quinta-feira, 28 de maio de 2009

Obrigado, Walnize...

Eis que nos honra a atenção e carinho dispensados pela poetisa e escritora, cuja a arte de lapidar palavras está impresso no DNA...

Salve Walnize, que justifica a descendência do nosso saudoso Waldir de Carvalho...

Leiam o comentário enviado ao nosso correio eletrônico, sobre o post da Elis...

Elis
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Walnize Carvalho

 para mim
mostrar detalhes 15:42 (8 horas atrás)
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Caro Xacal,
Seu post sobre Elis, antecipado de puro conhecimento e entendimento
sobre mitos,calou-me bem fundo.
Fui buscar este poema dito por ela em sua última apresentação em
público ( show "Trem Azul" - outubro/81). É de autoria de Fernando
Faro: "Agora o braço não é mais o braço erguido num grito de gol.
Agora o braço é uma linha, um traço, um rastro espelhado e brilhante.
E todas as figuras são assim: desenhos de luz, agrupamentos de pontos,
de partículas, um quadro de impulsos, um processamento de sinais. E
assim - dizem -
recontam a vida. Agora retiram de mim a cobertura de carncarne,
escorrem todo o sangue, afinam os ossos em fios luminosos e aí, estou,
pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecida comigo. Um rascunho.
Uma forma luminosa feita de luz e sombra. Como uma estrela. Agora eu
sou uma estrela."

2 comentários:

Anônimo disse...

Atrás da porta
Francis Hime - Chico Buarque

Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito *
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho

Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua...

(Nos teus pelos)* (verso original vetado pela censura)


A música acima tem uma história comovente. Quando Elis Regina a conheceu, a melodia de Francis Hime tinha apenas a primeira parte da letra de Chico Buarque.
Elis e o maestro César Camargo Mariano ficaram impressionados com a beleza da música. A gravação dela foi marcada para dentro de três(03) dias. Enquanto isso, Chico Buarque teria que terminar a letra(a segunda parte).
À noite, separada de Ronaldo Bôscoli, deprimida, Elis resolveu fazer uma sessão de cinema, convidando alguns amigos, entre eles César.
Mal o filme começou, César recebeu um bilhete de Elis, foi ao banheiro ler e se espantou: era um torpedo amoroso.
Perturbado, César leu e releu; acreditou e sumiu: completamente fascinado por Elis, era tudo o que secretamente desejava. E temia. Então sumiu.
Não foi encontrado nos dois dias seguintes em lugar nenhum, os amigos se preocuparam. Mas no dia e hora da gravação, duas da tarde, César estava no estúdio. Elis sorriu sedutora. César dispensou os músicos, pediu para colocarem o piano no meio do estúdio, baixarem as luzes e deixarem só ele e Elis para a gravação.
Extravasando seus sentimentos, misturando as dores da separação(Bôscoli) com as esperanças de um novo amor(César), Elis cantou, mesmo sem a segunda parte da letra, com extraordinária emoção, com a voz tremendo e intensa musicalidade.
Na técnica, quando ela terminou, estavam todos mudos. Elis chorava abraçada por César. Juntos, foram levar a fita da gravação para Chico, que ouviu, chorou e terminou a letra ali mesmo, no ato.

Flávia disse...

Essa música é simplesmente uma facada no peito...lindíssima e de arrasar qualquer coração mortal que já sofreu por amor!!Grande Elis!!!!!