sábado, 6 de junho de 2009

06 de junho de 1944...Um dia "D" para o mundo...



Obama, Charles, Gordon Brown, Stephen Harpes e Sarko...
Chefes de Estado e de Governo dos países que participaram do desembarque....


Há momentos na História emblemáticos e que dividem épocas, embora a compreendamos como um processo, e não fatos isolados em compartimento estanques...

Assim tivemos a Queda da Bastilha, o 11 de setembro, o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki...

Hoje, se comemora a lembrança de uma dessas datas nas quais, o mundo tem a impressão de que não seria o mesmo, caso não tivessem ocorrido...A mais pura verdade...

A decisão de lançar o maior desembarque aeronaval da História das Guerras, abrindo uma nova frente no teatro de operações da Europa, foi decisivo, senão para o desfecho, pelo menos para a configuração do tabuleiro geopolítico planetário...

É certo que em meados de 1944, o poderio de Hitler, e seu Reich, previsto para durar 1000 anos, mas que sucumbiu no sexto ano, poderia ter alcançado mais sucesso em concentrar esforços de um contra-ataque na frente oriental européia(URSS)...
O fim da II Guerra Mundial seria adiado, e a possibilidade de um avanço maior das forças comunistas ameaçava os interesses da potência econômica-militar que despontava para tornar-se hegemônica do lado capitalista, e que, apartir de 1945, teria a responsabilidade de liderar o "mundo livre" contra os países da "cortina de ferro"...

A distância proporcionada pelos anos, nos deixa apenas com o lado do glamour do gigantesco feito militar, já registrado e espetacularizado pela indústria do entretenimento...

Nesse caso, quem mais se aproximou do sofrimento, da dor, do medo, brutalidade, covardia e heroísmo que assolam o ser humano uma situação daquelas foi o filme O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg, com Tom Hanks como Capitão Miller, um professor de literatura de escola secundária, as voltas com o dilema clássico de eventos como a guerra: qual o sentido em uma coisa, aparentemente, sem sentido algum...

Não é à toa que o ator participou das comemorações...

Para aqueles que enxergam nesses eventos, apenas um oportunidade de festejos bélico-cívico-ufanistas, fica a sangrenta memória, temperada pelas águas geladas e salgadas das ondas do Canal da Mancha, naquela nebulosa manhã de 06 de junho de 1944...

Ficam aqui, nosso respeito e nossas homenagens aos homens que tombaram em Omaha, Utah, Juno, Gold e Sword, e depois, no caminho para Paris...

Fotos: El País e Robert Capra...
Atualização: Com a correção e auxílio ortográfico do companheiro Marcos Valério...

2 comentários:

Anônimo disse...

Pierre Closterman

Intitulado "UM BRASILEIRO NO DIA D", o documentário de 55 minutos relata uma viagem através do tempo, com uma narrativa dinâmica e emocionante, onde Barone encontra o único brasileiro conhecido que participou do Dia D: o franco-brasileiro Pierre Closterman - nascido em Curitiba em 1921, falecido em março de 2006 - que foi o maior ás da aviação francesa durante o conflito.

Pierre Clostermann nasceu no dia 28 de fevereiro de 1921, em Curitiba, Paraná – Brasil, onde seu pai francês, era cônsul. Com apenas 16 anos de idade ele obteve seu brevet de piloto, no Aeroclube do Brasil – Rio de Janeiro (que ficava localizado na Av Brasil, onde hoje é a Vila do João). Depois foi para Paris e mais tarde para os Estados Unidos onde estudava engenharia, quando a França capitulou. Recebeu então um telegrama de seu pai que dizia: Junte-se a De Gaule ou você não será mais meu filho !

Imediatamente, cerregando apenas uma mochila, Clostermann cruzou o Atlântico e chegou a Liverpool na Inglaterra, quando a cidade estava sendo bombardeada.

Ofereceu seus serviços à RAF, mas foi recebido com pouca consideração, até que conseguiu realizar um teste de vôo. Imediatamente foi enviado a Cranwell. Recebeu suas asas de piloto militar no início de 1943 e junta-se às Forças Francesas Livres (Esquadrão 341 Alsace) pilotando Spitfires.Seu primeiro comandante foi o Major René Mouchotte. Em agosto obtém suas duas primeiras vitórias (no mesmo dia), abatendo Fw 190’s. Nesta mesma missão o Tenente Martell abate o famoso ás alemão Major von Graf, que consegue sobreviver.

Anônimo disse...

Fusão Sadia e Perdigão deixará 30 mil sem emprego

Sabrina Lorenzi, Jornal do Brasil


RIO DE JANEIRO - A viúva Geralda das Graças Milagres recorreu aos sobrenomes para enfrentar a demissão dos três filhos de uma só vez. A fé em Deus e em dias melhores tem sido o conforto da aposentada nos últimos cinco meses, depois que a Perdigão desativou a produção de laticínios de uma fábrica da Cotochés – adquirida pela empresa no ano passado. O drama da matriarca, que abriga na mesma casa filhos, noras e netos, se repete em cada 10 famílias de Rio Casca, localizada a 250 quilômetros de Belo Horizonte. O fechamento de fábricas que competem entre si, bem como sinergias no sistema de distribuição e de gestão da Sadia e da Perdigão podem eliminar 10 mil postos de trabalho diretos e 20 mil indiretos, de acordo com mapeamento que será divulgado nesta semana pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Indústria de Alimentos (CNTA).

Nesta semana, trabalhadores dos estados que concentram as atividades dos dois gigantes do setor de alimentos se encontram em Curitiba para debater os impactos da fusão. O estudo sobre os impactos da criação da Brasil Foods será enviado ao Ministério do Trabalho e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).