domingo, 17 de maio de 2009

A folha da luz vermelha 2...

Para encerrar essa pequena série de análises sobre a prostituição e a rede legal e ilegal de negócios que se estabelece nos arredores do trabalho de prestação de serviços sexuais, e como essas redee, às vezes, entrelaçam práticas ilícitas com as atividades tidas como lícitas, reproduzimos um trecho do jornal El País sobre o flagelo da exploração sexual no país, mercado de escravas brancas, extorsão e tráfico de drogas, que assola a Espanha...

Mais uma vez ressaltamos: Nada temos contra as prostitutas, e defendemos que o Estado incorpore e reconheça essa profissão, garantindo seguridade social, prevenção de doenças laborais(nesse caso, doença sexualmente transmissíveis), política de prevenção ao uso e abuso de drogas, etc, etc...

Apenas dessa forma, como fazem países onde a hipocrisia foi abandonada, em nome de uma rede de proteção social, que via de regra, se não previne a atividade, ao menos lhe confere dignidade possível, o Estado poderá deixar de gastar bilhões de reais no combate aos crimes relacionados a essa atividade econômica...

Por aqui, o jornal associados a tudo que há de conservador e moralista, pratica em seus "cômodos dos fundos"(seção de classificados), uma associação a essa rede de exploração do trabalho sexual, quando publica anúncio de "agências" de acompanhantes, na verdade, uma fachada cínica para aliciamento e exploração da prostituição...

Leia o trecho do jornal espanhol, e tire você mesmo suas conclusões acerca das "agências" que publicam anúncios em um jornal "sério" de nossa cidade...

Por aqui, as ondas migratórias se servem de mulheres do sul do Espírito Santo, atraídas pela riqueza dos royalties, e pela existência de uma clientela que vive a gastar com a compra de serviços sexuais os recursos desviados do Erário...

"Prometo pagar la suma de 40.000 dólares. Declaro que no infringiré las normas y que no diré nada a la policía. Si rompo las reglas, mi madame tiene derecho a matarnos a mí y a mi familia en Nigeria. Mi vida vale lo mismo que la cantidad que debo a mi madame. Declaro que me han explicado este acuerdo en mi dialecto y que será destruido cuando el pago total sea abonado".

    Redada en un prostíbulo
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    Redada en un prostíbulo de Mataró.- CARLES RIBAS

    La noticia en otros webs

    "A veces, parientes y novios participan en la venta de la chica", dice una víctima

    Las sentencias recogen palizas, cortes, violaciones, castigos y encierros

    La demanda ha aumentado y ha hecho del negocio una mina de oro

    "Tengo tres kilitos de carne", dice un proveedor en una escucha telefónica

    Los archivos policiales guardan multitud de contratos como éste. Un papel escrito en un inglés macarrónico, con letras mayúsculas y espacios en blanco para que una mujer escriba su nombre y ponga su vida a disposición de la red que la ha traído a España desde Nigeria. Se convierte en su esclava durante el tiempo que tarde en pagar los 40.000 dólares que le cobran por el viaje. Esto supondrá una unión inquebrantable con los traficantes durante al menos cinco años.

    Um comentário:

    ALLINE disse...

    XACAL,
    O terceiro sexo também,se aproveita dos ROYALTs.
    E COMO............