quinta-feira, 28 de maio de 2009

O IFF entre folhas de embrulhar peixe podre e assessorias que imprensam......

Dessa pseudo-celeuma provocada pelos interesses escusos de um grupo econômico que vende folhas para embrulhar peixes podres, e pelo seu desespero em encarar o real tamanho de sua irrelavância e incapacidade em auferir credibilidade as tentativas de posar como porta-voz de oposição das forças políticas que, hoje, dominam a cidade, ficaram algumas lições...

Já sabemos o quanto é pernicioso para a Democracia quando jornais assumem uma postura parecida com a da folha de embrulhar peixe podre no episódio...

O episódio serviu para colorir em tintas dramáticas, o que já sabíamos: a folha de embrulhar peixe podre é um veneno para a liberdade de expressão...

Bom, esse fato não elide certas críticas ao grupo que hoje administra com maestria os destinos de transformação do CEFET em IFF, e da conseqüente ampliação da estrutura em níveis jamais sonhados por essa região, como resultado da política do Governo Lula para o setor...

Sabemos todos, e os gestores do IFF também, que anos de exposição da administração e das suas injunções políticas inerentes a esse processo, desgastam as relações de grupo, e fazem surgir arestas afiadas nas relações institucionais e pessoais...

Na verdade, em parte, a incapacidade de certos integrantes desse grupo, em enxergar a relevância de seu papel, tanto para a comunidade interna, mas principalmente para a sociedade em geral, cliente e admiradora da excelência do Instituto, fez com que aprofundasse ao longo do tempo um autocentrismo impremeável, que de certa forma, os protegeu e consolidou as bases de projetos bem sucedidos, mas que agora, mostram-se ineficazes e incapazes de atender as demandas políticas que o IFF terá que enfrentar, como acontece com outras instituições, cujos processos políticos e administrativos são, felizmente, alvo da atenção a apropriação de toda a comunidade onde se encontram...

Ironicamente, os iffianos são acusados de praticar algo que lhes é estranho, ou seja, eles sabem pouco como fazer política para a comunidade externa, e seria ótimo que o fizessem, pela experiência altamente positiva em gestão e Democracia que construíram...

Com certeza, essa cidade estaria bem melhor se boa parte dos iffianos figurassem como quadros políticos e de gestão desse município encravado na lama...

É podre e ruim o "peixe" embrulhado pela folha, porque tenta desqualficar os iffianos pelo que eles poderiam ter de melhor: servir a cidade com sua vivência no IFF...

Esse não é o desafio pretendido por todos que fazem Educação de boa-fé...? Integrar escola X comunidade...? Essa integração pressupõe intervenção, e isso significa disputar poder com vários atores...

Um dos aspectos dessa "insegurança" dos iifianos em descobrir o tom certo, na defesa de seus postulados e posições, tanto enquanto grupo, tanto quanto representantes formais da instituição foi a relação dúbia com a mídia virtual, que se não ousaremos chamar de leviana(esse não é o tom), podemos sim denominá-la de vacilante e quem sabe, se adotarmos mais rigor na análise: covarde...

É certo que a "novidade" representada pelos blogs, que tem, por coincidência em um dos envolvidos, o professor Roberto Moraes, um de seus expoentes dessa forma de comunicação, assusta e repele as assessorias de imprensa "viciadas" em repercutir suas demandas em meios tradicionais...

Mas não queremos crer que tal postura nos revele uma prática oportunista, quando essas mesmas assessorias querem utilizar a velocidade, capilaridade e interatividade proporcionada pela blogosfera para algunas temas, como a divulgação das ótimas ações do IFF, e pretenda isolar esses mesmos blogs do debate institucional, como se pretendessem "dar conta" de seus laços, ou pretensões empregatícias junto aos donos da mídia local...

Pode ser também uma tentativa corporativista e de auto-preservação da sua legitimidade e relevância frente a um ambiente(a blogosfera e a internet) ao qual, em Campos dos G., estão à margem e patinam em projetos infrutíferos...

Quem sabe seja tudo isso, e mais um pouco...?

Mas dessa confusão, ficou a impressão que o excesso de cuidado e zelo com a "imagem" da Professora Cibele, o que é louvável, a deixou encastelada na cidadela da falta de autoridade e autonomia para impor sua direção no processo...

Lembremo-nos sempre...mídia=meio...e não fim em si mesma...

Não pode o IFF ficar aprisionado entre o "apetite golpista e econômico" dos folhas, e da incompetência de sua assessoria que imprensa...!

9 comentários:

Anônimo disse...

Infelizmente, o IFF hoje vive uma briga política.

Tudo andava muito bem obrigado até que um jovem ganancioso pelo poder, resolveu achar uma brecha na administraçao que ele mesmo participava, para usar como bandera de sua candidatura.
Como professor, isto me deixa triste pois o clima dentro da instituiçao é de guerra e lados políticos.

