quinta-feira, 14 de maio de 2009

TrOLha MUrAL...Fala poeta...!!!

Na sopa de letras da hipocrisia ignóbil, alguns têm indigestão e cagam regras e vomitam preconceitos ...

São edis ocupados em se mostrarem inúteis, são jornalóides de coleira, que falam em liberdade de imprensa, mas querem é liberdade de "empresa", enfim...é o fim...

Mas eis que a lamacenta planície se reinventa e inventa prosa, inventa moda, inventa verso e inventa a indignação cívica para combater a indignidade cínica...

Está aí o recado do nosso dom quixote de la pinta...brigando contra os moinhos dos ventos da mediocridade, com a associação dos blogueiros desocupados...


Mataram A Poesia e Drummond Jura Que Não Foi Ele
 
Blog And Roll & Poesia e Outros Baratos Afins
 
Dia 26 Maio – Das 19:00h às 23:30h
Local – Bar Fórmula 1 –
Av Alberto Torres, logo depois do SESC.
 
Cultura Urbana Sesc Campos
Encontro do Radicais Livres

 
Dias: 28, 29, 30 e 31 Maio
Seletiva de Street Ball, aberto às equipes da região, inscrições gratuitas.
Seletiva de Skate, aberto às equipes da região, inscrições gratuitas.
Festival Regional de skate free style e street, reunindo skatistas de Casemiro de Abreu, Macaé, Campos, Itaperuna e Rio das Ostras.
Desafio de street Ball, apresentação da NBR – nação basquete de rua e festival de street Ball.
Mostra de Curtas produzidos na Oficina Cine Vídeo Fotografia e bate papo com Artur Gomes.
 
Terra de Santa Cruz
ao batizarem-te
deram-te o nome: puta
posto que a tua profissão
é abrir-te em camas
dar-te em ferro
ouro
prata
rios
peixes
minas
mata
deixar que os abutres
devorem-te na carne
o derradeiro verme 
sal gado mar de fezes
batendo nas muralhas
do meu sangue (in)confidente
quem botou o branco
na bandeira de Alfenas
só pode ser canalha
na certa se esqueceu
das orações dos penitentes
e da corda que estraçalha
com os culhões de Tiradentes
 
salve-lindo pendão que balança
entre as pernas abertas da paz
tua nobre sifilítica herança
dos rendevouz de impérios atrás 
meu coração
é tão hipócrita que não janta
e mais imbecil que ainda canta
:ou
viram no Ipiranga
às margens plácidas
uma bandeira arriada 
num país que não levanta. 
fosse o brazil
mulher das amazonas
caminhasse passo a passo
disputasse mano a mano
guardasse a fauna e a flora
da fome dos tropicanos
ouvisse
o lamentos dos peixes
jandaias araras e tucanos
não estaríamos assim
condicionados
aos restos do sub-humano 
só desfraldando
a bandeira tropicalha
é que a gente avacalha
com as chaves dos mistérios
desta terra tão serviu:
tirania sacanagem safadeza
tudo rima uma beleza
com a pátria mãe que nos pariu 
bem no centro do universo
te mando um beijo ó amada
enquanto arranco uma espada
do meu peito varonil
espanto todas as estrelas
dos berços do eternamente
pra que acorde toda esta gente
deste vasto céu de anil
pois enquanto dorme o gigante
esplêndido sono profundo
não vê que do outro mundo
robôs te enrrabam ó mãe gentil!
 
telefonaram-me
avisando-me
que vinhas
na noite uma estrela
ainda brigava
contra a escuridão
na rua sob patas
tombavam homens
indefesos
esperei-te 20 anos
e até hoje
não vieste à minha porta
 
o poeta estraçalha a bandeira
raia o sol marginal quarta feira
na geléia geral brazileira
o céu de abril não é de anil
nem general
é my brazil
minha verde/amarela esperança
portugal já vendeu para a frança
e o coração latino balança
entre o mar de dólar do norte
e o chão dos cruzeiros do sul 
o poeta esfrangalha a bandeira
raia o sol marginal sexta feiran
esta porra estrangeira e azul
que a muito índio dizia: 
meu coração
marçal tupã
sangra tupi & rock and roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi bumbáa
a veia de curumim
é coca cola e guaraná 
o sonho rola no parque
 o sangue ralo no tanque
nada a ver com tipo dark
muito menos com punk
meu vício letal é baiafro
com ódio mortal de yank 
ó baby
a coisa por aqui
não mudou nada
embora sejam outras
siglas no emblema 
espada continua a ser espada
poema continua a ser poema
neste país de fogo & palha
se falta lenha na fornalha
uma mordaz língua não falha
cospe grosso na panela
da imperial tropicanalha
 
não me metam nestes planos
verdes/amarelos
meus dentes vãos/armados
nem foices nem martelos
meus dentes encarnados
alvos brancos belos
já estão desenganados
desta sopa de farelos 
Artur Gomes
In Couro Cru & Carne Viva - 1987
prêmio Internacional de Poesia -
Universiade de Laval Quebec - Canadá

Um comentário:

Anônimo disse...

Alguém leva a sério o que o Rei Artur entra senão for para ser ele o rei?(leia os poemas dele;só fala dele...)Dá pra ARturar?