quarta-feira, 27 de maio de 2009

TROLhada do leitor(a)....

Leia aí o recado da professora Luciana, e tire, você mesmo, suas conclusões...

Autoritarismo contra professor da rede municipal
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luciana gonçalves de oliveira

 para mim
mostrar detalhes 23:22 (13 horas atrás)
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Olá Xacal, aqui é Luciana, sou professora da rede municipal, venho através desse e-mail fazer um desabafo de indignação de uma situação absurda e real em que fui submetida hoje. Tudo prova da ilusão política de valorização profissional.
A tão falada Avaliação Externa da rede pública municipal de educação de Campos, acompanhada do rótulo de diagnóstico, venha submersa em sua falta de clareza em relação aos critérios. O fato é que a E.M. Marlene Henriques Alves, no Jardim Aeroporto, onde seriam aplicadas tais avaliações no dia 22 de maio de 2009 para as turmas de 3° e 5° ano, aguardou a equipe responsável pela aplicação das mesmas no dia e horário estabelecidos pela SMEC. No entanto, a equipe não compareceu no turno da manhã, onde seriam avaliados alunos do 3° ano, turma 3A101. Na segunda-feira, dia 25 de maio de 2009, a equipe chega à escola, não encontrando o número desejado de alunos da turma em questão, sugere então, que sejam avaliados alunos da turma 3A102, sob minha responsabilidade, nesse momento fui perguntada sobre qual seria minha opinião, se concordaria ou não já que não seria a minha turma contemplada. Minha resposta foi que não concordava, pois na minha opinião não seria justo, uma vez que meus alunos não haviam sido preparados para utilizarem o cartão resposta. Fui informada pela representante da SMEC, que deveríamos, todos, trabalharmos com atividades para este fim. Ressaltei a dificuldade que há em elaborar esse tipo de atividade, pois faltam materiais, nem mimeógrafo que funcione há na ecola e que as avaliações bimestrais foram custeadas pelos professores. Obtive como reposta que anos atrás os alunos eram alfabetizados com "papel de pão".
E que nós professores deveríamos parar de reclamar e não usar a falta de materiais como desculpa. A unidade com amis de 500 alunos, segundo o que me foi informado, estava sem pedagoga até o dia de ontem, 25/05/2009, depois nós é quem reclamamos demais.
Hoje, dia 26 de maio de 2009, por volta das 9 horas da manhã, fui surpreendida com a equipe que aplica as avaliações adentrando minha sala e comunicando aos alunos que eles fariam uma atividade que representaria os alunos do município. Parecia até que não havia professora na sala. Não fui comunicada! Não ouvi um bom dia, ou com licença, coisas do gênero de pessoas educadas.
Sem entender o que estava acontecendo, fui pedir esclarecimentos à diretora, quando cheguei à sala da orientação pedagógica fui atendida por outra pessoa que também fazia parte da equipe da SMEC. Perguntei, então, qual era o motivo da entrada em minha sala; fui informada de que naquele momento meus alunos estariam sendo avaliados. Perguntei o motivo pelo qual houve essa mudança, já que a turma que seria, até então, avaliada estava em sua maioria presente, enquanto que a minha de um total de 29 alunos estavam presentes 18. Como resposta ouvi que eram ordens da secretaria, as coisas estariam tomando esse rumo devido ao registro que eu fiz no livro de ocorrência da escola no dia anterior sobre o fato ocorrido e os motivos da minha discordância. Disse que senti-me desrespeitada por não ter sido comunicada, fui "informada" que não há nada que determine que o professor seja informado sobre a avaliação que será aplicada aos seus alunos! Absurdo!!! Fato desmentido pela própria diretora, que informou que a SMEC mandou material de apoio para preparar as turmas que seriam avaliadas, material esse que nunca chegou as minhas mão já que minha turma não seria contemplada. Ao sentir um autoritarismo, liguei para o SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), onde prontamente fui atendida e alguns minutos depois, um dos diretores, apresentou- se na unidade. A maior de todas as contradições, que inclusive foi muito bem questionada pelo representante do SEPE, foi o fato de estar publicado no site oficial do município a data de 25 de maio de 2009 para o término das avaliações externas. E o mais ilário, o tema da produção de texto dos alunos, era um pedido para que estes descrevessem seu professor!!! Com que objetivo se pede que uma criança descreva seu professor? Teria sido a minha turma a única "contemplada" com a avaliações externa no dia 26 de maio de 2009?
Hoje também foram registrados os fatos no livro de ocorrência da unidade escolar, assinado por mim e pelo representante do SEPE.
Estudei no tempo em que professor era respeitado e antes de entrarem na sala, batiam na porta e pediam licença, educa-se também pelo exemplo, ou acham que os alunos são alienados e não enxergaram o que aconteceu hoje? Sou da época em que professor era alguém de valor, mas não fui alfabetizada e nem escrevi em papel de pão, e olha que a prefeitura na minha época de estudante a prefeitura não tinha a arrecadação que tem hoje.

