); falta de estrutura materail, defasagem e insufuciência curricular, etc, etc...tornou a Escola Pública brasileira um alvo fácil de escalada de criminalidade violenta, e outros distúrbios comportamentais associados a vida em grupo...

A banalização da violência repercute de forma perversa no microuniverso frágil das comunidades escolares, onde há um dilema, aparentemente insolúvel, representado pela necessidade de incluir aqueles que já são excluídos, simplesmente e inicialmente, pelo fato de estarem sentados ali, em um bacno de Escola Pública...

Nesse microcosmo que tende "naturalmente ao caos", a entrada de ingredientes de brutalização e opressão das relações institucionais e interpessoais, transforma Escolas em "barris de pólvora, ou bombas-relógio"...

Esse não é um fenômeno brasileiro, nem adistrito aos países em desenvolvimento, como gostam de crer os que associam carência ecômica como causa única da infração a Lei...

Os jornais franceses Liberation a Le Figaro anunciam hoje que o governo francês, do presidente Sarkozy, baixou normas que endurecerão a repressão dentro das escolas, bem como autorizará aos diretores e gestores das escolas a adotarem, caso a caso, medidas de prevenção, como portais detectores de metais, revistas em mochilas, conforme o índice de incidência verificado em relatórios perenes...

Na outra ponta, o governo oferece também um agravamento das penas dos crimes (antes eram considerados infrações, como as nossa contravenções penais), praticados por estudantes em ambiente escolar, ou em seus arredores, contra servidores ou estudantes...

Pode-se questionar a natureza e o alcance das medidas, mas todos nós parecemos concordar que, tanto lá, como por aqui, medidas urgentes são necessárias, para que o Estado recupere esse espaço...

O desafio, da sociedade francesa, como qualquer outra que viva sob o regime democrático de Estado de Direito, é equilirar tais medidas com uma prevenção que atinja não só os fatos violentos, mas as motivações que os antecedem, bem como, evitar que tais "regimes duros" sirvam para aumentar estigmas e exclusões com viés classista...

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