terça-feira, 26 de maio de 2009

O oportunismo sionista...

Todos sabemos que a primeira vítima em conflitos armados é a verdade...
No entanto, essa assertiva estava sempre mais vinculada às notícias da cobertura das animosidades armadas em si, onde o jornalismo, em boa parte, se unia ao esforço de guerra, e cedia as necessidades de propaganda para manter alto o moral do país de origem...

Há exceções nestes casos, onde uma cobertura mais próxima da isenção sempre era associada a alguma espécie de "traição"...

No mundo atual, boa parte desse esforço se deslocou para a criação de "justificativas" que permitam as agressões bélicas...Assim, temos o jornalismo internacional, em sua maior parte, agregado como ponta de lança dos interesses diplomáticos e geopolíticos...

Nesse contexto, o governo israelense, estrategicamente, "vazou" para a imprensa, um documento elaborado no Ministério do Exterior, onde o gabinete israelense relaciona a Venezuela e a Bolívia como fornecedores de material radioativo, urânio, que seria processado na produção de armamento nuclear no seu arqui-inimigo, o Irã, muito embora, o regime teocrático dos aiatolás tenha desemntido por várias vezes essa motivação, e afirme, peremptoriamente, que a destinação de suas pesquisas são pacíficas....

A que serve essa nova tese da paranóia oportunista dos sionistas...?

De acordo com os analistas da Aljazeera Magazine, em sua página eletrônica de hoje, os israelenses tentam direcionar a administração Barak Obama, e reafirmar os laços de solidariedade incondicional dos estadunidenses com a causa sionista, abalados pelas declarações do Democrata que sinaliza em uma distensão lente e gradual com o governo de Teerã...

Sabedores das dificuldades da Casa Branca com os países latinoamericanos, Tel Aviv tentar reestabelecer a doutrina do eixo do mal, para fortalecer sua política belicosa e expansionista... 

Desta feita, como no caso das armas químicas do Iraque, e de tantas outras "versões" construídas como fatos consumados, Israel alimenta a direita conservadora estadunidense na tentativa de encurralar a administração de Obama, atando-a aos princípios fracassados, e derrotados pelas urnas do "war on terrorism", e a tese dos "inimigos naturais"....
De quebra, funciona como troco de Tel Aviv pela expulsão dos embaixadores israelenses pelos presidentes Hugo Chávez, e Evo Morales, quando o país sionista invadiu a Faixa de Gaza...

Resta sabermos se os Democratas morderão a isca...Tomara que não...

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