Obriaga pela atenção, se for conveniente, publique minha indignação em seu blog.
 Ass: Professora Luciana

5 comentários:

Anônimo disse...

É........
Essa é a Educação da equipe...
NÉ??????????

Sérgio Provisano disse...

Autoritarismo, arrogância e prepotência ainda é pouco para adjetivar o comportamento desses "avaliadores". Aliás, não me surpreende, é reflexo da postura do líder, quer dizer da líder, quer dizer tanto faz, afinal de contas, não sabemos mesmo quem governa esse município. Os subalternos copiam e agem conforme o exemplo que vem de cima.

Na sala de aula, a autoridade a ser respeitada é a do professor, ele deve ser respeitado em qualquer situação. Deve ter sido extremamente constrangedora a situação pela qual a professora Luciana passou.

Seria interessante termos conhecimento dos nomes desses "avaliadores" prepotentes, arrogantes e autoritários para divulgarmos e alertar à população.

Afinal de contas, se queremos melhoria na qualidade do ensino público, ninguém pode ser chamado a atenção por reinvidicar melhores condições de trabalho; reinvidicar que as equipes pedagógicas sejam completas como com a presença no dia-a-dia de pedagogo na escola, entre outras coisas.

Não me lembro de um tempo em que os alunos eram alfabetizados com papel de pão e olha que fui alfabetizado há quase 50 anos atrás.

O professor tem que reclamar sim!

Os alunos têm que reclamar sim!

Os pais têm que reclamar sim!

Todos os profissionais que trabalham nas unidades de ensino, têm que reclamar sim!

É um direito e um dever de todos nós cidadãos, os arrogantes, prepotentes e autoritários "avaliadores", têm mais é que engolir calados todas as reclamações que são procedentes e procurarem as soluções, essa é a obrigação e o dever deles. Simples assim.

Anônimo disse...

Autoritarismo é o que vale professora luciana, porque na smec o ninho tudo abafa

Anônimo disse...

Li esse texto ontem; fiquei apavorado: a pior coisa do mundo é acreditar em mudança e se deparar com a saudade.

No desgoverno anterior, vi de tudo, mas isso não.

O SEPE, que está muito mais ativo depois de várias críticas construtivas, tem a obrigação de levar essa situação à Justiça.

Fiquei triste com o ocorrido, porém quero parabenizar a PROFESSORA Luciana; esta dignifica a nobre arte do magistério.

PROFESSORA Luciana, minha solidariedade e minha admiração.

"Causam-nos admiração aqueles que achamos que superam os demais em coragem." (Cícero)

PROFª LUCIANA disse...

Obrigada Xacal, pela publicação do meu e-mail, tornando mais do público a lamentável situação vivenciada numa escola, onde deveríamos ter um ambiente onde também se constroem os valores fundamentais para a vida. Algumas pessoas esquecem que educação se dá também pelo exemplo, ou provavelmente esse é o exemplo de educação que vem lá de dentro!!!
Obnrigada aos leitores que deixaram suas mensagens de indignação e apoio!!!