quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sem saída...

As notícias de que o napoleão da lapa busca o PR, Partido da República, legenda do vice-presidente José de Alencar, para lançar a sua candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro, deve ser observada para além das aparências...

A despeito da estranha arrumação política, que ocorre na maioria dos partidos brasileiros, onde é possível acomodações regionais e locais que se oponham as supostas orientações nacionais dessa agremiações, o desfecho dessa história traz um componente a mais para a análise...

Embora seus correligionários, os patetas da lapa, teimem em apresentar essa etapa como um recomeço, preferimos entendê-la como o epílogo de uma carreira política que agoniza qualitativamente...

Desnecessário dizer que o napoleão da lapa ainda conta com algum capital político-eleitoral, e não poderia ser diferente, após oito anos a frente do Estado que não é o mais rico, mas com certeza reverbera em acordes amplificados os tons da política e da cultura nacionais...

Mas a sua dificuldade em encontrar um destino para seu projeto de poder, e sua biografia política que nos mostra uma troca intensa de partidos(PT/PDT/PSB/PMDB e agora, possivelmente, o PR)dão a dimensão de que o modus operandi utilizado apresenta sinais de desgaste...

Ora, a conquista do controle da prefeitura de sua terra natal, apenas se deu após duas(ou três...?)tentativas, e diga-se de passagem, sem a presença do napoleão da lapa como símbolo da campanha...Muito pelo contrário, sua figura foi escondida a sete chaves para driblar um rejeição gigantesca...
Somado a isso, o fato de que o cacife eleitoral do grupo que chefia ter definhado ao longo dos anos, quando na aurora de seu surgimento, foi capaz o napoleão da lapa de ungir seus sucessores com mais de 70% de votos(como Sérgio Mendes e Arnaldo Vianna)...
Na câmara dos vereadores, os votos captados aos candidatos da sua coligação não foram suficientes para construir a maioria da governabilidade, o que os empurrou a um acordo, no mínimo heterodoxo, com as forças que tanto criticou: Os vereadores do telhado de vidro...

O ensaio de tucanização do napoleão da lapa, o projeto garozito, fez água, na medida que o próprio zé serra, candidato para quem se oferecia como alternativa de um palanque de forte base popular, o preteriu em nome da grife neoudenista gabeira, mais próximo as tradições conservadoras dos demo-tucanos nesse Estado...

A análise de césar maluco maia, publicada em seu blog e repercutida em vários veículos pode estar errada em algumas nuances numéricas ou de perspectiva, mas deixa claro um argumento forte: No Rio, o jogo está embolado, não pelo crescimento ou vigor dos candidatos, e sim pelas suas fragilidades e inviabilidades...

Dentre os pretendentes, talvez, Lindberg seja o único que tenha espaço para crescer, tanto por suas qualidades pessoais, tanto pelo momento que o Rio vive...
Cansado das aventuras napoleônicas, fatigado com o fracasso do governador desgovernado, cabralzinho vergonha do papai, indisposto a aturar césar, o maluco, e desconfiado do moralismo hipóctita zona sul do gabeira...

Como experimenta um momento único de parceria com o governo federal, que despeja milhões e milhões em recursos para o benefício do Estado, o povo fluminense talvez queira experimentar alguém da casa(do PT) para manter parcerias, uma vez que o intermediário(cabralzinho)não demosntrou a mínima capacidade de ampliar esses ganhos, e nem aproveitar a popularidade do presidente...

Resta ao PT identificar se vale a pena arriscar uma imposição dessa "aliança", "goela abaixo do eleitor fluminense", apenas para satisfazer as necessidades de um pmdb que já mostra as garras de sua infidelidade em outros Estados...

Quanto ao napoleão da lapa, ex-brizolista, ex-quase-futuro-presidente, ex-futuro-garozito, e atual retirante do pmdb, quem sabe uma vaguinha para senador em uma chapa comas bençãos do Lula não seja seu real desejo...?

Seria uma bela aposentadoria para quem teve que se esconder na campanha da esposa na cidade que nasceu, mandou, desmandou, usou e abandonou...!

8 comentários:

FÁBIO SIQUEIRA disse...

Perfeito Xacal.
Cabe ao PT fluminense avaliar bem, para além de interesses ultra-pragmáticos, a conveniência de manter uma aliança com um governo estadual que nada agrega eleitoralmente à candidatura de Dilma e que mantém modelo administrativo muito semelhante ao do casal Garotinho, no que se refere a políticas fundamentais como educação e segurança pública.

Anônimo disse...

PR OU PRB ?

O DO VICE PESIDENTE É PRB

Anônimo disse...

Acho que o sr. Garotinho não se elege mais pra nenhum cargo político!

Anônimo disse...

e pensaram que Garotinho estava morto ou na beira da morte. Está mais vivo do que nunca, retornando ao palácio para mais uma temporada de 4 ou 8 anos. E viva o Brasil, a Terra dos governantes populistas Lula, Garotinho, e todos os outros vermes da política nacional.

Capitão Poeira disse...

Vamos com calma minha gente!!! A bizarra história dos partidos políticos do Brasil embaralhou vocês.

Não confundam um pouquinho da macarrão com um porrão de macaquinho!!!

O Partido da República (PR) é diferente do Partido Republicano Brasileiro (PRB).

De qualquer modo, ambos são da base aliada do governo Lula. Um tem o Ministro dos Transportes, o outro, o Vice-presidente.

O mais estranho é que, a despeito da confusão, análise continua válida. Vai vendo...

H. Romeu Pinto disse...

Triste fim de carreira. "Pobre" menino da Lapa. E que vá curtir sua "aposentadoria" longe de nossa terra, que ele ajudou a afundar.

Anônimo disse...

Análise de Roberto Saturnino Braga, SÓ PRA NÃO ESQUECERMOS

Então eu apoiei a indicação do Garotinho, mas depois de algum tempo eu, que já sou um velho político, percebi que ele carrega com ele aquilo que a gente chama na política de um “excesso de esperteza” você compreende? É um cara que quer ser esperto demais e a qualquer custo. Certo grau de esperteza é saudável e necessário, mas nele esta esperteza é excessiva, eu acho. E ele passa dos limites, mente demais e acaba perdendo a credibilidade.

E acho que hoje ele é visto assim pela opinião pública também. Ele é visto como um político que, infelizmente, mente demais.

Anônimo disse...

ESSA ENTREVISTA DE sATURNINO É DE 2004