Bem, o jovem quer ser diretor e provavelmente sera. Só nao precisava expor o IFF a este ponto para alcançar tao cargo.... triste, feio e desnecessário este vício pelo poder a qqr custo.

abraços

Gustavo Landim Soffiati disse...

Essa coisa de cliente não ficou bem. Penso que não devemos aplicar tal termo, usado para tratar de relações econômicas (em sentido estrito) ao mundo da educação (mesmo que à "técnica").

Um abraço,

Gustavo,

Luiz Felipe Muniz disse...

"Não pode o IFF ficar aprisionado entre o "apetite golpista e econômico" dos folhas, e da incompetência de sua assessoria que imprensa...!"

É verdade, não pode!

Mas talvez seja a única saída diante da inovação revolucionária e este cenário maculado por práticas de extremos egocêntricos de visões pseudo-democraticas.

Não podemos permitir mais correr o risco de não cumprir os fundamentos e os ritos de uma real democracia, para consolidar conquistas de tamanha magnitude, em nome de fatos e falácias sempre muito corriqueiras em terras goitacá - democratismo, platéias acéfalas, colunas sociais e egocêntricos de carteirinha!

Por aqui, Xacal, o quase impossível é constituir equipes competentes para dar conta de projetos promissores sem o viés inferno-caótico do partidarismo político-provinciano, do amadorismo latente ou do individualismo repugnante; coisas desta planície!

O desafio é enorme para as lideranças atuais do IFF, não nos iludamos!

O que de fato teremos por lá? Mais um covil? Pois eu digo que precisamos confiar sim nestes poucos desbravadores em nome da história que já possuem e em respeito ao tamanho do desafio ora imposto!

Seria possível imaginar que por lá possa germinar uma estrutura mais afinada com os valores que as comunidades mais avançadas buscam urgentemente para os tempos críticos atuais?! Acho que sim! O IFF tem tudo para se tornar um marco revolucionário em toda região norte-noroeste-fluminense. Mas também acho que tudo pode ruir por água abaixo se não zelarmos por este novo espaço público.

Em Campos nada é fácil, nem mesmo o respeito aos que lutam pela inovação em terras de medíocres!

Até mesmo os novos arautos devem afinar o tom de suas falas e opiniões, pois tudo por lá é novo para nós, e, diante do novo nada mais construtivo do que a humilde presença dos que querem muito fazer e ajudar, e, que sabem ouvir primeiro para um agir eficaz no futuro.

A pele é de ovo, caros amigos e amigas, e há muitos interesses em jogo, da mesma forma que muitos se encontram no limite...portanto, sem essa de democratismo quando o que está em jogo é um projeto de redenção regional!!

Sigam em frente - professora Cibele e equipe - e contem conosco, pois estamos atentos!

Anônimo disse...

Jovem ganancioso pelo poder?

Deixa eu ver se entendi..
Nelson Baguera não é tão jovem assim, mas que ele é interessado pelo ele é sim...

Xacal disse...

Luiz Felipe,

o último exemplo de vanguarda revolucionária ruiu há uns 20 anos, e debaixo dos escombros fediam os cadáveres insepultos dos que foram massacrados pelo burocratismo e pelos aparatos de repressão, que em última instância, sufocaram por dentro a grande novidade que criaram em 1917...

minha confiança, e veja que nem pretendo entrar em um debate cuja realidade e vivência me escapam, se baseia em laços históricos de solidariedade política a um projeto maior, que também é maior que o IFF, muito embora reconheça no IFF uma peça importante desse processo...

veja que minha crítica é sobre a inoperância e covardia da assessoria de imprensa, que no fim das contas, obedece mais as suas "identidades" de classe do que as tarefas relacionadas a comunicação social submetida pela direção a qual serve...

é a tal busca da "imparcialidade"...outro nome que usamos para hipocrisia...

quanto a disputa do IFF, creio que ela acontecerá, a seu tempo, com as cicatrizes e aprendizados necessários...

Anônimo disse...

Seria a Professora Cibela, uma reitora marionete, manipulada , como diz a folha de embrulhar peixe estragado, pelo Garotinho do IFF, Roberto Moraes.
Como terminará este dramalhão mexicano, que estevee silencioso até o blog URGENTE, publicar as primeiras postagens?
Por que será que R.M., tem se justificado tanto em seu blog?
Ah, como são maravilhosas, estas brigas políticas!
Entre mortos e feridos todos se salvam, e a gente diz oque quer nos blogs.(OU melhor no blog)

Anônimo disse...

A folha é o "hifem" (já está em desuso e alguns teimam em usar!)
Viva O IFF!

Anônimo disse...

Xacal, sou sua fã pela coerência e análise da situação extra muro do IFF.
Você nem imagina o que acontece atrás dos bastidores. Ouça os dois lados. Nunca mais o IFF será o mesmo. Tenho dito.Obrigada. Professora se aposentando dentro em breve.

Anônimo disse...

Assessoria de Imprensa no IFF?
Fecha a cortina.